<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129</id><updated>2012-02-13T09:14:46.866-08:00</updated><category term='primeira vez'/><category term='beijo ruiva frustração adolescência geek'/><category term='voyeur'/><category term='dó casamento show rock amor'/><category term='no ônibus'/><title type='text'>Escola de Canalhas</title><subtitle type='html'>Eu queria falar de política, vinhos, obras de arte, viagens ao redor do mundo...
Mas só sei do que é comesinho, da vida mundana. Só sei falar de mim.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>100</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1033989780533610776</id><published>2012-02-11T13:53:00.001-08:00</published><updated>2012-02-11T13:56:30.918-08:00</updated><title type='text'>Obsessão</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Quando você venera alguém. Quando sente uma necessidade que transcende o físico. Quando te parece que falta um membro, um pedaço do peito. Quando a pessoa a quem se ama não está e predomina a sensação de que te arrancaram as entranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se está sozinho e parece que o gosto da própria boca é amargo. Quando tragar o ar te parece que você está tentando respirar água. Quando a falta é maior do que a sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você sente que a sua existência está vinculada à presença do outro. Quando a voz do outro te alimenta. Quando o corpo do outro te alicerça. Quando tudo carece de qualquer propósito ou sentido se não naquela companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as horas se arrastam e a cabeça pesa. Quando o sentimento de posse te faz querer cometer um assassinato. Quando os ciúmes te fazem doer os ossos. Quando o amor te liquefaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você se pune. Se permite mazelar. Quando você abre mão do próprio orgulho e escuta calado o que te ofende. Porque, por mais que algumas palavras doam, a simples idéia de não escutar qualquer palavra dói ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o desejo te faz ficar bêbado. Quando as mãos tremem de raiva e luxúria. Quando os sentidos deturpam a realidade e parece que tudo é etéreo, insosso, insípido e disforme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você perde o controle. Quando seus joelhos se prostram no chão e você se descobre um escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você idolatra alguém. Quando você anseia. Quando quer que seu corpo se funda ao da outra pessoa até que sua individualidade seja completamente sublimada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o que você sente deixa de se chamar "amor" e passa a ser chamado de "obsessão".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1033989780533610776?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1033989780533610776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1033989780533610776' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1033989780533610776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1033989780533610776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2012/02/obsessao.html' title='Obsessão'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3985312997472097450</id><published>2012-01-27T00:13:00.001-08:00</published><updated>2012-01-27T00:13:24.903-08:00</updated><title type='text'>Medo (2)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Eu tenho medo. Muito medo de envelhecer. Mas não (só) por causa da velhice em si.&lt;br /&gt;Tenho medo de que a idade me torne frio. De que as experiências acumuladas transformem-se em experiências decantadas e nada mais me impressione, nada mais me empolgue, nada mais me atraia, me conduza ao perigo, à excitação da descoberta ao gozo do inusitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo de que tantos sentimentos, vividos de forma tão intensa acabem gerando um calo que reduza minha sensibilidade. Que diminua a absorção da pancada de modo que tudo pareça mais tênue, mais brando do que realmente é.&lt;br /&gt;Tenho medo de que tudo fique morno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que as traições me tornem absoluta e irremediavelmente desconfiado até o ponto em que eu não me entregue a mais ninguém. Não deseje mais ninguém. Não troque mais nada por receio de ser roubado. De que eu deixe de ser um crédulo e me torne um cínico. De que nada mais me toque, nada mais me afete. De ter tido tudo e terminar com nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu hoje tenho medo de que a vida me consuma antes que eu consuma ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo de perder o viço. De perder o tesão. De não ter paixão nem curiosidade. Medo de que tudo passe, de que tudo reduza-se à condição de lembranças, de saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo de que tudo se reduza a sentir medo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3985312997472097450?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3985312997472097450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3985312997472097450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3985312997472097450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3985312997472097450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2012/01/medo-2.html' title='Medo (2)'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1941102441929911301</id><published>2012-01-24T12:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T12:44:28.732-08:00</updated><title type='text'>"Lembre-se do sábado dourado."</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Eu lembro que na semana em que começamos a ter um caso a filha dela foi dormir na casa da avó, comprei rosas, velas, incensos, o disco novo da Norah Jones e fiz um jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de ter acordado ao meio-dia e de ter ficado olhando ela dormir por horas, satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que quando ela acordou, passamos a tarde toda prostrados na cama, batendo papo e olhando o céu pela janela. O dia estava luminoso, quente e as nuvens filtravam a luz dourada do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns anos juntos, quando as brigas foram ficando cada vez mais frequentes e cada vez mais sérias, lembro de ter feito dois cartões com papel vergé. Eu escrevi à mão em um dos cartões e ela escreveu no outro. A mesma frase: "Lembre-se do sábado dourado".&lt;br /&gt;Minha idéia era criar um apoio. Um caminho de volta pra quando houvesse outras brigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que um tempo depois nós brigamos porque eu vinha sentindo que investia sozinho na relação. Dormi afastado dela na cama de casal e no dia seguinte quando acordei pra trabalhar, o cartão dela estava pregado com um imã na porta da geladeira e eu saí de casa me sentindo bem outra vez.&lt;br /&gt;Depois houve outra briga. Ela reclamou minha presença, minha atenção, meu carinho. E mais uma vez, no dia seguinte o cartão funcionou.&lt;br /&gt;Meu plano tinha dado certo. Cada vez que um dos dois agia de forma egoísta, cada vez que um de nós começava a se sentir mais injustiçado que o outro, mais vilipendiado, mais abandonado, cada vez que havia uma desavença, uma discórdia, uma mágoa, o cartão surgia lembrando que a gente se gostava. Lembrando o que nos tinha feito querer ficar juntos, lembrando que apesar das brigas, das contas, da rotina, das mentiras, tínhamos decidido estar ali - juntos - porque havia também amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, lembro de tê-la dado o aviso pra que saísse de casa em no máximo um mês. Mas não foi preciso esperar. Na mesma tarde todas as coisas já haviam sido levadas.&lt;br /&gt;Ficou só o cartão em cima da minha mesa. "Lembre-se do sábado dourado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então lembrei que há muitos meses aquilo já não tinha mais significado nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu lembro de ter jogado o cartão no lixo da cozinha, junto com a cópia que ficava comigo, e de ter saído pra tomar uma cerveja com os amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1941102441929911301?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1941102441929911301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1941102441929911301' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1941102441929911301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1941102441929911301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2012/01/lembre-se-do-sabado-dourado.html' title='&quot;Lembre-se do sábado dourado.&quot;'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-9072634768756672087</id><published>2011-11-12T00:32:00.001-08:00</published><updated>2011-11-12T00:36:46.400-08:00</updated><title type='text'>Aleatório</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Os critérios que levam uma pessoa a se interessar por outra são os mais aleatórios possíveis. Os meus são os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atração física é sem dúvida o primeiro a ser considerado. É instintivo, talvez alguma coisa que acione o inconsciente animal genético, algo que te faça buscar alguém que tenha genes potencialmente perfeitos. Entretanto, não é muito difícil encontrar por aí, mulheres que sejam bonitas em vários níveis. Não é complicado encontrar um belo bumbum e um par de seios dificilmente é algo que possa ser chamado de feio. Uma gordurinha eventual é excelente e até uma sobra dessa gordurinha pode compor um todo aprazível aos olhos (e ao tato, principalmente).&lt;br /&gt;O rosto pode ter infinitas configurações e eu particularmente rejeito rostos muito simétricos, muito perfeitos. Prefiro aqueles mais angulosos, olhos grandes e narizes exóticos Pra falar a verdade tenho uma certa tara por narizes grandes e/ou aduncos.&lt;br /&gt;Curiosamente, a grande maioria das mulheres que conheço têm esse perfil (literalmente). Não que eu sinta atração física por todas elas, mas parece que, ou há uma aproximação natural desse tipo pra comigo, ou o volume de mulheres nascidas com rostos angulosos e narizes grandes foi absurdamente grande entre 1970 e 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personalidade também é um fator importantíssimo pra definir meu grau de aproximação com alguém. Personalidades fáceis ou rasas são automaticamente rechaçadas (para qualquer fim, seja ele amizade desinteressada ou sexo casual-vou-te-dar-um-nome-falso).&lt;br /&gt;Ter algum repertório cultural é importante. Algum. Não precisa ser PhD em nada. Gostar do mesmo estilo musical facilita, gostar de muitas ou algumas bandas que gosto é um adicional bacana.&lt;br /&gt;Mas isso também não é nada difícil, dado o fato de que freqüento lugares que atraem pessoas que gostam das mesmas bandas e das mesmas músicas que eu. Também freqüento lugares onde as pessoas são razoavelmente pensantes e costumam ler algo mais do que revista de novela e fofoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O toque é mais um dos critérios de sumária importância. Este é o tipo de coisa que não se ensina e que não se aprende. Ou se tem, ou não. Mas este pode variar de pessoa pra pessoa. É o bom e velho "lance de pele". Um beijo ruim pra mim, pode ser muito bom pra outro cara. Mas o beijo bom, o beijo que une, que liga, que envolve, que acalenta e excita, sem sombra alguma de dúvidas é determinante. Tão determinante que se os dois critérios de cima forem perfeitamente correspondidos, mas este não: já era!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber vestir-se bem é outra coisa que considero. É um critério que pode ser inerente a pessoas de personalidade interessante, mas nem sempre. Conheci pessoas extremamente boçais que vestiam-se muito bem e pessoas fantásticas que vestiam-se muito mal. Por isso é um critério que observo mas que me permito relevar. Pra ser franco é algo que relevo mais do que considero. Há até um certo charme em mulheres que prezam mais o conforto que a elegância e também há um charme pueril em mulheres que nem sabem que se vestem mal.&amp;nbsp;Já aquelas que se vestem mal e acham que se vestem bem, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O timbre e o tom de voz é um critério que se observa depois de um tempo. Não é nem um pouco primordial mas adiciona qualidade quando se tem uma boa voz sussurrando carinhos ou indecências ao pé do ouvido. Observando é claro, que a mesma voz que soa divina recitando palavras impróprias a menores de 18 anos pode ser desastrosa dizendo palavras de ternura. E vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro critério que observo amiúde é o gestual. Mas as preferências são flutuantes. Uma mulher pode ser muito atraente quando gesticula de forma delicada e lânguida, mas também pode ser charmosa quando soa um tanto desajeitada, infantil ou até masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O asseio é sem dúvida um critério de importância máxima. Uma mulher que transpareça frescor, limpeza, vaidade. Uma mulher perfumosa, sem dúvida é alguém com senha preferencial. E neste quesito, duvido que haja alguém (mesmo o homem mais fetichista) que discorde de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando-se em conta todos esses critérios e os diferentes graus de importância e peso que dou a cada um, é perceptível que - embora haja talvez um perfil muito bem delineado do tipo de mulher que me atrai - não é nada complicado encontrar pela vida, no mínimo uma centena de pessoas que me deixem interessado e até mesmo apaixonado.&lt;br /&gt;Dito isto, é curiosíssimo o fato de que, entre tantas pessoas que conheci, entre tantas pessoas que me atraíram, eu tenha ficado tão irrecuperavelmente apaixonado por essa garota em específico.&lt;br /&gt;Que entre tantos cabelos negros, eu tenha elegido os dela como os mais belos e cheirosos.&lt;br /&gt;Que entre tantos narizes, o dela me fascine tanto. Que entre tantas bocas, a dela me tire da realidade com tanta competência. Que entre tantos perfumes o dela me envolva à embriaguez Que entre tantas vozes, a dela possa causar tantos distúrbios, seja falando indecências, seja murmurando com ternura ou até mesmo narrando displicentemente as banalidades cotidianas.&lt;br /&gt;É estranho que num mundo repleto de personalidades e figuras ímpares, a psique dela me atraia tanto a curiosidade e seja um mistério tão imperscrutável que não só me enlace, como me modifique.&lt;br /&gt;É quase absurdo que os gestos dela me encantem, comovam e fascinem tanto, em detrimento de todo o resto de pessoas com quem tive o prazer de travar contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre centenas de mulheres que conheci, eu conheci ela. E entre tantas escolhas que já fiz, ela parece ser a mais acertada. A mais pontual. A mais inquestionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que entre tantos encontros aleatórios, ela tenha sido a única certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-9072634768756672087?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/9072634768756672087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=9072634768756672087' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/9072634768756672087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/9072634768756672087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/11/aleatorio.html' title='Aleatório'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-7443940553280325582</id><published>2011-11-05T09:26:00.000-07:00</published><updated>2011-11-05T09:26:41.610-07:00</updated><title type='text'>Diálogo 8</title><content type='html'>Enquanto ela estendia as roupas no varal e ele ajudava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela: "Já decidiu que cor vai usar nesse Reveillon?"&lt;br /&gt;Ele: "Vermelho."&lt;br /&gt;Ela: "Quer amor pro ano que vem?"&lt;br /&gt;Ele: "Eu quero sempre, mas a questão não é essa. Pensei em usar amarelo pra atrair dinheiro, mas como na minha vida é sempre 'sorte do jogo e azar no amor' ou 'azar no jogo e sorte no amor', decidi escolher o amor em detrimento do dinheiro, porque fiquei com medo de escolher o dinheiro e perder você."&lt;br /&gt;Ela: "Mas que fofo... Também te amo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco meses depois eles se separaram por falta de dinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-7443940553280325582?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/7443940553280325582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=7443940553280325582' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7443940553280325582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7443940553280325582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/11/dialogo-8.html' title='Diálogo 8'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-575434803151211668</id><published>2011-10-17T22:49:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T22:53:57.421-07:00</updated><title type='text'>Pelos Olhos Dela</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Ela tinha um jeito como quem sente medo de tudo. Uma postura introspectiva, excessivamente reservada, retraída, miúda. Como uma vítima, como um ratinho que se esconde pra sobreviver.&lt;br /&gt;Não que ela se fizesse de coitada. Jamais. Eu nunca a ouvira reclamar da vida ou colocar-se na condição de ré. Era sua postura. Continha algo daquele tipo de gente que tomou tanta surra da vida que acabou tornando-se arredia, inalcançável, comedida.&lt;br /&gt;Ela tinha dor nos olhos. Mas não era aquela dor pesada do velho. Da pessoa vivida que já perdeu toda a fé, todo o gosto pela humanidade. Era uma dor de quem apanhou mas tem esperança na redenção. Era como o guri que corre em direção a praia no filme do&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bO8XIm6bbgA"&gt; Truffaut&lt;/a&gt;. Era como um passarinho que tem a asa quebrada mas que sabe que aquilo é condição passageira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu me apaixonei. Eu que era só confiança, só arrogância, só otimismo. Me apaixonei e jurei que mostraria praquela guria que ela estava errada. Que não havia motivo pra ter tanto medo, tanta desconfiança, tanta dor. Eu jurei pra mim que daria a ela um punhado da minha extrospecção. Que lhe mostraria o lado bom das coisas. Que lhe traria pro &lt;i&gt;brightside&lt;/i&gt; da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que eu era novo demais, incauto demais, metido à besta demais. Eu achava que entedia como as coisas funcionavam, achava que não havia chances de aquela garotinha miúda, infante e tímida conhecer do mundo mais detalhes que eu.&lt;br /&gt;Mas é claro que eu era novo demais e estava completamente equivocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guria me mostrou o mundo por seu ponto de vista. Mostrou de onde vinha tanta dor, tanto medo, tanta ameaça. E eu entendi. Vi o tamanho do meu erro. Vi como tudo podia ser tão cinza, cruel, mesquinho e ameaçador quanto ela via. Vi que ela tinha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desde então tudo o que eu vejo, vejo pelos olhos dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-575434803151211668?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/575434803151211668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=575434803151211668' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/575434803151211668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/575434803151211668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/10/pelos-olhos-dela.html' title='Pelos Olhos Dela'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2584079132249205128</id><published>2011-10-16T22:31:00.001-07:00</published><updated>2011-10-16T22:31:53.520-07:00</updated><title type='text'>Ali do lado</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Ela se esqueceu. Por um momento breve. Num lapso fortuito achou que ele estaria ali. Mas não estava mais, claro.&lt;br /&gt;O sofá de couro preto não estava mais enrugado no lugar em que ele gostava de sentar. O cheiro dele no travesseiro já tinha se dissipado. Sua cópia das chaves estava em cima da cômoda. Seu frasco de perfume já tinha sido levado embora. Suas revistas favoritas não empilhavam-se mais na estante. Seus fios de cabelo não estavam mais no ralo do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por um momento ela se esqueceu e parecia ser possível mais uma vez escutar ele cantarolando enquanto tomava banho. Sentir o cheiro do cigarro na área de serviço. O roçar dos dedos gelados dele em seu calcanhar durante a madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia mais qualquer sinal dele pela casa. Era como se nunca tivesse estado lá. Como se nunca tivesse existido. Tudo dele havia sido apagado, levado embora ou substituído havia muito tempo. Mas na memória, às vezes parecia que ele estava ali. No cômodo ao lado. De onde jamais deveria ter saído.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2584079132249205128?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2584079132249205128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2584079132249205128' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2584079132249205128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2584079132249205128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/10/ali-do-lado.html' title='Ali do lado'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5362567170471696049</id><published>2011-10-04T11:51:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T11:56:05.093-07:00</updated><title type='text'>Relacionamento Maduro</title><content type='html'>Situação bastante comum. Um relacionamento longo recém terminado. Sem brigas, sem discussão Apenas terminado. Provavelmente porque uma das partes não ama, não se identifica mais com a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num relacionamento maduro, mesmo que alguém esteja ferido, mesmo que se sinta abandonado, não há porque não continuar amigos. Alguns almoços, algumas trocas de favores e telefonemas.&lt;br /&gt;Num desses telefonemas ela contava sobre os incidentes do trabalho, sobre problemas com os quais se confrontara, sobre a falta de dinheiro, etc.&lt;br /&gt;Ela falava e ele ouvia atento, concordando com algumas coisas, discordando de outras, oferecendo pequenos conselhos. Sendo maduro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de repente, na distração da conversa, no ritmo do bate-papo, em meio às amenidades, totalmente sem querer ele diz, não o nome dela mas o apelido carinhoso pelo qual se tratavam antes do fim do namoro.&lt;br /&gt;Leva-se alguns segundos pra perceber o que aconteceu.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;Os dois não sabem o que dizer, não sabem o que justificar. É um equívoco comum mas totalmente desconcertante.&lt;br /&gt;De repente é como se não tivesse acabado. Como se a relação prosseguisse, como se os laços amorosos ainda gozassem de ternura, como se aquele respeito mútuo, aquele afeto pudesse reacender a chama, retroceder o tempo pra antes das coisas se tornarem cansativas, pra quando se podia e queria compartilhar mais que amenidades cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se pode, é claro, e todo mundo sabe disso. Sabe. Mas não aceita. Maturidade não conversa com amor. Racionalidade não tem nada a ver com os sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe um relacionamento maduro quando é um relacionamento de amor. E não existe um fim isento de sentimentos numa relação dessa natureza. O que existe é a vontade maquiada de continuar. De ainda ter alguma coisa daquela pessoa, de ter a chance de manter algo vivo. De manter alguma proximidade. De saciar - ainda que superficialmente - a necessidade da correspondência afetiva do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, numa hora dessas, o que resta é reatar os laços de forma efetiva e completa ou - se uma das partes acredita mesmo que não haja possibilidades de que isso aconteça - não telefonar nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único jeito de terminar um relacionamento amoroso de forma realmente madura, é desatar todos os laços. Sem ternura, sem amenidades, sem amizades depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5362567170471696049?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5362567170471696049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5362567170471696049' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5362567170471696049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5362567170471696049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/10/relacionamento-maduro.html' title='Relacionamento Maduro'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3646944865323535291</id><published>2011-10-04T10:54:00.000-07:00</published><updated>2011-10-16T22:34:43.019-07:00</updated><title type='text'>Lie to Me</title><content type='html'>Havíamos tido uma grande discussão. Como várias que vieram antes e várias que vieram depois. Mas nessa em específico eu estava tremendamente irritado e ofendido com a tentativa que ela tinha feito de mentir pra mim.&lt;br /&gt;Nem era uma grande mentira. Mas eu não tolero, é meu calcanhar de Aquiles. A simples idéia de ter alguém que possa querer me passar pra trás, me fazer de bobo, ludibriar ou omitir algum fato importante me tira completamente do sério. Desde criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até por conta disso - e usando o pretexto da minha pretensão de me formar em psicologia - é que na adolescência me entupi de literatura e reportagens discorrendo e estudando sobre a mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia identificar uma mentira. E não gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, naquela discussão, durante minha cólera eu bradei: "Não tenta mentir pra mim. Não tenta me enganar. Você não consegue. Pára de tentar competir e simplesmente seja franca comigo da próxima vez."&lt;br /&gt;Embora nervosíssimo, eu não tinha qualquer intenção de ofendê-la. Queria convencê-la que a verdade era o melhor caminho. O único jeito de eu ser capaz de respeitá-la e conviver com ela. O único jeito daquela relação funcionar.&lt;br /&gt;Mas ela era - lógico - tão orgulhosa quanto eu e tomou aquela frase como uma afronta, como um desafio. Se eu tinha sentenciado que ela não era capaz de me enganar, ela iria (desse dia em diante) fazer de tudo pra me mostrar que eu estava errado. O tipo de coisa que acontece amiúde em relacionamentos juvenis e doentios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos vários finais de semana que passávamos na minha casa, entrei de repente no quarto, vindo de qualquer lugar e a guria se assustou.&lt;br /&gt;Ela estava usando meu computador e vi que - no susto - minimizou rapidamente uma janela qualquer.&lt;br /&gt;Sorrindo, perguntei o que acontecia e ela respondeu que conversava com um amigo.&lt;br /&gt;Pedi que abrisse o programa e me mostrasse a foto do amigo. Era alguém que eu não conhecia e, pelo modo como a janela estava disposta dava pra ver a foto do rapaz e uma resposta dela: "Que bom. Fico mais tranquila com isso."&lt;br /&gt;Perguntei com o que ela "ficava mais tranquila" e a resposta foi uma história a respeito de um quiproquó qualquer envolvendo um mal entendido entre uma amiga sua e o rapaz da conversa. Ela explicou que estava intermediando a resolução do problema e que agora, finalmente, tudo se resolvera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira. De novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisti pra que dissesse a verdade e ela insistiu que a verdade era aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a semana, pedi pra que um amigo que entendia de informática me instalasse no computador um programa espião. Depois de uma semana do programa instalado, interceptei outra mensagem pro mesmo rapaz na qual ela contava que eu quase a tinha flagrado durante a conversa. O rapaz perguntou se tinha havido algum problema e ela explicou que não. Que tinha me inventado um desculpa qualquer e tudo tinha terminado bem.&lt;br /&gt;Imprimi a mensagem, entreguei-lhe o papel, sentei a seu lado e pedi pra que - agora - me dissesse a verdade.&lt;br /&gt;Assustada, a garota contou outra história. Disse que alguns meses antes, logo depois de uma briga nossa, ela tinha ido a um bar com a amiga. Que tinha encontrado este rapaz (um colega de longa data) e que tinha flertado com ele. Ela explicou que tomou um fora e que isso a tinha feito sentir muita vergonha. E concluiu dizendo que naquela conversa em que eu tinha pedido pra ver a foto do rapaz, ela estava justamente se desculpando por ter sido tão impetuosa e esclarecendo que a situação a havia constrangido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez era verdade.&lt;br /&gt;Levantei-me agradecendo pela franqueza e avisei que, mesmo que essa história fosse verdadeira, a anterior tinha sido mentira e por isso eu gostaria que ela fosse embora e me esquecesse.&lt;br /&gt;A menina chorou. Pediu perdão. Implorou pra ficar. Justificou que não soubera como agir, que sentira medo dos meus ciúmes, da minha represália e que por isso tinha mentido. Jurou amor. Jurou que isso não se repetiria e todo tipo de balela que é comum em situações como essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consenti - claro. Coloquei numa sacola algumas roupas dela que ficavam em casa e mandei-a embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;(Semanas depois recebi-a de volta. Mas isso é outra história.)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3646944865323535291?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3646944865323535291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3646944865323535291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3646944865323535291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3646944865323535291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/10/lie-to-me.html' title='Lie to Me'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-6972509133564320883</id><published>2011-08-22T02:09:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T02:22:18.561-07:00</updated><title type='text'>A Previsão</title><content type='html'>As pessoas, de modo geral, têm dois tipos de reação diante do medo. Uma delas é a fuga, a negação. Virar as costas, distanciar-se, fingir que não existe aquilo de que se tem medo. A outra é ir de encontro ao que causa o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha 19 anos acabei me envolvendo com um &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/tudo-pela-arte.html"&gt;casal&lt;/a&gt; que queria me usar para reavivar a relação moribunda na qual eles tinham se afundado. A coisa toda consistia basicamente em tornar-me um terceiro elemento. Um personagem novo naquele teatro enfadonho tantas vezes representado pelos dois.&lt;br /&gt;Pra mim estava tudo ok! Eu era moleque, sedento de curiosidade pela vida e louco por uma aventura, tivesse ela a natureza que fosse. Minha filosofia era (e ainda é, embora de forma bem menos inconsequente) colecionar histórias de vida.&lt;br /&gt;Além disso, eu tinha em mente a perspectiva de que muito em breve minhas possibilidades de acumular esse tipo de história iria extinguir-se. Ou pelo menos restringir-se drasticamente. Eu tinha uma noiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivíamos em cidades diferentes (e distantes) e por isso tínhamos combinado manter uma relação aberta, liberal e nada careta. Mas é claro que, uma vez realizado o casamento e dissipado-se a distância física, o trato rezava que viveríamos uma relação conjugal padrão, moral, careta e burguesa como manda o figurino. E eu estava plenamente feliz, seguro e de acordo com o trato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém numa noite, durante um brunch amistoso com o casal enfadado, o marido sentiu-se compelido a justificar suas inclinações fetichistas (os homens de modo geral estão sempre tentando justificar suas inclinações).&lt;br /&gt;Ele explicou que depois de um tempo de vida, depois de um tempo de casado, depois de um tempo fazendo sempre aquelas mesmas coisas, acaba sendo necessário mudar o tempero da comida, acrescentar uma pimenta, um novo matiz, uma nuance qualquer. Ele explicou que, depois de um tempo, mesmo esse novo matiz se desbota e então acaba sendo necessário acrescentar-se outro. E mais outro. E mais outro até que acaba-se mudando totalmente a receita inicial e criando-se uma nova forma de ver e fazer as coisas. E acrescentou que isso acontecia com todo mundo e que acabaria certamente acontecendo comigo um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei estarrecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente me vi mais velho, casado com minha noiva amada e sentindo-me compelido a dividi-la com outro. Pra apimentar a relação. A idéia - embora desagradável - parecia perfeitamente passível de concretização dado o fato de que então eu já vivia um relacionamento aberto, o que - no meu entender - me deixava a um passo de estar na situação daqueles dois.&lt;br /&gt;Fui tomado por um terror, por uma raiva, por um nojo absurdo que fez com que eu nunca mais procurasse aquele casal e jurasse pra mim mesmo que jamais me permitiria chegar ao nível deprimente daqueles dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noiva se foi sem nunca ter se tornado esposa, morei três anos com outra guria, depois namorei mais dois com uma outra e o medo continuava ali: imortal, impávido e absoluto com só os medos podem ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia acordei e - lavando o rosto - me dei conta de que não havia mais medo. Ele tinha se dissipado completamente em algum momento e só então eu me dava conta disso. Eu tinha parado de fugir. Tinha me cansado de correr. Tinha desistido de tentar evitar.&lt;br /&gt;O medo deixou de ser o vilão e tornou-se aliado. Tinha se amalgamado ao meu espírito. Tinha mudado minha índole.&lt;br /&gt;Um dia acordei e ao lavar o rosto percebi que o casal era eu. E que aquele cara (maldito!) tinha acertado na previsão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-6972509133564320883?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/6972509133564320883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=6972509133564320883' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6972509133564320883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6972509133564320883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/08/previsao.html' title='A Previsão'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2121627770657071683</id><published>2011-07-10T10:58:00.001-07:00</published><updated>2011-07-10T11:03:24.873-07:00</updated><title type='text'>À Deriva</title><content type='html'>Quando você é jovem, em algum momento passa por essa experiência. Uma descoberta tão traumática quanto reveladora que te afeta pelo resto da vida. Que te expõe pela primeira vez à noção de que o mundo é duro, cru e frio. Mas também mostra a verdade das coisas e te faz sentir um pouco mais ligado a realidade (por mais dura que ela seja, ainda assim é a realidade e sou inclinado a crer que isso é bem melhor que o embotamento juvenil).&lt;br /&gt;Eu tinha de 18 pra 19 anos quando passei por isso. Quando de repente a verdade me deu um golpe certeiro e pela primeira vez percebi que meu pais não eram infalíveis, não eram indefectíveis, não eram um poço de equilíbrio. Que eles não eram super-heróis.&lt;br /&gt;E isso nunca é fácil. Nunca é simples de aceitar. Nunca é leve.&lt;br /&gt;Antes de conseguir assimilar a descoberta a pessoa passa por um período triste. Desolador. Em que se sente sozinho, à deriva, solto no mundo à merce do caos.&lt;br /&gt;Tudo toma um tom estranho, inóspito, assustador e confuso.&lt;br /&gt;É o primeiro sinal de que a adolescência está chegando ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, depois de 10 anos, coisa parecida torna a acontecer.&lt;br /&gt;De repente me caiu na cara o quanto eu sou falho. Revendo acontecimentos do passado, relendo e-mails antigos de ex-esposas, ex-namoradas, ex-amigos, passando tudo a limpo, analisando todas as coisas com a frieza e imparcialidade com que olho meu passado, começo a me dar conta de todos os erros estúpidos que cometi. De todas as coisas que poderiam ter sido feitas um pouco diferentes se eu fosse um pouco menos egoísta, um pouco menos introspectivo, um pouco menos ingênuo, um pouco menos infantil, um pouco menos metido a besta, um pouco menos babaca.&lt;br /&gt;De repente eu olho e me dou conta do mal que provoquei aos outros, percebo o quanto fui amado por mulheres a quem usei, o quanto projetei nelas expectativas minhas que eram impossíveis de ser correspondidas e então as substituía, as humilhava, as reduzia.&lt;br /&gt;Quanta cagada foi feita só pra saciar meus próprios caprichos pueris, meu romantismo acuador, minha ilusão do que era o ideal. E muitas vezes o ideal era só meu.&lt;br /&gt;De repente eu percebo que se fui traído, se me esconderam coisas, se mentiram era por culpa minha. Porque eu era intransigente, tolo, superficial e interesseiro. Por que eu era violento, invasivo, ditador e frio.&lt;br /&gt;Porque eu era mentiroso. Fraco. Falso. Desapegado de qualquer coisa que não transladasse em torno do meu umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente tudo veio. &lt;br /&gt;E quando você descobre o tamanho do crápula que é, a intensidade do egoísmo e vilania que sempre permeou suas ações sem que você se desse conta, quanta merda foi feita enquanto pensava que estava sendo educado, fino, belo e benquisto...  quando você se dá conta disso, de repente percebe que não se conhece mais, de repente lhe falta o chão. É como se o capitão da sua vida tivesse abandonado o barco. Mas todo o resto da tripulação tivesse sido deixada pra trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2121627770657071683?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2121627770657071683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2121627770657071683' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2121627770657071683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2121627770657071683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/07/deriva.html' title='À Deriva'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2060255901831393596</id><published>2011-06-28T11:22:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T11:24:46.014-07:00</updated><title type='text'>Traidores</title><content type='html'>&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/RPMUg48dZt0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/fLbNcPg0M4E" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/eX_5F0FJfcs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/Pw3WcWNpCZY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2060255901831393596?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2060255901831393596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2060255901831393596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2060255901831393596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2060255901831393596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/06/traidores.html' title='Traidores'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/RPMUg48dZt0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-737229706259028946</id><published>2011-06-08T05:32:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T05:33:49.467-07:00</updated><title type='text'>Primeiro Amor</title><content type='html'>Eu me encontro numa situação muito peculiar.&lt;br /&gt;Não tenho palavras. Primeira vez na vida não sei como descrever esta paixão, não tenho adjetivos pra catalogar essa relação, não tenho dados pra mensurar esse amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque ele esteja acima disso. Talvez porque ele seja imperscrutável, indefinível, imensurável. Talvez porque ele seja tão pleno que eu sozinho não alcance. Talvez porque ele seja maior que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então talvez porque esta seja - em detrimento de tudo em que eu cria -  a primeira vez que realmente saiba o que é amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-737229706259028946?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/737229706259028946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=737229706259028946' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/737229706259028946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/737229706259028946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/06/primeiro-amor.html' title='Primeiro Amor'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1334434030927477624</id><published>2011-06-08T04:52:00.001-07:00</published><updated>2011-06-08T04:52:30.278-07:00</updated><title type='text'>Exatamente como você.</title><content type='html'>Então, naquele dia eu estava indo pro trabalho, absorto em pensamentos, deixando a cabeça vagar por idéias aleatórias como costumo fazer.&lt;br /&gt;Não lembro como acabei chegando naquele assunto. Não lembro como acabei indo visitar aquelas lembranças específicas que estavam (eu pensava) encerradas no baú das coisas bem resolvidas (afinal, todo o dinheiro gasto com a análise tinha sido pra isso mesmo)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as lembranças vieram à tona. Elas retornaram e de repente percebi. De repente algo clareou-se, algo fez sentido - muito sentido - e era melhor que não tivesse feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensei em você. No amigo que você era. Nas cervejas que tomamos juntos, nos segredos que te contei, nas bandas que você me apresentou, nos banhos que te dei quando você teve fratura exposta no joelho, nos filmes que assistimos e nas coisas que você me contava sobre as mulheres que tinha levado pra cama.&lt;br /&gt;Eu pensei nas idéias que você explanava, no modo como você gesticulava, na sobriedade do seu tom de voz, no seu olhar desconfiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te redesenhei na minha cabeça e lembrei de quem você era. E comecei a chorar. Copiosamente. Pela primeira vez desde que eu era criança. Pela primeira vez desde que tudo aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só então que eu percebi que o trauma tinha sido realmente grande. Que eu assumi que o trauma tinha sido realmente grande.&lt;br /&gt;E só fui capaz de perceber isso porque, quando as coisas se clarearam em meio ao devaneio das minhas idéia, eu descobri que tinha me tornado você. Que desde então eu vinha te emulando. Repetindo seu jeito, seus gestos, seu modo de pensar o mundo. Sua desconfiança e falta de moral. Seu ímpeto predatório. Seu ímpeto auto destrutivo.&lt;br /&gt;Eu estava te imitando sem perceber. Copiando sua personalidade. Copiando os erros que cometeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu chorei. Não pela sua traição. Nem porque seu pau me roubou o lar, me destruiu a família e a vida que eu tinha levado tanto tempo e dinheiro pra erigir. Mas porque você levou o que eu tinha de mais valioso. &lt;br /&gt;Você levou o que eu era. Matou tudo o que eu gostava em mim. Me rebaixou ao seu nível, me transformou em tudo de pequeno, vil, mesquinho, feio e sujo que havia em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu chorei por ter sido fraco de deixar que isso acontecesse. Por permitir que você me afetasse tanto. Por ainda estar pensando nisso depois de tantos anos. Por ter sido bobo. Por ter confiado. Por ter amado. Por não ter tido a malícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tudo cessou. E enxuguei as lágrimas, disfarçando (porque eu estava em público), recoloquei a máscara com a sua cara e segui em frente. Sorrindo. Cínico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente como você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1334434030927477624?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1334434030927477624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1334434030927477624' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1334434030927477624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1334434030927477624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/06/exatamente-como-voce.html' title='Exatamente como você.'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5992377734946438013</id><published>2011-05-17T21:53:00.000-07:00</published><updated>2011-05-17T21:55:19.157-07:00</updated><title type='text'>Amor</title><content type='html'>O que nas outras causava medo, nela causa admiração.&lt;br /&gt;O que pras outras era defeito, pra ela é charme.&lt;br /&gt;O que fazia com que as outras se afastassem, pra ela agrega mistério.&lt;br /&gt;O que pras outras era excessivo, pra ela é fetiche.&lt;br /&gt;O que pras outras era claustrofóbico, pra ela é libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pela primeira vez não é preciso fazer teatro, não é preciso ser comedido, não é necessário contenção. Pela primeira vez os ímpetos podem vir a tona, as palavras podem ser ditas e os nomes podem ser dados.&lt;br /&gt;Pela primeira vez as feras podem ser soltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez não é preciso mentir.&lt;br /&gt;A alma está leve, as coisas estão em seus lugares e os ímpetos satisfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada nela que eu queira mudar. Ela está satisfeita com o que tem.&lt;br /&gt;E eu acho que isso é a resposta pra aquilo a que chamam de "amor".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5992377734946438013?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5992377734946438013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5992377734946438013' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5992377734946438013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5992377734946438013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/05/amor.html' title='Amor'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3080801985310663501</id><published>2011-05-09T14:56:00.001-07:00</published><updated>2011-10-16T22:02:26.099-07:00</updated><title type='text'>Lágrimas e Maquiagem</title><content type='html'>Ela apaga nomes da minha agenda no celular, entra nas minhas contas de redes sociais, fuça meu computador, minhas conversas salvas e descobre coisas do meu passado que eu esqueci ou deliberadamente deixei de contar.&lt;br /&gt;Ela fica brava quando eu demoro um pouco mais pra chegar em casa mas não fala nada. Finge que está tudo bem, tenta conter as caraminholas que lhe povoam a cabeça, guarda suas perguntas todas pra si pra não ferir o orgulho, pra não macular o amor próprio.&lt;br /&gt;Então ela me agride, critica, me nega atenção, evoca histórias de seu passado, menciona nomes que ela sabe que atiçam meus ciúmes.&lt;br /&gt;Ela me esnoba, desobedece, dá trabalho, age como criança, me ignora, espalha as roupas pela casa, me deixa sozinho nas festas, expõe segredos que eu não gostaria que fossem ditos.&lt;br /&gt;Ela bebe, passa do ponto, torna-se agressiva, cínica, impertinente, insistente, excessiva, barulhenta e provocativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte ela me abraça apertado pra fazer eu esquecer a raiva, deita a cabeça no meu peito manchando minha camiseta com lágrimas e maquiagem e - com a voz mais doce do mundo - pede desculpas baixinho. Diz que foi tudo por ciúmes. Me faz prometer que nunca vou me dar pra ninguém além dela. Me dá um beijo doce no pescoço e me jura amor ao pé do ouvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3080801985310663501?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3080801985310663501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3080801985310663501' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3080801985310663501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3080801985310663501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2011/05/lagrimas-e-maquiagem.html' title='Lágrimas e Maquiagem'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-7399515273355553555</id><published>2010-12-30T11:31:00.000-08:00</published><updated>2010-12-30T11:32:35.402-08:00</updated><title type='text'>Carpenters</title><content type='html'>Quando eu olhei pros seus olhos cheios de lágrimas, pensei em como seria desastroso nunca mais ter esses olhos para olhar. Eu vi sua boca recolhida pelo choro, seus ombros encolhidos em desalento e pensei no desalento que seria a minha vida se você não tivesse voltado. Eu pensei na eternidade daqueles dois minutos e meio entre o momento em que você saiu magoada batendo a porta e o momento em que voltou furiosa querendo me cobrar satisfações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu queria te amarrar, te prender em mim, te atar ao meu sofá pra que você nunca pudesse ter a chance de me deixar. Eu queria suprimir completamente sua autonomia pra que você não tivesse qualquer outra escolha na vida senão me amar, independente do que acontecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ser dono dos seus dias, queria ser senhor do seu tempo, soberano do seu destino. Pra que não houvesse fato que eu não pudesse saber, intervir, interferir ou manipular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você me abraçou sedenta de cuidados, quando envolveu meu pescoço com seus braços eu pensei na solidão que seria a minha carne sem a sua. Eu pensei que a minha boca perderia todas as palavras se eu não tivesse mais os seus ouvidos. Que a minha garganta secaria se eu não tivesse mais seus beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu quis que você não fosse tão passional quanto eu. Quis que você pudesse ser mansa. Mas lembrei que o que me fez te amar em primeiro lugar foi justamente o fato de você não conseguir ser mansa. E entendi que o nosso fogo, nossa cólera comum é nossa bênção e nossa derrocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quis sair. Quis te levar pra algum lugar bem longe e você quis ir pra um bar. E nós bebemos e conversamos e nos beijamos e dançamos Carpenters como se eu nunca tivesse estado tão perto de nos perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="390"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BQNkK3HtnCQ&amp;rel=0&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;version=3"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BQNkK3HtnCQ&amp;rel=0&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-7399515273355553555?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/7399515273355553555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=7399515273355553555' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7399515273355553555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7399515273355553555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/12/carpenters.html' title='Carpenters'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-6165980130756829869</id><published>2010-12-22T10:31:00.000-08:00</published><updated>2010-12-22T10:38:37.571-08:00</updated><title type='text'>A paixão é uma merda</title><content type='html'>Por mais que todo mundo goste, por mais que todo mundo precise e sinta falta, não há quem discorde que apaixonar-se seja uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não queria estar apaixonado. &lt;br /&gt;Não queria sentir falta dela como se estivesse me faltando um pedaço. Não queria essa necessidade viciosa do perfume de seus cabelos. Eu não queria essa fome da boca dela. Nunca desejei depender de suas pernas entrelaçadas nas minhas pra conseguir dormir em paz. Nunca quis precisar da voz dela pra me ajudar a pensar mais claramente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não queria me apaixonar. Não mesmo. Só queria poder usufruir tranquilamente de uma eventual companhia agradável. Sem a angústia impertinente da saudade. Sem a palpitação cardíaca que antecede cada encontro. Sem precisar arquitetar planos mirabolantes pra conciliar o tempo e viabilizar pelo menos um encontro diário em meio à todas as obrigações entediantes que a vida impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não queria acordar ao lado dela e perder horas vendo-a dormir. Não queria lembrar dela a cada vez que ouço aquela música. Não queria ter de arcar com o desejo quase doloroso de sua carne contra a minha. Não queria querer escrever este texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria paz. Queria estar acima desses sentimentos. Queria nunca me apaixonar. Porque a paixão é uma merda. Porque a gente percebe ela chegando e não faz nada pra evitar.&lt;br /&gt;Porque quando sabe que vai dar merda, a gente vai até o fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-6165980130756829869?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/6165980130756829869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=6165980130756829869' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6165980130756829869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6165980130756829869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/12/paixao-e-uma-merda.html' title='A paixão é uma merda'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-7346774524057785548</id><published>2010-12-01T21:15:00.001-08:00</published><updated>2010-12-01T21:15:25.728-08:00</updated><title type='text'>Existe um mundo lá fora</title><content type='html'>Existe um mundo lá fora.&lt;br /&gt;Uma porção de trabalho a ser feito, prazos a cumprir, compromissos a honrar.&lt;br /&gt;Pela janela é possível escutar as pessoas caminhando pela rua, conversando umas com as outras, os carros buzinando, a vida seguindo seu curso.&lt;br /&gt;Se o celular estivesse ligado, certamente estaria tocando. Amigos convidando pra sair, clientes pedindo atenção, questões querendo respostas. &lt;br /&gt;A geladeira está cheia de comida, há algumas garrafas de Heineken no freezer, um tablete de chocolate sobre a mesa, um maço de cigarros e um isqueiro.&lt;br /&gt;Na televisão certamente está passando algum filme, noticiário, programa de auditório ou o último capítulo da novela das oito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco importa.&lt;br /&gt;No quarto, de pernas entrelaçadas, os rostos colados, discutindo baixinho uma porção de trivialidades é fácil esquecer que há algo mais depois daquelas portas. O edredom caído no chão, sobre o tapete ao lado da cama é um oceano imenso e impossível de ser transposto. Além das dependências do cômodo, além do conforto das cobertas, do aconchego dos corpos, não há nada que o mundo possa oferecer. Não há nada que valha a pena saber. Não há nada mais que se possa desejar. Tudo é menor. Tudo é bobo, desimportante e insípido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um mundo lá fora, mas ele foi esquecido, soterrado e diluído em meio ao perfume dos cabelos, a textura das peles, o sabor das bocas e o som das vozes. &lt;br /&gt;Existe um mundo lá fora cheio de apelos, cheio de chamados, cheio de pessoas e de coisas acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um mundo lá fora. Mas o que realmente importa está exatamente aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-7346774524057785548?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/7346774524057785548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=7346774524057785548' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7346774524057785548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7346774524057785548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/12/existe-um-mundo-la-fora.html' title='Existe um mundo lá fora'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3663680883354031338</id><published>2010-11-17T11:13:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T11:45:34.892-08:00</updated><title type='text'>O Outro</title><content type='html'>O outro é um outro. Não é você.&lt;br /&gt;O outro não é seu irmão, pai ou mãe. Não tem seu sangue. Não tem seus olhos. O outro não tem o sorriso parecido com o seu.&lt;br /&gt;O outro tem outra vida, uma passado completamente diferente, opiniões com as quais você talvez não concorde. O outro tem um repertório cultural diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro tem outro corpo. Um corpo que não é o seu. Um corpo que lhe é estranho.&lt;br /&gt;O outro tem desejos que, embora às vezes sejam equivalentes, são diferentes dos seus.&lt;br /&gt;O outro tem pensamentos diferentes dos seus. Pensamentos que você desconhece e que, muito provavelmente, jamais venha a conhecer.&lt;br /&gt;O outro tem outras motivações, vivencia outras sensações, pratica outras ações. Guarda outros segredos.&lt;br /&gt;O outro tem outros amigos, prefere outros pratos, cultiva outros costumes, coleciona outras manias, escuta outras músicas, pondera outras filosofias, aprecia outras artes e pauta-se por outra moral. Uma infinidade de coisas que não lhe competem, ainda que você preferisse ter participação em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro não lhe diz respeito. Nunca teve um cordão umbilical que o ligasse a você. Nunca foi parte de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar disso seu corpo deseja, anseia, precisa do corpo do outro. Sua alma crê piamente que os dois fazer parte de uma só entidade. Cada milímetro da sua pele implora pelo toque do outro. Sua essência clama a presença do outro. Seu pensamento não tem mais voz senão a voz do outro. Sem ele, você é só metade do que poderia ser. Sem ele é um imenso vazio que precisa ser preenchido. Uma equação pela metade. Uma tela em branco. A primeira página de um livro a ser escrito.&lt;br /&gt;Na ausência do outro sua vontade míngua. Na ausência do outro sua alegria é rala. O mundo diante dos seus olhos não passa de um filme francês chato, em preto e branco.&lt;br /&gt;O outro vem e te rouba o ar, te usurpa a autonomia, te arranca o ímpeto e a privacidade. E tudo com a sua conivência passiva.&lt;br /&gt;O outro te enche de vida. Te dá inspiração, te torna verborrágico, te empolga, vicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo que você e o outro jamais tenham dividido a mesma placenta, por mais que não haja qualquer conexão genética, de repente é como se os dois fossem gêmeos idênticos. Irmãos siameses. De repente, é como se você e o outro fossem uma pessoa só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3663680883354031338?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3663680883354031338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3663680883354031338' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3663680883354031338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3663680883354031338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/11/o-outro.html' title='O Outro'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-9071141328300265623</id><published>2010-10-18T07:59:00.000-07:00</published><updated>2010-10-18T08:00:10.660-07:00</updated><title type='text'>O Casal</title><content type='html'>O casal vinha andando pela Paulista, de mãos dadas, conversando animadamente. Ele falava meneando sutilmente a cabeça, com ares professorais e ela prestava atenção verdadeira com um sorriso tênue nos lábios enquanto fitava o rosto dele com olhos de admiração.&lt;br /&gt;De onde eu estava observando, não conseguia ouvir o que diziam, mas parece que ela o retrucou. Ele pareceu ter ficado surpreso e admirado com o que ouviu e parou de caminhar para abraçá-la com carinho. Durante o abraço ela repousou brevemente o rosto no ombro dele e, no desenlaçar, beijou-lhe suavemente o pescoço. Eles trocaram olhares cúmplices, e voltaram a caminhar de mãos dadas. Agora, era ela quem falava e ele prestava atenção pontuando a conversa vez ou outra com algum comentário ou resposta.&lt;br /&gt;De onde eu estava observando, percebia que ali havia amor. Que havia cumplicidade, confiança mútua. Eu percebia que havia amizade, interesse franco de um pelo outro. Eu percebia que havia intimidade, que havia paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um tempinho eu me imaginei no lugar deles. E senti inveja.&lt;br /&gt;Não porque eu nunca tivesse vivido esse tipo de relação. Eu vivo. Mas porque aquele casal tinha uns 75, 80 anos de idade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-9071141328300265623?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/9071141328300265623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=9071141328300265623' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/9071141328300265623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/9071141328300265623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/10/o-casal.html' title='O Casal'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-8069450339280914659</id><published>2010-10-05T11:10:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T23:04:28.276-07:00</updated><title type='text'>Eu te odeio</title><content type='html'>Eu te odeio. Odeio cada segundo de atenção que te dispensei. Odeio cada boa lembrança nossa. Odeio ter te feito um jantar à luz de velas porque agora não posso mais fazer nenhum jantar à luz de velas sem lembrar de você.&lt;br /&gt;Sem lembrar de cada pedaço meu que você roubou. Sem lembrar que eu era uma ótima companhia antes de você me macular. Sem constatar que você matou o bom homem que eu era e que eu poderia ser pras mulheres que vieram depois de você. Mas jamais serei de novo porque você levou embora o que tinha de melhor em mim.&lt;br /&gt;Eu te odeio porque você era covarde. Infantil, mesquinha e egoísta. Eu te odeio porque você era amarga e desconfiada. Eu era romântico e pueril. E agora eu sou amargo e desconfiado também.&lt;br /&gt;Eu te odeio porque você deliberadamente roubou minha paz de espírito, minha crença nas pessoas, minha crença na paixão e minha ilusão de almas gêmeas. Você roubou minha credulidade ingênua no amor eterno.&lt;br /&gt;Eu te odeio porque eu era bobo, eu sabia que era bobo e gostava de ser bobo. Porque eu acreditava nos filmes água com açúcar e agora só bebo ironia e Jack Daniels.&lt;br /&gt;Eu te odeio porque te escrevi meus melhores poemas. Te odeio porque hoje eu sou tão seco, tão pobre, tão cru e tão vazio que não consigo escrever nem um verso.&lt;br /&gt;Te odeio porque você me fez amadurecer. Porque você me fez ver a bosta que é o mundo. Porque você apagou minha luz. Porque você me ensinou a ter ciúmes e agora eu vivo sempre com um pé atrás.&lt;br /&gt;Eu te odeio. E não acredito na sua felicidade. Não por dor de cotovelo. Mas porque você é tão triste, tão pequena, um acidente tão pobre e tão vil do destino que a felicidade não te cabe. Não é da sua natureza.&lt;br /&gt;Eu te odeio e tenho dó dos que te amam. Porque você mente pros que te amam. Compulsivamente. E porque suas mentiras me fizeram cauteloso. E eu preferiria não ser cauteloso.&lt;br /&gt;Eu te odeio e torço pra que você morra lenta e dolorosamente. Porque eu morri. Morri um pedacinho por vez ao longo dos três anos que você me roubou. E quando eu me pego, num dia de ressaca como este, gastando meu ódio com a sua lembrança, me pergunto quantos anos a mais você vai me fazer perder. Quanto da minha vida será extirpada só porque naquele dia &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/10-de-dezembro-de-2003.html"&gt;dez de dezembro&lt;/a&gt; eu cometi o erro crasso de te beijar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-8069450339280914659?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/8069450339280914659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=8069450339280914659' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/8069450339280914659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/8069450339280914659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/10/eu-te-odeio.html' title='Eu te odeio'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5815578193426444124</id><published>2010-09-28T01:42:00.001-07:00</published><updated>2010-09-28T01:42:34.561-07:00</updated><title type='text'>Lixo</title><content type='html'>Todas as cartas foram pro lixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela em que ela desenhou um Garfield segurando um coração, assinando “eu te amo” e com a data grifada pra fazer lembrar que o relacionamento aniversariava sete meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra em que ela dissertava sobre a imensa felicidade encontrada nos braços de seu amado, foi amassada sem pesar e jogada fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cartãozinho de aniversário desenhado com lápis de cor e papel recortado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro feito à mão com 50 folhas de papel sulfite e capa dura de papelão e E.V.A foi descartado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bilhetinho onde ela jurava amor eterno e o outro bilhetinho onde ela prometia amor além da vida, também foram despojados. Junto da carta em que ela suplicava um pouco mais de carinho e atenção. Em que ela pedia um colo que lhe aplacasse a tristeza e o desolamento provocados pela TPM e pelo excesso de trabalho daquele que escolhera para companheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As infinitas cartas escondidas na gaveta, dentro de livros e mochilas para provocar agradáveis surpresas em seu marido, e até os corriqueiros lembretes cotidianos com declarações afetuosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo foi posto numa sacola de supermercado e levado pra fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não têm mais valor. As cartas não têm mais razão de ser. Não eram mais cartas. Eram lembranças, suvenires de um amor que se esgotou, que se sabotou, que se desfez sem deixar qualquer espólio senão aqueles textos cheios de promessas que nunca foram cumpridas, abarrotados de um amor moribundo tentando desesperadamente alcançar uma sobrevida. Cartas como prova de um afeto que se diluiu na rotina, na chatice, na traição. Suvenires de um casamento que ruiu pelo vilipêndio, pela pobreza de espírito, pela insegurança e ciúmes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as cartas foram pro lixo. Todas. Porque ocupavam espaço demais no meu apartamento. Porque ocupavam espaço demais nas minhas lembranças. Porque eu não sou mais o amado pra quem elas falavam. Porque eu não lembro mais quem as escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque nunca mais quero lembrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5815578193426444124?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5815578193426444124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5815578193426444124' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5815578193426444124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5815578193426444124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/09/lixo.html' title='Lixo'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5372352612188663697</id><published>2010-09-20T12:11:00.001-07:00</published><updated>2012-02-11T14:25:30.629-08:00</updated><title type='text'>E daí?</title><content type='html'>Você começa um relacionamento amoroso e sabe, de cara, que em algum momento vai acabar. Pode ser cedo, pode ser tarde, mas vai. A única coisa que resta a fazer a respeito é aproveitar cada pequeno momento como se fosse acabar daqui dois minutos e torcer pra que não acabe nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você sabe. No fundo você sabe que quando escutar sozinho aquela música que vocês dois escutavam juntos, isso te fará lembrar dela e fará doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe que, quando estiver no ônibus e passar por aquele bairro, verá pela rua os fantasmas de vocês dois andando de mãos dadas, discutindo trivialidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a TV anunciar aquele filme que vocês viram no cinema, isso te lembrará o quanto ela gostava de pipocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém passar por você na rua, exalando o perfume que ela usava, você sentirá nos lábios o gosto do pescoço dela como se a tivesse beijado segundos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que seja você quem dê cabo da relação. Mesmo que você tenha se esgotado, você sabe que, quando estiver naquele restaurante e vir no menu o prato favorito dela, sentirá saudades do som de suas risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe que quando vir um casal pela rua, isso te lembrará o medo que você sentia de ela um dia te deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém cometer o mesmo erro de português que ela tinha mania de cometer, você sentirá ternura e um vazio imenso (ainda que momentâneo)  por nunca mais ter ouvido aquela voz de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa manhã qualquer você vai acordar sozinho e se lembrar de quando acordava vendo o sorriso dela te dizer bom dia com a voz rouca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia você vai emprestar pra alguém o livro que ela te deu, só porque sabe que essa pessoa não é do tipo que devolve livros emprestados. Só porque olhar pra ele na estante te faz lembrar das tardes em que vocês discutiam o livro fervorosamente. As tardes em que vocês não queriam sair. Os dias em que ela andava pela casa só de calcinha. O perfume dos cabelos dela nos seus dedos. E aquele olhar meigo com a cabeça cheia de espuma de xampu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você começa um relacionamento amoroso já sabendo que algum dia ele vai acabar e que esse fim vai te causar muita, muita dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e daí?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5372352612188663697?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5372352612188663697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5372352612188663697' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5372352612188663697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5372352612188663697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/09/e-dai.html' title='E daí?'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-4282657490457970674</id><published>2010-09-13T00:25:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T00:28:34.706-07:00</updated><title type='text'>O que a gente quer</title><content type='html'>Só o que a gente quer é ter companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o que a gente quer é encontrar alguém interessante. Alguém que seja capaz de nos acrescentar algo, de nos levantar a estima, fazer com que queiramos sair da cama de manhã, fazer com que nos sintamos felizes, amados, desejados e completos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o que a gente quer é conversar longas horas, sobre tudo ou sobre nada e sentir que estamos em boas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o que a gente quer é poder confiar, é não precisar guardar segredos e ter certeza de que o outro também não guarda nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente quer alguém com quem dividir a vida, porque a vida é foda, a vida é pesada e é pior ainda quando a gente tenta vivê-la sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o que a gente quer é a chance de dizer pra alguém, olhando nos olhos "amo você", escutar "eu também te amo" e não sentir dúvidas a respeito da veracidade dessa declaração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o que a gente quer é sexo bacana, desencanado e mutuamente prazeroso. Porque é um puta prazer proporcionar prazer a alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente quer isso porque a gente precisa disso. Porque está na nossa programação, no nosso DNA. Sem isso parece que tudo fica meio opaco, parece São Paulo quando não chove, parece domingo à noite, parece DVD riscado no final do filme. Parece que não orna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o que a gente quer é ter companhia. Mas a gente complica tudo, a gente sente medo demais, ciúmes demais, estresse demais. A gente sente insegurança, desconfiança, preguiça. E isso é muito frustrante porque a gente não quer sentir nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o que a gente quer é sentir amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-4282657490457970674?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/4282657490457970674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=4282657490457970674' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4282657490457970674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4282657490457970674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/09/o-que-gente-quer.html' title='O que a gente quer'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5751532676974678726</id><published>2010-08-30T23:43:00.001-07:00</published><updated>2010-08-30T23:43:49.741-07:00</updated><title type='text'>Medo</title><content type='html'>Ela o amava. É claro que amava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via-se em seus olhos, via-se em seu sorriso, no modo como ela delicadamente apoiava a cabeça no peito dele quando se abraçavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele a amava também. Em igual intensidade. Poderia dizer-se que eram feitos um para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que ele tinha um passado rico de traições, de mentiras, de engodos, de mulheres sendo abandonadas e substituídas e magoadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não que o passado dela fosse menos sujo, mas é que ela sentia uma imensa insegurança. Ela tinha medo que ele fizesse o que tinha feito com todas as outras antes dela. Ela tinha medo de ser trocada, de ser abandonada à própria sorte, de ter que lidar com a ausência dele, de imaginá-lo amando o corpo de outra mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha muito, muito medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse medo começou a tirar-lhe o sono. Começou a conspurcar sua sanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque tinha medo de ser vilipendiada ela começou a vilipendiar. Por ter medo de ser traída ela começou a trair. Por medo das mentiras ela começou a mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia que ia pra faculdade e ia pros bares, ria, flertava. Beijava qualquer rapaz que lhe desse um aceno, um sorriso. Porque tinha medo e porque queria provar pra si que seu amado não valia tanto. Que ele poderia facilmente ser trocado e substituído por qualquer outro. Que o amor que ela sentia por ele não era nada de tão especial. Que ELE não era especial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito embora seu coração, seu corpo, seu espírito só se aquietassem na presença dele. Nos braços dele. Sentindo o perfume dos cabelos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eles brigavam ela se perfumava, vestia-se sensual e saía. Oferecia-se pra quem a quisesse, dava-se e voltava pra casa chorando humilhada, arrependida, pedindo desculpas com a cabeça repousada no colo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele desculpava, fazia-lhe um cafuné paternal e sussurrava que estava tudo bem. Mas não estava tudo bem. Ela achava que ele não soubesse, ela pensava que ele estivesse desculpando-a pela briga, pela discussão O perdão dele não tinha valia se não estivesse perdoando pelos motivos certos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ironia é que estava sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o medo… ah, o medo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo é uma ave de rapina. Sondando nas alturas, planando calmamente, projetando sua sombra só quando o ataque já é inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo ele foi cansando-se. Foi perdendo a paciência, a paternalidade, a tolerância, a capacidade de perdoar. Ele acreditava que o tempo fosse fazê-la mais segura, que ela amadureceria, superando o medo. Mas viu que não. E o medo dela acabou por provocar justamente as catástrofes que ela temia. Acabou por arrancá-la dos braços de seu amado. Acabou fazendo com que ela fosse trocada. Substituída. Deixada pra trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso em tudo isso é que, de todas as mulheres que ele teve, ela tinha sido a única com quem quisera passar a vida toda. Ela tinha sido justamente a mulher que ele escolhera pra não abandonar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5751532676974678726?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5751532676974678726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5751532676974678726' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5751532676974678726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5751532676974678726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/08/medo.html' title='Medo'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-7567048869170659797</id><published>2010-08-15T19:28:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T19:30:38.301-07:00</updated><title type='text'>Não era pra acontecer</title><content type='html'>Não era pra acontecer. Tinha sido só uma fodinha bêbada sem compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabia nada de ninguém e, na segunda vez, foi só uma segunda vez porque rolou uma coincidência louca e um reencontro casual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer nem as conversas madrugada adentro pelo MSN. Ele tinha namorada e ela, uma vidinha agitada e pueril demais pro gosto e pro saco dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer porque ela tinha muita curiosidade pela vida e ele tinha trabalhos e certezas demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer porque, mesmo que estivessem se vendo com muita frequência, ele vinha andando muito estranho e isso a irritava profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer porque quando eles planejavam encontros com antecedência as coisas soavam forçadas e a naturalidade ia pro saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer porque, agora que estava solteiro ele não queria mais se ver atado a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer porque ela estava noutra vibe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer porque ele achava que ela fosse orgulhosa demais pra permitir que acontecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer porque ele era um sentimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo quando ela desligou o orgulho e se declarou viciada por ele, mesmo quando ele a convenceu a tomar um taxi e correr pra sua casa às duas da madrugada e isso provocou uma briga homérica entre ela e seu pai, não era pra acontecer simplesmente porque não era pra acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer quando ele começou a se deixar influenciar por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer quando ela começou a se deixar influenciar por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer quando eles começaram a sair cada vez mais amiúde, nem quando ela começou a passar cada vez mais tempo na casa dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer quando eles foram juntos prum restaurante, pela primeira vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer quando, pela primeira vez eles pegaram um taxi juntos, sem estarem bêbados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer quando ele cozinhou pra ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem quando eles derrubaram vinho no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer quando eles passaram o dia filosofando arte. Nem quando o chuveiro pegou fogo e atrapalhou a transa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer quando ele deixou de ser besta e confessou estar completamente entregue e absolutamente apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era pra acontecer quando ela sorriu aquele sorrisão imenso e lindo e disse que estava também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente não era pra acontecer. Nada disso era pra acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aconteceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-7567048869170659797?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/7567048869170659797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=7567048869170659797' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7567048869170659797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7567048869170659797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/08/nao-era-pra-acontecer.html' title='Não era pra acontecer'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-935462743780572131</id><published>2010-08-13T20:30:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T20:31:28.174-07:00</updated><title type='text'>Tudo meu é muito</title><content type='html'>Quando eu amo, eu amo. Não existe meio-termo, não há como dissimular, não me cabe no peito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu odeio, quando eu invejo, eu desejo a morte, eu rogo um câncer, eu quero estar perto pra ver o momento da queda. E rir. E cuspir na cara antes de virar as costas e ir embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu desejo eu quero, com tudo que há de força, de energia em mim. Anseio consumir, gastar, esgotar até a última gota, até não haver migalhas, até não sobrar pedra sobre pedra. Eu desejo e, se não tiver, adoeço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu sinto ciúmes eu sou engolido, fico apaixonado, xingo, tenho ganas de meter as unhas na cara do objeto dos ciúmes. Quero cortar-lhe as pernas, trancar-lhe no quarto, acorrentado na cama pra que nunca mais saia e nunca mais me provoque essa cólera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu me desapego é o limbo. É o nada. Uma pedra de gelo. Não me comovo, não me enfureço, não tenho piedade nem desejo o mal. Eu esqueço. &lt;br /&gt;Tudo meu é muito. Tudo é de uma hora pra outra e tudo é definitivo. E isso é uma merda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-935462743780572131?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/935462743780572131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=935462743780572131' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/935462743780572131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/935462743780572131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/08/tudo-meu-e-muito.html' title='Tudo meu é muito'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-8908447603688148392</id><published>2010-08-06T16:01:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T16:31:54.799-07:00</updated><title type='text'>Ridículos</title><content type='html'>Nós somos ridículos.&lt;br /&gt;A gente sai à noite, vestidos de couro, botando banca de rockers, os queixos empinados e o peito estufado. Enchemos a cara de bourbon e entupimos os narizes como se não houvesse amanhã.&lt;br /&gt;A gente ri, dança, beija. A gente come um monte de gente e dá pra um monte de gente pra provar pro mundo e pra nós mesmos que somos donos de nossas vontades, que estamos acima do ordinário, que somos niilistas, que somos hedonistas e nada nos afeta. Mas é mentira.&lt;br /&gt;Nós não passamos de um bando de otários, pulando de noite em noite, vivendo um pouquinho todo final de semana, tentando sublimar alguma coisa, preencher algum espaço vazio, tateando por alguma resposta, mendigando algum amor.&lt;br /&gt;Nós somos crianças perdidas na calada da Augusta, chapando os sentidos pra esquecer que somos medrosos, que somos covardes e sós.&lt;br /&gt;Nós nos achamos modernos, acima das convenções. Mas fomos todos batizados com a água benta da Santa Igreja Católica e todos acreditamos no amor.&lt;br /&gt;Naquele amor que redime, que completa, que preenche, que perdura. No amor que supera. Só o que falta é coragem.&lt;br /&gt;A gente acha que é coisa de macho chamar de piegas o que é romântico. Mas quando chega em casa, dorme logo pra não dar tempo de pensar que aquela garota que pegamos na balada poderia ser a resposta aos anseios que vêm importunar a alma durante a semana. Aquele sentimento incômodo de estar sobrando no mundo. Aquela conclusão dolorosa de que falta um pedaço qualquer no peito. De que falta um graal.&lt;br /&gt;Então vem o final de semana seguinte e tudo se repete. Porque é mais fácil tomar cinco doses de Jack do que dizer “eu te amo”. Por que é mais simples dissimular impessoalidade do que entregar-se e arriscar quebrar a cara. Porque dá mais status levar três garotas pra cama numa semana do que confessar amor a uma só. Porque dói menos estar na cama de um desconhecido do que nos braços de um amado. Porque é mais bacana parecer cool do que ser franco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-8908447603688148392?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/8908447603688148392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=8908447603688148392' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/8908447603688148392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/8908447603688148392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/08/rdiculos.html' title='Ridículos'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-7319754801001240327</id><published>2010-06-09T19:04:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T22:33:40.157-07:00</updated><title type='text'>O Amor é uma Escola de Canalhas</title><content type='html'>Os relacionamentos humanos são, pela própria natureza, complicados.&lt;br /&gt;As pessoas são diferentes, umas das outras e cada pessoa tem um conjunto próprio e muito específico de características. Igual a uma impressão digital, que nunca é igual à outra. À primeira vista elas podem até ser semelhantes, podem parecer idênticas mas, olhando os detalhes, são totalmente díspares. Isso é a mágica e a maldição de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vida sempre foi pautada, sempre foi majoritariamente dirigida e baseada nos relacionamentos que tive. Todos eles. Os relacionamentos de amizade, os relacionamentos sexuais e, principalmente, os relacionamentos amorosos. As amantes que tive, as mulheres que amei, os casos que vivi. Tudo isso sempre foi a espinha dorsal da minha vida. O esboço a partir do qual eu compunha o resto da minha história.&lt;br /&gt;Daí a necessidade quase fisiológica que senti de falar a respeito, de discutir o assunto. De desvendar o mistério.&lt;br /&gt;Essa premissa não é só minha. Claro. Quase todas as músicas, a maioria dos filmes, das peças de teatro, dos livros mais vendidos tratam do mesmíssimo assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pra mim tudo sempre foi um pouco mais complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei até que ponto é pretensioso e arrogante dizer o que vou dizer mas, sempre senti que eu via as coisas de forma um pouco diferente das outras pessoas. Embora meu objetivo fosse o mesmo de todo mundo (amar e ser amado), a lógica do meu ponto de vista sobre "qual é o mecanismo do amor", sobre como as relações se dão e se constroem, sempre passou a uns metros de distância do ponto de vista de todo o resto das pessoas com quem eu conversava a respeito. Se meus amigos e companheiros(as) de boteco pensavam da forma "A", eu pensava da forma "B". E perceber isso me deixou ainda mais intrigado. E um pouco irritado comigo mesmo.&lt;br /&gt;Eu pensava "Se todo mundo tem esse ponto de vista e age sempre dessa forma, por que logo eu, vejo as coisas com uma cara tão diferente?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estudei, analisei, conjecturei sobre praticamente tudo o que diz respeito às relações amarosas das pessoas e entedi (deixando a falsa modéstia de lado) muito bem como é que as pessoas se dão, o que é que as pessoas pensam e qual o mecanismo que as faz reagir como elas normalmente reagem. Há sim, um padrão de relacionamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço parte desse padrão. Azar o meu. Seria tudo muito mais fácil pra mim se eu fizesse. Principalmente considerando a importância que sempre dei ao tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei me enquadrar e meu casamento foi a tentativa mais significativa que fiz nesse sentido. Por um tempo eu me enquadrei, por tempo eu fui o que se espera de um namorado, de um marido e até de um pai. Por um tempo.&lt;br /&gt;Depois desse tempo aquilo tudo começou a me sufocar de tal forma que tive de cair fora e fugir pra bem longe. Então vim pra São Paulo, zerei minha vida e comecei de novo. Tudo de novo. Resolvi tentar outros métodos pra me fazer inserir na convencionalidade. Não deu certo também, é claro.&lt;br /&gt;Deu errado e deu muito errado! Deu errado ao ponto de eu me ver atolado num mar de lama, num poço gigantesco de areia movediça que uma médica diagnosticou como depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;............................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu emergi. Ao voltar à tona (e muito embora eu ainda não tenha saído completamente daquele estado, agora já consigo pelo menos respirar) percebi que eu vinha comentendo sempre o mesmo erro.&lt;br /&gt;As relações já são complicadas por si só e não facilitava eu tentar simular que acreditava no que acredita o resto do mundo. Não facilitava eu emular os comportamentos padrões dos meus amigos e colegas. Não facilitava eu tentar me enquadrar. Isso tudo só deixava o processo ainda mais penoso, ainda mais complexo e diminuía significativamente as chances de eu conseguir obter qualquer satisfação emocional.&lt;br /&gt;Ao voltar da depressão eu me toquei que realmente penso e enxergo tudo muito diferente da maioria das pessoas mas, principalmente, percebi que depois da depressão enxergo tudo muito diferente do modo como eu mesmo enxergava antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se antes eu procurava me encaixar, agora eu procuro quem saiba e possa se encaixar a mim.&lt;br /&gt;Não sei se esse alguém existe, mas isso certamente vai render novas e boas histórias.&lt;br /&gt;Mas mais importante que isso é que eu resolvi parar de procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu simplesmente não me importo mais em encontrar um amor. Simplesmente não quero mais encontrar. Os relacionamentos amorosos continuam centrais na minha vida mas deixaram de ter tanto peso, tanto significado, tanta novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa dessa, digamos "mudança de direcionamento" o Escola de Canalhas deixou de fazer sentido. &lt;br /&gt;Não tem mais razão de existir. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero mais escrever pro Escola. Não sinto mais desejo de abordar esses assuntos, muito menos sob esse enfoque. Provavelmente eu poste algum novo texto aqui, num momento ou noutro, mas vai ser raro.&lt;br /&gt;O certo é que eu abra outro blog. Pra falar de outras coisas. Disso e de outras coisas. &lt;br /&gt;Em todo caso, quero agradecer a todos que acompanharam o Escola. Quero agradecer aos comentários e quero crer que meu textos tenham lhes inspirado a pensar, a questionar ou a mudar os rumos de suas próprias relações em algum momento de suas vidas.&lt;br /&gt;Isso tudo terá sido muito em vão se eu não consegui influenciá-los ou comovê-los de alguma forma. Como artista, guardo a idéia romântica de extrair satisfação por conseguir atingir os corações e mentes das pessoas...&lt;br /&gt;Mais uma vez: é pretencioso? Sim, talvez seja. Mas é o modo como eu vejo a vida e resolvi que nunca mais vou abdicar do meu modo de ver a vida só pra não soar arrogante, pra não parecer babaca ou pra tentar ser igual às outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sei é que vocês me influenciaram. Conheci muita gente interessante atraves do Escola e me confrontei com opiniões que expandiram meu ponto de vista sobre muitas coisas.&lt;br /&gt;Obrigado por isso também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.&lt;br /&gt;Pouco antes de postar, li &lt;a href="http://alevezadoser.blogspot.com/2010/06/um-pouco-de-auto-analise.html?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed:+alevezadoser+(uma+leveza+insustent%C3%A1vel)"&gt;isso&lt;/a&gt; e achei que tinha a ver com o que eu queria dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-7319754801001240327?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/7319754801001240327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=7319754801001240327' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7319754801001240327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7319754801001240327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/06/o-amor-e-uma-escola-de-canalhas.html' title='O Amor é uma Escola de Canalhas'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-6035363246188512558</id><published>2010-05-30T17:31:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T17:43:31.948-07:00</updated><title type='text'>Minha vida</title><content type='html'>Então eu vi uma foto dela e, por um instante senti o cheiro de seus cabelos molhados.&lt;br /&gt;Por um instante foi como se eu estivesse lá, sentado na varanda esperando ela vir do banho e me envolver com seus bracinhos magros, me beijar com seus lábios cálidos e falar do dia com sua inocência boba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um instante, eu ouvi sua vozinha fina e mansa, seu modo compassado e lento de pronunciar as sílabas e colocar todos os "S" nos plurais.&lt;br /&gt;Numa fração de segundo eu me lembrei do calor de seu pescoço. De suas mãozinhas miúdas dentro das minhas. Do brilho de seus olhos enquanto me contava cada cena de "Antes do Amanhecer". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu nunca assisti esse filme porque sempre preferi ficar com a versão dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas num instante. Aquele instante. No instante em que olhei praquela foto, ouvi de novo sua súplica chorosa, insistindo pra que - já que eu não queria abandonar minha noiva - pelo menos não usasse a aliança em sua presença.&lt;br /&gt;E eu lembrei que, pra acalmar os ciúmes que ela sentia, propus um pacto de sangue. E fizemos um pacto de sangue sob as árvores do mesmo horto onde trocamos os primeiros beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu lembrei que guardei aquela agulha. Guardei pra nunca esquecer que, fosse eu noivo, amante ou marido de quem fosse, a única que tinha meu sangue nas veias era ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que eu esqueci. E no instante em que olhei a foto, no instante em que vi suas feições pueris e seu perfil simétrico, minha vida retrocedeu a sete anos atrás. Eu lembrei que qualquer uma poderia ter meu corpo, meu coração, minha atenção e meu amor mais sincero. Mas só a &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/10/refugio.html"&gt;Gisele&lt;/a&gt; tinha minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-6035363246188512558?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/6035363246188512558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=6035363246188512558' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6035363246188512558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6035363246188512558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/05/minha-vida.html' title='Minha vida'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-6028890330585220215</id><published>2010-04-29T20:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T20:39:03.308-07:00</updated><title type='text'>Blower's Daughter</title><content type='html'>Então é isso.&lt;br /&gt;De uma hora pra outra disse-se "adeus". Viradas as costas, nada mais resta.&lt;br /&gt;Os dois se olham nos olhos, constrangidos, ensaia-se um beijo no rosto, amigos agora. Amigos.&lt;br /&gt;Todas as noites tórridas de amor, todos os carinhos na barriga, todos os sussurros ao pé do ouvido, os jantares, as risadas, as mãos dadas suando, o gosto do perfume dela na nuca, o cheiro dos cabelos, aquela calcinha que você adorava que ela usasse. Tudo agora fica relegado ao campo das lembranças.&lt;br /&gt;A partir de agora você vai seguir o seu caminho e ela vai tentar seguir o dela sem você.&lt;br /&gt;A partir de agora são apertos de mãos ou beijos no rosto meio sem jeito, meio duros, meio sem graça. Amigos, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela certamente encontrará outro alguém, você certamente encontrará outro alguém antes dela e os quatro eventualmente se encontrarão sem querer no saguão do Belas Artes. Haverão sorrisos amarelos, você procurará defeitos físicos execráveis nele e ela vai reparar no modo como você e sua nova namorada dão-se as mãos.&lt;br /&gt;A partir de agora só amigos e com o tempo as lembranças daquela viagem vão se esmaecer. Aquela conversa louca que vocês tiveram de madrugada enquanto fumavam um beque, vai perder o brilho. O sabor único daquela pizza que vocês comiam juntos será substituído por outra coisa qualquer.&lt;br /&gt;A partir de agora ela será mais um nome da sua lista de contatos, mais uma história pra você contar no blog, mais um fracasso pra você relatar pro analista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de agora ela será mais um remorso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-6028890330585220215?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/6028890330585220215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=6028890330585220215' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6028890330585220215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6028890330585220215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/04/blowers-daughter.html' title='Blower&apos;s Daughter'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3588707109295367249</id><published>2010-04-24T20:19:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T20:22:26.231-07:00</updated><title type='text'>Diálogo 7</title><content type='html'>De manhã, enquanto eu acariciava um ponto específico das coxas dela:&lt;br /&gt;_Cê tá brincando com as minhas estrias?&lt;br /&gt;_Tou.&lt;br /&gt;_Por que você não brinca com as minhas varizes?&lt;br /&gt;_Porque as varizes são pequenas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3588707109295367249?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3588707109295367249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3588707109295367249' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3588707109295367249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3588707109295367249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/04/dialogo-7.html' title='Diálogo 7'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1623890729039520765</id><published>2010-03-31T21:17:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T21:19:00.663-07:00</updated><title type='text'>Três segundos</title><content type='html'>Como foi que a gente se perdeu? Em qual parte do caminho nos esquecemos da magia, do medo, da ansiedade, do frio na barriga e do arrepio na nuca?&lt;br /&gt;Em que parte do subconsciente foi parar a excitação do toque da pele? O medo de a outra pessoa não gostar, o desejo de que você goste?&lt;br /&gt;Em qual parte dessa trajetória maluca nós deixamos de dar importância ao beijo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro que, quando era mais novo, adorava conhecer uma guria e sentir vontade de beijá-la. Adorava ir xavecando, tentando guiar a situação pra que ela acabasse naquele pequeno e inesquecível momento em que os rostos se aproximam lenta e temerosamente. Quando, vacilante, você aproxima seu rosto do rosto da outra pessoa. Quando você está tão próximo que quase pode sentir o calor da pele dela, a respiração apreensiva. Eu adorava aqueles três segundos antes das bocas se darem.&lt;br /&gt;Sentir a textura dos lábios secos de ansiedade e excitação, a maciez das línguas se encontrado, o afago cândido e úmido. Os braços envolvendo languidamente seu pescoço, aquele instante em que a outra pessoa cola o corpo ao seu e você finalmente tem a certeza de que ela está entregue. De que está nos seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro que adorava observar, no fim do primeiro beijo, os lábios semi-abertos dela. Ainda com a sensação dos meus lábios ecoando. Dos olhos se encontrando cúmplices. Das expressões de leve embaraço. Dos sorrisos sensuais. Do segundo beijo, ainda mais entregue e longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro disso e penso, aonde foi parar? Por que é que tudo ficou tão banal? Tão raso?&lt;br /&gt;Não é raso! Pelo menos não era pra ser!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1623890729039520765?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1623890729039520765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1623890729039520765' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1623890729039520765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1623890729039520765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/03/tres-segundos.html' title='Três segundos'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-775105698819639395</id><published>2010-03-19T15:00:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T15:05:38.105-07:00</updated><title type='text'>Frases</title><content type='html'>"Oh, eu não quero me envolver!" "Não tou pronta pra esse tipo de relacionamento." "Não aguento mais." "Não suporto a idéia de não ser suficiente pra você!" "Eu queria que você fosse diferente." "Eu não queria que você mudasse..." "Eu só queria uma companhia." "Sou feio demais pra ela." "Eu mereço mais do que isso!" "Simplesmente não consigo puxar assunto!" "Ele não valia o esforço mesmo." "Melhor assim, pelo menos você não saiu machucada." "Eu queria, mas não consigo." "Não posso." "Isso que a gente fez é errado." "Tenho medo de me entregar e sair machucada." "Não vou deixar você me ferir de novo!!" "E o meu orgulho, como fica?" "Sei lá." "Se eu não fosse gordo ela olharia pra mim!" "Estou muito velho pra isso!" "Porque ela foi fazer aquilo, cara?" "É uma situação muito humilhante" "Eu até tentei me declarar..." "Ele não é meu tipo." "Ela não sabe o que tá perdendo." "Gosto de você, mas como amigo." "Às vezes tenho vontade de mandar o mundo todo à puta que o pariu!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo quer dar carinho. E todo mundo quer receber. Mas ficam cheios de dedos, de medos, cheios de escrúpulos, resguardos. Cheios de sistemas e protocolos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-775105698819639395?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/775105698819639395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=775105698819639395' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/775105698819639395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/775105698819639395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/03/frases.html' title='Frases'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-4863222831383086293</id><published>2010-03-17T18:02:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T18:04:52.917-07:00</updated><title type='text'>A grande arte</title><content type='html'>Eu estou sempre sentindo ansiedade. Impaciência. Estou sempre inconformado, sedento, ansioso, sempre sentindo que alguma coisa falta, que alguma coisa poderia ser diferente, que poderia ser mais profundo, mais intenso, mais impetuoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um artista.&lt;br /&gt;O modo como eu vejo as coisas não é bidimensional, não é superficial. Nunca é simples.&lt;br /&gt;Eu não aceito. Não desejo que as coisas continuem sempre as mesmas e o conforto morno da rotina, da previsibilidade, das idéias vigentes, do ordinário, do comum me incomodam e entristecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero o novo e quero agora. Quero perscrutar o inexplorado, o desconhecido. Quero revelar o mistério. Ou pelo menos provar pra todo mundo que o normal não é a única escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero testar os limites, corromper as regras, burlar as leis e experimentar o veneno. O que não mata, fortalece.&lt;br /&gt;E se matar, pelo menos eu morri lutando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eu morrer, quero estar cheio de culpa. Quero estar repleto de arrependimentos e quero ter uma lista imensa de erros. Porque viver é errar. E os equívocos nunca vêm sozinhos. Vêm sempre (SEMPRE!) de braços dados com o conhecimento, com a maturidade, com um entendimento mais amplo e mais profundo. Do que quer que seja.&lt;br /&gt;Mas só quero arrependimentos pelo que foi feito.&lt;br /&gt;Pior que a morte é morrer com o arrependimento de deixado algo pra trás. De ter abdicado de alguma coisa que se queria, de ter suprimido um desejo, de ter abafado o grito do anseio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso lembrar que cada dia pode ser o último. É preciso entender que só se entra uma vez no mesmo rio, que cada dia é um novo dia e que o tempo é um bem intransferível e irrecuperável.&lt;br /&gt;Então, eu quero ser um colecionador de dias. Ser um vampiro do tempo, sugando dele todos os litros de êxtase e cada milímetro cúbico de vida, cada gota de oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero tudo. Quero a excitação da felicidade besta, a comiseração da tristeza, quero a febre da luxúria, o cancro do egoísmo, a candura do amor, a cama de pregos do ódio, a maciez terna do orgulho e o chão gelado da vergonha. Quero sentir. Seja lá o que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que me colocaram aqui - sem perguntar se eu queria - quero fazer parte da brincadeira. Quero me queimar no fogo. Quero um olho roxo, um braço quebrado, um cafuné e um beijo na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais do que isso: quero não esquecer do que quero. E pra isso servem todos os 17 de março.&lt;br /&gt;Servem pra lembrar do dia em que nasci. Servem pra lembrar que quando eu era criança, meu pai me disse que no mesmo dia nascemos eu e a minha morte.&lt;br /&gt;E quando eu for me entregar pra ela, vou fazê-lo sorrindo e de braços abertos, porque antes fui amante da vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-4863222831383086293?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/4863222831383086293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=4863222831383086293' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4863222831383086293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4863222831383086293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/03/grande-arte.html' title='A grande arte'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2100311759811266361</id><published>2010-03-15T15:00:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T15:12:00.460-07:00</updated><title type='text'>Tudo o que é seu</title><content type='html'>Aquelas brigas que os casais têm. Elas começam como uma discussão boba, normalmente por um motivo mais bobo ainda e as reclamações tornam-se acusações e as acusações confluem em humilhações verbais e, de repente, ninguém mais lembra que aquilo começou por causa de um sapato deixado na sala ou uma toalha molhada em cima da cama. Mas todo mundo termina irremediavelmente ferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que começou a discussão deles. Durou cerca de uma hora e acabou virando briga.&lt;br /&gt;Nessas alturas a guria já se sentia tão oprimida, tão lesada, seu coração estava tão sufocado e seus sentimentos tão confusos e machucados que ela não aguentou mais aquilo e simplesmente gritou:&lt;br /&gt;"_Pega tudo o que é seu e vai embora!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele repetiu a frase dela, gritando mais alto, e confirmou se era isso mesmo que ela queria. Enquanto ele falava, as veias em seu pescoço pareciam prestes a explodir e o suor escorria de sua testa.&lt;br /&gt;Ela disse que sim, que era exatamente o que queria e, sem titubear, ele foi até o guarda-roupa, abriu uma mala sobre a cama e começou a jogar tudo lá dentro. Sem dobrar. Sem pensar.&lt;br /&gt;Ela escorou-se no beiral da porta e restringiu-se a assistir a cena com a mão na boca tentando abafar os soluços de choro que insistiam em vir à tona só pra fazê-la sentir-se ainda mais humilhada e frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a mala já estava quase cheia com todas as camisetas, calças, bermudas e o creme de barbear, ele foi em direção à porta, agarrou o braço da guria e puxou-a num solavanco até a cama.&lt;br /&gt;Ainda com a veia do pescoço saltando, ainda com a testa encharcada de suor ele gritou:&lt;br /&gt;"_Você disse pra eu pegar tudo o que é meu e ir embora! Pois então entra agora nessa mala!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2100311759811266361?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2100311759811266361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2100311759811266361' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2100311759811266361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2100311759811266361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/03/tudo-o-que-e-seu.html' title='Tudo o que é seu'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-830434891879835138</id><published>2010-03-14T16:04:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T16:22:21.797-07:00</updated><title type='text'>Quando alguém te diz "não".</title><content type='html'>Quando alguém te diz "não" é como se soprasse um vento e levasse embora seu bilhete premiado da Loteria.&lt;br /&gt;Quando alguém te diz "não" é como se sua mãe te contasse que você é feio.&lt;br /&gt;É como se seu chefe recusasse a melhor idéia que você já teve pro design daquela peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém te diz "não", mesmo que muitas outras pessoas no mundo já tenham te dito "sim" é como se Deus te expulsasse do Éden.&lt;br /&gt;É como aquela cena de "O Templo da Perdição" em que o sacerdote do mal arranca o coração do cara com as mãos, enquanto o cara ainda está vivo.&lt;br /&gt;É como voltar na sorveteria da sua infância e pedir aquele sabor que era o seu favorito, só pra ter um gostinho do passado, só pra estimular aquela linda memória afetiva, e de repente perceber que o sorvete era a coisa mais sem graça do mundo.&lt;br /&gt;Quando alguém te diz "não" parece que todo mundo na rua está te apontando um dedo acusativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que apertaram a sua garganta até você quase sufocar e afrouxaram segundos antes do fim.&lt;br /&gt;Parece quando te dão um soco no estômago e falta o ar mas a dor é tão grande que você não consegue respirar de novo.&lt;br /&gt;Parece quando você é criança e diz alto uma besteira qualquer na sala de aula, só pra chamar a atenção e ninguém ri. Pelo contrário. Todo mundo vira a cara pensando "que ridículo".&lt;br /&gt;Quando alguém te diz "não" parece que nem seu filme favorito, nem aquela música que sempre te deixa pra cima são capazes de te desviar o pensamento daquele "não".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece aquela cena, em que o mocinho descobre que perdeu a melhor chance de sua vida e volta correndo, pára na janela da menina, se humilha e profere todas aquelas frases incríveis, sentimentais e cafonas.&lt;br /&gt;Só que, no fim, em vez de sorrir, ela simplesmente olha pra ele e diz "não".&lt;br /&gt;A tela fica preta e sobem os créditos. Sem nem uma canção inglesa pra acalentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATUALIZAÇÃO-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois de postar este texto, cliquei neste link do Blog &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;a href="http://www.bebendo.com.br/2010/03/o-amor-nao-acaba.html"&gt;"Bebendo"&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-830434891879835138?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/830434891879835138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=830434891879835138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/830434891879835138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/830434891879835138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/03/quando-alguem-te-diz-nao.html' title='Quando alguém te diz &quot;não&quot;.'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-622953544886041954</id><published>2010-03-12T00:15:00.000-08:00</published><updated>2010-03-12T00:18:42.168-08:00</updated><title type='text'>Se for pra ter cachorro eu prefiro gato</title><content type='html'>Os gatos não interferem, os gatos não se metem, os gatos não te pedem interação. Basta que você lhes dê atenção de vez em quando, que você mantenha cheio o pote de ração, troque a areia da caixa e deixe à disposição uma bola de meia que eles saberão que são amados. Saberão que existe alguém cuidando deles.&lt;br /&gt;Você não precisa levar seu gato pra passear, não precisa brincar, não precisa dar banho, falar com eles como se fossem bebês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tão pouco precisa falar com eles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventualmente eles quererão sair por conta própria, eventualmente eles encontrarão outras casas que lhes ofereça ração, eventualmente conhecerão umas gatinhas pelos telhados da cidade e, ao amanhecer estarão de volta em casa, a tempo de apreciar a ração fresquinha que você disponibilizou pouco antes de preparar seu café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chega, você já se vestiu, os dois se cruzam pela cozinha, se olham cúmplices e ele corre pro pote de ração. Você sai pro trabalho e quando volta o gato está lá, lindamente deitado no sofá, de banho já tomado e te esperando pra um breve afago no pescoço.&lt;br /&gt;Depois do afago ele se empanturra de mais um pouco de ração, se esfrega na sua perna dizendo "Até amanhã!" e vai de novo pros telhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já fui noivo, já fui casado e já tive cachorro. Mas prefiro os gatos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-622953544886041954?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/622953544886041954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=622953544886041954' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/622953544886041954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/622953544886041954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/03/se-for-pra-ter-cachorro-eu-prefiro-gato.html' title='Se for pra ter cachorro eu prefiro gato'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-8217246418190930995</id><published>2010-02-22T18:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T18:29:41.672-08:00</updated><title type='text'>Quando você estava dormindo</title><content type='html'>Eram quase três da manhã, eu tinha ficado no computador trabalhando num freela até o limite das minhas forças e ela já estava dormindo há umas boas horas.&lt;br /&gt;Sentei na beirada da cama com cuidado pra não acordá-la e fiquei namorando seu rosto sereno, pacífico, incólume e alvo, repousado ali no seu travesseiro favorito.&lt;br /&gt;Os cabelos finos e dourados espalhados sobre seu rosto, sua boca entreaberta e a respiração cândida, suave.&lt;br /&gt;Lembrei das últimas discussões, dos absurdos que tínhamos falado um pro outro, das ofensas trocadas, das farpas atiradas, das verdades incovenientes.&lt;br /&gt;Lembrei do "Sábado Dourado", da ocasião em que eu quis ir embora e ela não deixou, da noite em que ela me expulsou de casa, da noite em que a aceitei de volta - dessa vez - na minha casa. Lembrei da última noite em que havíamos feito amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acariciei sua nuca suavemente pensando nas nossas discussões sobre dinheiro, de quando ela reclamou minha ausência dizendo que eu vinha trabalhando demais, de quando ela reclamou que eu vinha bebendo demais, de quando ela confessou pra irmã mais velha que não aguentava mais tanta bebedeira.&lt;br /&gt;Pensei na noite em que enchi a cara de whisky e fui escondido pro puteiro, de quando ela foi escondido pro show do Pearl-Jam em São Paulo dizendo que ia visitar nossa amiga, lembrei de quando ela fez aquela tatuagem que eu tinha proibido que ela fizesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então me curvei, beijei-lhe o pescoço perfumoso, brinquei com o lóbulo de sua orelha, acariciei seu queixo e lhe sussurrei ao pé do ouvido: "Eu te amo. Quando você está dormindo."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-8217246418190930995?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/8217246418190930995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=8217246418190930995' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/8217246418190930995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/8217246418190930995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/02/quando-voce-estava-dormindo.html' title='Quando você estava dormindo'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-4334939493352167042</id><published>2010-02-21T18:29:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T18:30:09.882-08:00</updated><title type='text'>O Tédio</title><content type='html'>E chega um momento em que a mania dela de falar alto deixa de ser uma idiossincrasia charmosa.&lt;br /&gt;As preferências musicais irritam. A mania de jogar a perna em cima do seu corpo quando dorme te tira o sono. Os cuidados que ela dispensa quando você está gripado te fazem sentir-se oprimido. Os lugares que ela prefere frequentar te entendiam e o tempero que ela usa no arroz te faz perder a fome.&lt;br /&gt;Chega um dia e de repente você não gosta mais daquela pintinha do lado do lábio inferior. O perfume dela não te excita mais. A mão dela, suando agarrada à sua, incomoda. O cabelo dela parece demodé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega uma hora em acaba a novidade. Acaba o fulgor. Cessa a paixão.&lt;br /&gt;De repente a intimidade fica chata e te constrange ter alguém que saiba tanto a seu respeito.&lt;br /&gt;De repente ficar até mais tarde no trabalho torna-se um passa-tempo. De repente o espaço parece sufocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega um momento em que tudo acaba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-4334939493352167042?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/4334939493352167042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=4334939493352167042' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4334939493352167042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4334939493352167042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/02/o-tedio.html' title='O Tédio'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-488245262612396691</id><published>2010-02-18T07:17:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T13:56:42.945-08:00</updated><title type='text'>Amor, um prato chique</title><content type='html'>Mesmo o velho mais vivido, mesmo o mais experiente, mesmo a pessoa mais desencanada, mais hedonista, mesmo o cara mais individualista, ninguém escapa.&lt;br /&gt;Por mais que a pessoa se sinta bem resolvida, por mais que tenha a certeza do auto-conhecimento, por mais que haja confiança no próprio taco, todo mundo vira criança, todo mundo se comporta como adolescente quando o que está em jogo é o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor te faz sentir-se mais vivo, traz o cheiro da novidade, a excitação das novas sensações mas também te arranca a paz, o apetite e te deixa vulnerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui bastante racional, bastante razoável na medida do possível. Mas sempre acreditei que, quando se trata das coisas do coração, ninguém é culpado de nada, ninguém é responsável.&lt;br /&gt;No meu ponto de vista, quando o amor chega (ou qualquer uma de suas variáveis, como a paixão, o amor platônico e a amizade colorida) a pessoa tem o direito de abdicar da culpa. De escolher se jogar e de aceitar arcar com as consequências. Amor rima com uma porção de coisas. Muitas delas não são exatamente agradáveis, mas faz parte do pacote, amor nunca vem sozinho.&lt;br /&gt;Vem acompanhado pelo medo, vem acompanhado pela excitação, vem com os ciúmes, vem com o ímpeto, com a empáfia, com a inveja, com a luxúria, com o torpor, com a cegueira, com a paixão. Vem com notícias ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que é demais pra um coração só. Romanticamente as pessoas desejam, esperam e até sonham com tudo isso. Na prática isso assusta. Afasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca conheci quem soubesse lidar com o amor tendo em mente a entrega e descomplicação que a situação pede e merece.&lt;br /&gt;Há um trecho no livro "A insustantável leveza do ser" que trata disso e fala a respeito de uma forma genial.&lt;br /&gt;Diz que, pela natureza única de cada relação, é impossível saber de ante-mão como lidar com ela. Que cada relação é única, é a primeira e a última e por isso não dá pra ter uma experiência prévia na qual se basear pra buscar ter sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: pra quê lidar com isso? O amor é uma experiência pra se entregar. Pra se jogar de olhos fechados e esperar o impacto. Não é pra ser previsto. Não é pra buscar sucesso. Não é pra buscar auto-satisfação, completude, saciedade, companhia, nada!&lt;br /&gt;O amor é só pra ser. É como um jantar chique e caro que vem lindamente montado num prato bonito. Você pega aqueles talheres de prata e destrói aquela obra de arte apetitosa. O amor, como a culinária, é uma arte que só pode ser apreciada com a destruição total daquilo que se aprecia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-488245262612396691?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/488245262612396691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=488245262612396691' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/488245262612396691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/488245262612396691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/02/amor-um-prato-chique.html' title='Amor, um prato chique'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2317358363763737122</id><published>2010-02-03T19:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T19:26:25.195-08:00</updated><title type='text'>Samba do Grande Amor</title><content type='html'>Tinha cá pra mim&lt;br /&gt;Que agora sim&lt;br /&gt;Eu vivia enfim&lt;br /&gt;O grande amor&lt;br /&gt;Mentira&lt;br /&gt;Me atirei assim&lt;br /&gt;De trampolim&lt;br /&gt;Fui até o fim um amador&lt;br /&gt;Passava um verão&lt;br /&gt;A água e pão&lt;br /&gt;Dava o meu quinhão&lt;br /&gt;Pro grande amor&lt;br /&gt;Mentira&lt;br /&gt;Eu botava a mão&lt;br /&gt;No fogo então&lt;br /&gt;Com meu coração de fiador&lt;br /&gt;Hoje eu tenho apenas&lt;br /&gt;Uma pedra no meu peito&lt;br /&gt;Exijo respeito&lt;br /&gt;Não sou mais um sonhador&lt;br /&gt;Chego a mudar de calçada&lt;br /&gt;Quando aparece uma flor&lt;br /&gt;E dou risada do grande amor&lt;br /&gt;Mentira&lt;br /&gt;Fui muito fiel&lt;br /&gt;Comprei anel&lt;br /&gt;Botei no papel&lt;br /&gt;O grande amor&lt;br /&gt;Mentira&lt;br /&gt;Reservei hotel&lt;br /&gt;Sarapatel&lt;br /&gt;E lua de mel&lt;br /&gt;Em Salvador&lt;br /&gt;Fui rezar na Sé&lt;br /&gt;Pra São José&lt;br /&gt;Que eu levava fé&lt;br /&gt;No grande amor&lt;br /&gt;Mentira&lt;br /&gt;Fiz promessa até&lt;br /&gt;Pra Oxumaré&lt;br /&gt;De subir a pé o Redentor&lt;br /&gt;Hoje eu tenho apenas&lt;br /&gt;Uma pedra no meu peito&lt;br /&gt;Exijo respeito&lt;br /&gt;Não sou mais um sonhador&lt;br /&gt;Chego a mudar de calçada&lt;br /&gt;Quando aparece uma flor&lt;br /&gt;E dou risada do grande amor&lt;br /&gt;Mentira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Composição: Chico Buarque de Hollanda&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2317358363763737122?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2317358363763737122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2317358363763737122' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2317358363763737122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2317358363763737122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/02/samba-do-grande-amor.html' title='Samba do Grande Amor'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-689943311664460038</id><published>2010-02-01T16:59:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T19:23:08.484-08:00</updated><title type='text'>Noites como esta</title><content type='html'>Em noites como esta eu me lembro dela.&lt;br /&gt;Seu sorriso era um feixe radiante de luz. Sua voz era doce, frágil e dengosa, me pedindo um abraço, implorando o cafuné que eu lhe dava displicentemente.&lt;br /&gt;Mesmo nos dias mais quentes do cerrado ela estava sempre fresca, sempre rescendendo a banho. A pele branca, frágil, leve.&lt;br /&gt;Eu lhe contava do meu dia, reclamava dos problemas, descrevia minhas idéias mirabolantes, narrava as peripécias que tinha com minha namorada e ela me ouvia sorrindo, me olhando com os mesmos olhos de ternura que dispensava à sua gata cinza, de quem eu tinha um ciúme mortal.&lt;br /&gt;Eu falava e ela me olhava, deitada a meu lado, com a cabeça apoiada nas mãos deixando eu brincar com seus seios.&lt;br /&gt;Quando ela discordava, ariana que era, não mudava de opinião. Pedia que eu desistisse, dizia que eu nunca a convenceria.&lt;br /&gt;Ela adorava filmes de kung-fu e detestava ficção científica. &lt;br /&gt;Ela era duas semanas mais nova que eu e acreditávamos ser &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2008/12/eu-matei-minha-alma-gmea.html"&gt;almas-gêmeas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Compramos em sociedade nossos primeiros livros e sonhávamos com a biblioteca imensa que teríamos em casa.&lt;br /&gt;Ela me dava presentes que eu odiava e eu lhe fazia macarronadas.&lt;br /&gt;Eu espantava seus namorados e ela não tentava me impedir.&lt;br /&gt;Nós assistíamos cinco filmes todos os sábados e no víamos todos os dias, nem que fosse por cinco minutos. Nunca faltava assunto.&lt;br /&gt;De noite eu voltava pra casa e me deitava pra dormir imaginando-a do meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca aconteceu. &lt;br /&gt;A vida nos afastou. Eu nos afastei. Ela me afastou.&lt;br /&gt;Mas em noites como esta, quando eu deito, imagino a carícia doce da melhor amiga que já tive. E me sinto grato por tê-la tido durante aqueles cincos anos da minha adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só em noites como esta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-689943311664460038?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/689943311664460038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=689943311664460038' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/689943311664460038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/689943311664460038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/02/noites-como-esta.html' title='Noites como esta'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3035422375225941411</id><published>2010-01-30T11:05:00.001-08:00</published><updated>2010-01-30T11:05:57.804-08:00</updated><title type='text'>O Beijo</title><content type='html'>Ele estava ali, dançando entretido, quando percebeu que a guria olhava em sua direção.&lt;br /&gt;Ninguém costumava flertar com ele, então virou-se, deu de ombros (provavelmente ela estava olhando pra outra pessoa) e continuou dançando timidamente, o copo de plástico com cerveja quente na mão.&lt;br /&gt;Mas a menina não lhe saiu mais da cabeça. Um tempo depois, deu uma olhada, assim, meio de rabo de olho, tentando não ser percebido e constatou que a guria ainda olhava pra ele. Deu uma conferida à sua volta, procurando outros caras pra quem ela pudesse estar olhando, mas só havia um casal de gays beijando-se encostados na parede, um grupo de meninas dançando numa rodinha e uns cabeludos bem esquisitos batendo cabeça.&lt;br /&gt;Bem. Se ela não estivesse olhando pra ele, só poderia estar olhando pra algum dos cabeludos e, ao pensar nisso, julgou-se mais atraente que seus concorrentes e começou a cogitar seriamente a hipótese de que os olhares eram mesmo pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão rápido quando lhe permitia a timidez, foi até o bar, comprou outra cerveja e aproximou-se da menina. Sua posição do bar em relação à menina era mais favorável do que o lugar onde estava anteriormente. Ali, ela não poderia vê-lo chegar até que estivesse bem próximo dela. No caso de ganhar um fora de cara, bastava dar meia-volta, fingir que ia no banheiro e seus amigos dificilmente perceberiam que ele acabara de entrar pelo cano. Pior do que tomar um fora é tomar um fora tendo seus amigos como testemunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou, tocou no ombro da guria, ela virou em sua direção já sorrindo, ele lhe ofereceu cerveja, ela aceitou e começaram a conversar. Logo estavam dançando timidamente e foi da garota a providência de aproximar-se cada vez mais até que seu corpo tocasse completamente o dele.&lt;br /&gt;Usando o álibi de que a pista de dança a essas alturas tocava The Cure e estava lotada, ele tratou de puxá-la para ainda mais perto de si e, quando as luzes baixaram um pouco, corajosamente abaixou seu rosto até a altura do rosto da menina e perguntou-lhe ao pé do ouvido "posso te beijar?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina - furiosa - se afastou, pediu licença, resmungou qualquer coisa sobre ir ao banheiro e nunca mais apareceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3035422375225941411?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3035422375225941411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3035422375225941411' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3035422375225941411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3035422375225941411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/01/o-beijo.html' title='O Beijo'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-6397257270159804866</id><published>2010-01-29T08:53:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T08:53:26.876-08:00</updated><title type='text'>Feijoada</title><content type='html'>Ela envolveu meu pescoço com aqueles bracinhos miúdos, as perninhas em volta da minha cintura e seu rosto úmido comprimido entre meu rosto e minha mão. Ali, tentando não fazer barulho, chorando silenciosamente como uma pessoa adulta faria, ela me apertava, enrolava os dedinhos nos meus cabelos e soluçava dolorosamente enquanto tentava entender o que eu acabara de dizer. &lt;br /&gt;Ela queria que eu fizesse feijoada (um de seus pratos favoritos) no almoço do dia seguinte. Eu disse que não poderia fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar um mês inteiro fora de casa, trabalhando em São Paulo, descobri que minha esposa vinha tendo um caso com um de meus amigos. Então voltei pra colocar um fim naquele casamento que vinha degringolando e sendo levado e arrastado porcamente já há um bom tempo. &lt;br /&gt;Quando apareci, minha enteada fez cara de manha e implorou pra matar aula e passar o dia comigo. &lt;br /&gt;Contrariando todas as regras que eu vinha tentando ensinar, consenti com a falta e passeamos o dia todo. Tomamos sorvete, compramos livros, comemos salgadinho e no fim do dia, pouco antes de sua mãe chegar do trabalho ela me disse que estava com saudades de comer feijoada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse que não poderia fazer. Nem amanhã, nem depois de amanhã. Expliquei que eu e sua mãe estávamos nos separando. Que eu estava indo embora. Que essas coisas acontecem. Que a vida dos adultos funciona assim. Que ela entenderia melhor quando fosse mais velha. Que apesar disso, eu a amava. &lt;br /&gt;Ela tentou entender. De verdade. Mas imagino o quão difícil devia ser. &lt;br /&gt;Então ela só me agarrou com aqueles bracinhos, enroscando os dedinhos no meu cabelo, chorando baixinho e me apertando pra eu não ir embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela só queria comer feijoada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-6397257270159804866?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/6397257270159804866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=6397257270159804866' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6397257270159804866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6397257270159804866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/01/feijoada.html' title='Feijoada'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2499800301625247456</id><published>2009-11-22T16:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T16:30:03.625-08:00</updated><title type='text'>Um Canalha se faz de berço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SwnW4xYgM2I/AAAAAAAAAEA/NnDPYZzkSrc/s1600/canalha+02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SwnW4xYgM2I/AAAAAAAAAEA/NnDPYZzkSrc/s400/canalha+02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407089098452120418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SwnW4rDADrI/AAAAAAAAAD4/BZJjcedK1NU/s1600/canalha+01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SwnW4rDADrI/AAAAAAAAAD4/BZJjcedK1NU/s400/canalha+01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407089096751320754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Escola acaba de fazer um ano! Eu mesmo nunca imaginei que fosse durar tanto! Mas tem sido uma delícia compartilhar minhas histórias e impressões com todos vocês! Obrigado aos que comentam nos posts, aos que comentam pessoalmente. E obrigado também aos que não comentam. Embora vocês se mantenham em silêncio (alguns com ótimas razões pra isso!)eu aprecio muito sua visita constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Escola continuará com sua incansável missão de educar jovens canalhas. A demanda do mercado é grande e só aumenta!! E, se tudo der certo e ninguém se ferir no processo, 2010 trará novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desdepeço-me com duas imagens deste canalha que vos escreve, em ação desde cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos a todos. Até a próxima lição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;P.S.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas às vezes me perguntam se essas coisas que conto aqui são verdadeiras. Sim, crianças! Por mais absurdas que pareçam, as condições pra que uma história figure aqui são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) - Que seja verdadeira&lt;br /&gt;2) - Que seja absurda&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2499800301625247456?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2499800301625247456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2499800301625247456' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2499800301625247456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2499800301625247456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/11/um-canalha-se-faz-de-berco.html' title='Um Canalha se faz de berço'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SwnW4xYgM2I/AAAAAAAAAEA/NnDPYZzkSrc/s72-c/canalha+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-8639477571415989544</id><published>2009-11-19T16:23:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T16:27:15.408-08:00</updated><title type='text'>Diálogo 6</title><content type='html'>_Oi, tudobem?&lt;br /&gt;_Tudo, e você? Como é que vai a esposa?&lt;br /&gt;_Bem. Tou indo buscar na faculdade. E o bebê?&lt;br /&gt;_Tá lindo!&lt;br /&gt;_Nasceu parecido com você ou com o pai?&lt;br /&gt;_Lembra aquele retrato que eu adorava, de quando você tinha um ano?&lt;br /&gt;_Lembro.&lt;br /&gt;_Pois então: é igualzinho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-8639477571415989544?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/8639477571415989544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=8639477571415989544' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/8639477571415989544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/8639477571415989544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/11/dialogo-6.html' title='Diálogo 6'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1704139284053516041</id><published>2009-11-18T15:20:00.000-08:00</published><updated>2009-11-18T15:27:21.026-08:00</updated><title type='text'>Carta de Suicídio</title><content type='html'>Folheando um álbum de fotos, de repente tive uma epifania.&lt;br /&gt;Percebi subitamente, na carne, no peito, no fundo do esôfago o tempo que passou. Senti o peso de tudo o que eu não fiz, de tudo o que eu não fui, de tudo o que eu quis e não tive e, principalmente, de tudo o que eu quero e nunca vou ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não senti arrependimento. Não senti que realizei menos do que deveria ou do que poderia. Sei que sou acima da média, sei que realizei coisas únicas, que não deixei nenhum minuto da minha vida até agora passar em vão. O que pesou, no entanto, foi a constatação de que tudo o que foi realizado, os lugares onde estive, as mulheres que conheci, as festas que frequentei, tudo, não passou de um subterfúgio pra ocupar a cabeça e abafar o que eu não sou porque não nasci pra ser o que desejava. O fantasma do que eu queria ter, do que eu deveria ser e Deus não permitiu me acompanhou esse tempo todo, disfarçado de conquista. Mas ele estava ali, o fantasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu me apego de novo ao trabalho, me ocupo, faço o meu tempo passar o mais rápido possível, encho ele de coisas a fazer e de sonhos a realizar e busco esperança na crença de que talvez haja uma segunda chance. Uma segunda vida. Uma outra que talvez traga o que eu preciso pra matar a fome, pra aplacar essa ânsia, pra consumir esse desespero, essa decepção, essa sensação opressora de ter nascido errado. Essa noção de estar preso, de ter a alma enclausurada num corpo que não é dela, que a limita, que a comprime, que a atrofia e reduz a algo que é mundano e comezinho demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse invólucro é demasiado estreito, demasiado simples e demasiado feio. Limitado. Tosco. Raso. Bobo. Muito pouco pra quem anseia tanto.&lt;br /&gt;Resta a espera. Resta, mais uma vez, fazer todo o possível pra não desperdiçar o que resta. Gastar cada milímetro da vida pra sorver todo o suco e saciar o quanto for possível. O que faltar, o que ainda ficar depois disso, o espaço vazio que sobrar vai ficar sobrando e paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz o melhor com o que me foi dado. Mesmo que o que tenha sido dado seja tão pouco. Jogamos com as cartas que temos. Pelo menos, arrependimentos não vão ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só frustração. Carpe Diem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1704139284053516041?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1704139284053516041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1704139284053516041' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1704139284053516041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1704139284053516041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/11/carta-de-suicidio.html' title='Carta de Suicídio'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2916128552579509556</id><published>2009-11-16T19:27:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T06:14:59.911-08:00</updated><title type='text'>A vida é incrível</title><content type='html'>Você acorda e tenta de todas as formas se agarrar à ideia de que não é segunda-feira mas o despertador insiste que sim. Ele ganha a discussão mas você adia ao máximo possível a iniciativa de esfregar os olhos e levantar; já dizia o ditado: se não pode vencê-lo, pirraceie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com meia hora de atraso você se levanta cambaleante, escolhe as roupas que estão por cima, veste, prepara o café da manhã e coloca um disco legal pra tocar, pra ver se de repente isso o anima. Não anima, é claro. Puta disquinho chato!&lt;br /&gt;O relógio te avisa que seu atraso já evoluiu pra quarenta minutos. Você engole rápido o café e sem querer ele escorre na camiseta. Então você troca de camiseta, mas não tinha mais nenhuma passada então se veste com aquela amarrotada mesmo. Pelo menos não está babada de café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dentes são displicentemente escovados, o cabelo desmazeladamente penteado e enquanto espera o elevador você lembra que deixou em cima da escrivaninha aquele CD importante com o arquivo que você precisa pra apresentação. Volta, pega o CD, a chave engasga na fechadura e o elevador não te esperou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caminho do ponto de ônibus uns pingos grossos de água começam a cair mas é tarde demais pra voltar e pegar o guarda-chuva e, por algum motivo as pessoas não parar de olhar pra sua cara na rua.&lt;br /&gt;Entrando no ônibus você vê seu reflexo no espelho e percebe que ficou uma mancha branca de pasta de dentes que vai do canto esquerdo da boca até o começo do queixo. Querendo enfiar a cabeça num buraco você esfrega o dedão no queixo pra limpar mas é claro que o ônibus inteiro já notou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se senta no primeiro lugar que fica vago e quando finalmente relaxa, percebe que é um acento reservado e uma senhora velha e gorducha cheia de varizes azuis e imensas na panturrilha te olha como se você fosse o maior filha-da-puta do mundo. Você levanta, dá o lugar e resolve atravessar a catraca, mas acabaram os créditos do bilhete único e você esqueceu, assim como esqueceu que só tinha dois reais e dez na carteira. O cobrador te olha com cara feia mas te deixa passar. Todos os passageiros do ônibus te olham com cara feia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guria esquisitinha, sentada diante de você, se oferece pra segurar sua bolsa. Você responde que, "não tudo bem" ela deixa estar mas repara no logo estampado na bolsa e te pergunta se você estuda na faculdade tal. Você responde que já estudou, ela revela (sem que você pergunte, porque, na verdade não está minimamente interessado) que está cursando publicidade na mesma faculdade. Você se força a sorrir e diz que fez esse curso também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos depois, na sua festa de casamento você olha pro lindo rosto dela enquanto os dois cortam o bolo e os flashes das câmeras te cegam e se lembra daquele como sendo o dia mais lindo da sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2916128552579509556?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2916128552579509556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2916128552579509556' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2916128552579509556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2916128552579509556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/11/vida-e-incrivel.html' title='A vida é incrível'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-799997690288866417</id><published>2009-11-13T05:11:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T05:11:15.062-08:00</updated><title type='text'>O melhor dia da sua vida</title><content type='html'>Eles se conheceram numa festa. Um desses festivais de rock que começam de dia e vão até de madrugada.&lt;br /&gt;Ela era de São Paulo mesmo, mas ele tinha vindo de Porto Alegre só pra ver o Iggy Pop.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas os amigos dele sumiram, ele viu aquela guria bonitinha olhando pra ele e foi lá bater um papo.&lt;br /&gt;Com um sorrisinho tímido, mordendo os lábios e com os olhos meio baixos, ela corou quando ele a chamou de linda e sem saber o que dizer lhe ofereceu a cerveja. Ele aceitou. A cerveja estava quente. Ele deu um golinho pequeno, olhou pra ela bem fundo nos olhos verdes e grandes, passou os braços por detrás de seu pescoço e a beijou. O primeiro beijo foi tosco e superficial mas eles logo acertaram o passo e então beijaram-se longa e demoradamente. Um beijo quente, molhado, aconchegante e cheio de desejo. Mas com gosto de cerveja.&lt;br /&gt;Ela sentiu a barba dele pinicar seus lábios. Ele sentiu o cheiro do shampoo herbal.&lt;br /&gt;Depois conversaram sobre banalidades, as bandas mais legais, os livros que vinham lendo, problemas com o TCC, problemas com o vestibular, trocaram telefones, fizeram fotos juntos, ficaram de mãos dadas, ela provou o pedaço de pizza frio que ele comprou, uma amiga dela ofereceu o beque, na hora da chuva ele a cobriu com sua jaqueta de veludo, ela se aninhou em seu peito, beijou seu pescoço, mordeu seu ombro, ele fez um cafuné, acarinhou seus lábios, assoprou os pelinhos de sua nuca e ficou olhando eles se arrepiarem. Ela riu da piada, ele gostou do esmalte, ela mordeu sua orelha, ele fingiu que esbarrava sem querer nos peitos dela. Ela achou que tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora do show do Iggy eles estavam bem longe dali, num canto mais ou menos escondido, trocando beijos tórridos e esfregando-se com desespero. Querendo-se e tendo-se na medida do possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às seis da manhã, o ônibus de excursão no qual ele tinha vindo estava preparando-se pra sair.&lt;br /&gt;Eles se beijaram de novo. Ela olhou nos olhos dele pra guardar na cabeça exatamente aquela imagem: o sol amarelo, seus olhos claros, o cabelo despenteado e o sorriso bobo.&lt;br /&gt;Ele disse: "Amo você."&lt;br /&gt;Ela disse: "Eu te amo mais."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-799997690288866417?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/799997690288866417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=799997690288866417' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/799997690288866417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/799997690288866417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/11/o-melhor-dia-da-sua-vida.html' title='O melhor dia da sua vida'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-4643144088523915005</id><published>2009-11-03T17:06:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T05:23:24.654-08:00</updated><title type='text'>Instinto</title><content type='html'>&lt;div&gt;Sabe quando duas pessoas trocam olhares pela primeira vez e imediatamente surge uma fagulha elétrica? Foi assim que aconteceu com eles.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando os olhares se cruzaram, na cozinha da casa dela, quando um fitou por segundos o rosto do outro e os dois perceberam imediatamente o desejo recíproco, os rostos coraram. A garganta travou sutilmente e os dois desviaram os olhares um do outro tão rápido as sinapses cerebrais permitiam. Mas era tarde. O estrago estava feito. Ele percebeu que ela o desejara. Ela percebeu que ele a desejara. E o marido dela percebeu o desejo recíproco dos dois. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquela energia sexual tomou conta do cômodo, criou um silêncio temporário, um breve embaraçamento, um medo de que alguém mais percebesse e um desejo de que todos percebessem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela se viu sendo agarrada por ele, jogada por sobre a mesa, suas roupas rasgadas, os convidados imóveis, em choque, vendo-a ceder ao desejo, entregando-se ao estranho no meio do público como num ritual celta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele se imaginou levando-a pra um canto escondido, sussurrando indelicadezas em seu ouvido e beijando sua boca ardentemente, longe dos olhares do marido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O marido ficou olhando a cena, que pra ele pareceu durar uma eternidade, um acontecimento em câmera lenta e especulou de si pra si que, se os dois fossem um pouquinho mais loucos, um pouquinho mais corajosos, se atracariam ali, na frente dele e de todos. Beijariam-se com furor e desespero fazendo cair os queixos dos presentes, mandariam as convenções à merda e consumariam o desejo sem se importar com a humilhação que lhe causariam. Imaginou o amigo abordando sua esposa no corredor da casa, quando todos estivessem bêbados e entretidos demais pra dar pela falta deles. Conjecturou se deveria verbalizar o que vira e deixar os dois com cara de tacho, humilhá-los publicamente e humilhar a si mesmo. Fantasiou qual seria sua postura, sua atitude de macho caso os dois se atracassem, caso os dois não conseguissem se conter e ele flagrasse. E das mil coisas que o marido pensou, das mil coisas que ela pensou, das mil coisas que ele pensou, aconteceu a mais óbvia. Ninguém era tão louco ou tão corajoso pra dar vasão ao instinto e, passado o silêncio constrangedor, alguém abriu uma garrafa, serviu os copos e o papo recomeçou como se nada tivesse acontecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-4643144088523915005?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/4643144088523915005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=4643144088523915005' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4643144088523915005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4643144088523915005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/11/instinto.html' title='Instinto'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5210893592243108507</id><published>2009-11-03T10:43:00.000-08:00</published><updated>2009-11-03T10:47:00.674-08:00</updated><title type='text'>John Lennon fazendo música eletrônica</title><content type='html'>&lt;div&gt;Sábado à tarde. A luz dourada do sol entrava pela fresta da veneziana que estava meio aberta pra que o ar pudesse circular pelo quarto naquele verão da Moóca e meio fechada pra que os vizinhos do prédio em frente não pudessem ver o que eu vislumbrava. O corpo dela. Nu. Lânguido, fresco e lindo estendido de bruços ali na cama. A luz contornando o bumbunzinho arrebitado, as costas, a mandala tatuada na altura dos ombros e os pelinhos finos que desciam pela nuca perfumosa e delicada. A luz se derramava sobre ela, se jogava, se deitava em suas costas repousando sobre a pele. Descansando ali.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apoiada pelos cotovelos ela gesticulava, ria sozinha, tirava os fios de cabelo que grudavam nos lábios e vez ou outra me olhava pra ver se eu ainda estava prestando atenção na conversa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não estava. Só lembro de concordar que se o John Lennon estivesse vivo até hoje certamente estaria fazendo música eletrônica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5210893592243108507?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5210893592243108507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5210893592243108507' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5210893592243108507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5210893592243108507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/11/john-lennon-fazendo-musica-eletronica.html' title='John Lennon fazendo música eletrônica'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1209025132776760654</id><published>2009-11-01T21:39:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T21:41:06.652-08:00</updated><title type='text'>Ligo ou não ligo?</title><content type='html'>&lt;div&gt;Eu pego o telefone, busco o nome na agenda. Fico olhando pra telinha brilhante e pensando "ligo ou não ligo?". Decido que sim mas lembro que não tenho nenhum assunto pra começar. Muito pouco tinha sido dito na noite anterior e as únicas informações trocadas morreram ali mesmo, entre beijos angustiados com gosto de cerveja e nicotina. Pouco foi dito depois dos gemidos, pouco foi revelado por debaixo da pele. Só banalidades. Considerações sobre o tempo, engarrafamento, trabalhos etc. E nada disso serve pra começar uma conversa telefônica com uma desconhecida que você levou pra cama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Culpa das convenções sociais. Seria bem mais simples esperar ela atender, dizer "oi" se identificar e lançar "estou superafim de mais uma sessão de sexo casual, você não?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não dá! É preciso buscar um assunto e esse assunto tem de ser suficientemente interessante pra entretê-la algum tempo e desviar a atenção para o fato de que você é o mais completo idiota. Se essa parte for bem sucedida é preciso talvez convidá-la pra jantar, buscá-la em casa, pagar o jantar e torcer pra que, em nenhum momento do jantar ou do caminho até o restaurante ela tenha suspeitado do tamanho de sua miserabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No caso (improvável) de ter obtido sucesso até aí, é chegado o momento pelo qual você suportou todas as mazelas e o receio de que ela desistisse no meio do caminho. Pra isso bastam dois minutos. Depois vem os próximos 28 minutos em que você reza pra se aguentar e torce pra que ela comece logo todos aqueles gemidos da noite anterior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suado, tremendo, apreensivo e me sentindo o mais mazelado dos seres humanos eu continuo olhando pra telinha brilhando e penso: "E então? Ligo ou não ligo?"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1209025132776760654?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1209025132776760654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1209025132776760654' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1209025132776760654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1209025132776760654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/11/ligo-ou-nao-ligo.html' title='Ligo ou não ligo?'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1443260070779979624</id><published>2009-10-29T05:39:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T05:42:09.145-07:00</updated><title type='text'>Casal Perfeito</title><content type='html'>Recebi isso pelo Twitter e não pude me furtar a compartilhar com vocês!&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CAEKtgAr01I"&gt;Como ser o namorado perfeito.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GqzcF7zxZNE"&gt;Como ser a namorada perfeita.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1443260070779979624?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1443260070779979624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1443260070779979624' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1443260070779979624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1443260070779979624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/10/casal-perfeito.html' title='Casal Perfeito'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3792736760251234714</id><published>2009-10-26T06:28:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T06:29:44.197-07:00</updated><title type='text'>Bufo &amp; Spallanzani - Parte Final</title><content type='html'>&lt;div&gt;Nosso primeiro encontro, no meu apartamento, foi uma coisa dantesca. Eu estava louco de desejo e ela me olhava com os olhos arregalados, pasma e ofegante. Tive que tirar sua roupa e colocá-la nua na cama, suntuosa, os cabelos negros e a pele branca luzindo, quando então aconteceu essa coisa formidanda: o meu pênis ficou inerte, encolheu. desgraça maior não pode acontecer a um homem, Comecei a sua em pânico, beijando-a, acariciando-a de maneira agoniada que só fazia aumentar a minha impotência. Ela tentou me ajudar, mas também ficou nervosa e estava assustada pois pensava, como me disse depois, que havia alguém escondido embaixo da cama. Levantou-se e foi ao banheiro. Fiquei na cama manuseando o meu pau desesperadamente, inutilmente, um longo tempo, até que comecei a chorar. Imagine um homem gordo e nu chorando numa cama, tentando fazer o seu pau levantar. Afinal limpei os olhos, enfiei-me num robe e fui ver o que ela fazia dentro do banheiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estava sentada na tampa do vaso sanitário, pernas cruzadas, desconsolada, olhando as unhas, meio acorcundada, até uma barriguinha adiposa surgira no seu ventre impoluto; a maquiagem em torno dos olhos derretera, e ela me fitou com um olhar patético. Liguei o gás do aquecedor, talvez pensasse que um banho nos purificaria, nos fizesse esquecer aquele horror, voltasse a encher o meu pênis de sangue. Subitamente o aquecedor explodiu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atirei-me sobre ela para protegê-la, caímos ao chão e naquele inferno de fogo e fumaça nossos corpos se conciliaram numa cópula excelsa e delirante. Só à noite percebi que meu corpo estava empolado de queimaduras. Creio que foi nesse dia que me decidi, ao comprovar a superioridade do tesão sobre a dor, a escrever Bufo &amp;amp; Spallanzani.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Trecho do livro &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Bufo &amp;amp; Spallanzani de Rubem Fonseca&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3792736760251234714?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3792736760251234714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3792736760251234714' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3792736760251234714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3792736760251234714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/10/bufo-spallanzani-parte-final.html' title='Bufo &amp; Spallanzani - Parte Final'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-6555307716005599842</id><published>2009-10-26T06:24:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T06:27:41.106-07:00</updated><title type='text'>Bufo &amp; Spallanzani - Primeira Parte</title><content type='html'>&lt;div&gt;"Ela sentou-se para assistir a uma exibição de slides, encostou as costas retas no espaldar da cadeira e cruzou as pernas deixando os joelhos aparecerem. Usava um vestido de seda e o tecido fino delineava a forma atraente de suas coxas. Tive vontade de me ajoelhar a seus pés mas achei melhor uma abordagem convencional. Os slides eram todos quadros de Chagall. 'Você gosta de Chagall?', perguntei na primeira oportunidade. Ela respondeu que sim. 'Essa gente toda voando', eu disse e ela respondeu que Chagall era um artista que acreditava acima de tudo no amor. Na mão esquerda dela, no dedo anelar, havia um anel de brilhantes. Devia ter uns trinta anos de idade e uns cinco de casada, que é quando as mulheres começam a perceber que o casamento é uma coisa opressiva, doentia mesmo, iníqua e estiolante; além das privações sexuais que passam a sofrer, pois os maridos já cansaram delas. Uma mulher dessas é presa fácil, o sonho romântico acabou, restou a desilusão, o tédio, a perturbação moral, a vulnerabilidade. Então aparece um libertino como eu e seduz a pobre mulher. Ali estava uma pessoa que acreditava no amor. 'Que nul ne meure qu'il n'ait aimé', eu disse. O francês pode ser uma língua morta, mas é linda e funciona muito bem com as burguesas. 'Infelizmente o mundo não é como os poetas querem', disse ela. Convidei-a para jantar, ela hesitou e acabou aceitando almoçar comigo. Era a primeira vez que ia a um restaurante com um homem que não fosse o marido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O marido era um homem de muitas posses e prestígio social. O casamento deles, como disse, chegara àquele ponto em que a rotina criara o tédio e o tédio a apatia e a apatia a ansiedade, depois a incompreensão, a aversão, e por aí afora. Ela tentou reverter esse processo viajando com o marido à Índia, à China, cada vez mais longe, como se os problemas não o acompanhassem. Fez o marido comprar fazenda perto (a outra que possuíam, era no Mato Grosso), deu mamadeira para os cabritos umas três vezes e depois não achou mais graça naquilo. Tentou ter filhos, mas era estéril: dedicou-se à beneficência, entrando para a diretoria de uma associação destinada a recuperar prostitutas e mendigos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No primeiro dia em que almoçamos juntos ela praticamente nada comeu. Bebeu uma taça de vinho. falamos de livros e ela disse que não gostava de literatura brasileira e admitiu cândidamente que não havia lido nenhum dos meus livros o que destrói a sua teoria, minha querida, de que ela estava deslumbrada pelo escritor. perguntei qual era o autor da sua preferência e ela citou o Moravia. Lera La Vita Interiore e L'amante Infelice, no original, fez questão de dizer. Ter mencionado Moravia deu-me a oportunidade que esperava de falar de sexo. Disse a ela que eu encarava o sexo, na vida e na literatura, da mesma maneira que o Moravia, isto é, algo que não deve ser pervertido pela metáfora, mesmo porque nada há que se lhe assemelhe ou lhe seja análogo. Desenvolvi este raciocínio astuto que desembocou naturalmente no campo das considerações de ordem pessoal. Os velhos e sovados temas da liberdade sexual, da paixão sem possessão, do hedonismo, do direito ao prazer foram espertamente abordados por mim. Eram cinco horas da tarde e continuávamos no restaurante, ambos falando muito, sem parar, creio que houve um único segundo de silêncio entre nós. Lembro-me que, em certo momento, ela me perguntou qual a diferença entre o sexo praticado por duas pessoas que se amam e o realizado por duas pessoas que apenas se desejam. Respondi: 'confiança, as pessoas que se amam sabem que podem confiar no outro'. Para uma mulher casada, que comtempla pela primeira vez a possibilidade de ter uma aventura amorosa, não existe frase mais instigante e tranquilizadora."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Trecho do livro &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Bufo &amp;amp; Spallanzani de Rubem Fonseca&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-6555307716005599842?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/6555307716005599842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=6555307716005599842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6555307716005599842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6555307716005599842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/10/bufo-spallanzani-primeira-parte.html' title='Bufo &amp; Spallanzani - Primeira Parte'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3300308834860932514</id><published>2009-10-24T13:44:00.000-07:00</published><updated>2009-10-24T13:46:37.706-07:00</updated><title type='text'>Perdidos na Tradução</title><content type='html'>&lt;div&gt;Acabei de assistir Lost In Translation, o segundo filme da Sofia Coppola, cujo título foi terrivelmente adaptado para o português como "Encontros e desencontros". Eu já tinha começado a assisti-lo milhões de vezes mas, por algum estranho motivo, nunca tinha conseguido ir até o fim. Hoje consegui. E que choque!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes da última cena, quando o Bill Murray salta da limusine e corre atrás da Scarlett Johanson pelas ruas de Tóquio... quando eles se reencontram, logo depois de uma despedida fria e desajeitada e, finalmente ele a agarra e beija seus lábios, meu coração parou. Porque eu sabia... eu sei o que é aquilo. Vivi situação semelhante. Sentimento parecido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes a gente se sente tão desolado. Tão isolado, mesmo no meio da multidão, tão sozinho, carente e vilipendiado. Às vezes a gente se sente frágil. Tão vazio que deixa uma pessoa absolutamente desconhecida se aproximar e tomar um pedaço do que é nosso. Em troca, a gente quer um pedaço dessa pessoa pra preencher o vazio. A gente sabe que aquilo é passageiro, que muito provavelmente nenhum dos dois torne a se encontrar novamente e isso faz com que a necessidade de levar um pedaço da outra pessoa torne-se ainda mais imperativo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E daí vem aquele beijo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de compartilhar momentos, piadas, bebidas, comidas, conselhos, companhia... ainda falta alguma coisa. Falta a sensação de que aquilo possa ser mais do que parece. De que é mais do que realmente é. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falta o beijo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falta provar da pessoa. Saborear uma fração do que ela é. Tocar os lábios nos lábios dela pra ter uma lembrança física, pra guardar aquilo e levar consigo pra casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O beijo mesmo, acaba. Acaba e fica ali. A sensação dele some tão logo os corpos se desencostem. Mas a sensação de ter tomado algo, a saciedade de ter dado vazão aos ímpetos, isso te acompanha. Isso te dá a certeza de que nada ficou pra trás. De que nada ficou faltando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O beijo deixa a certeza de que, mesmo por um breve momento, os dois quiseram a mesma coisa. De que os dois eram iguais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De que os dois falavam a mesma língua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3300308834860932514?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3300308834860932514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3300308834860932514' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3300308834860932514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3300308834860932514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/10/perdidos-na-traducao.html' title='Perdidos na Tradução'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-7071483739961494941</id><published>2009-10-20T09:21:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T17:44:39.789-07:00</updated><title type='text'>Refúgio</title><content type='html'>&lt;div&gt;Nunca ter feito faculdade era algo que me frustrava um pouco. Todos os meus amigos estavam se formando ou entrando na faculdade, estavam ocupados com provas, trabalhos, TCCs e eu mesmo nunca havia experimentado essa sensação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, quando tomei a decisão de começar a estudar, de ir pra uma escola de design senti que, mesmo já trabalhando com isso há alguns anos, eu finalmente começava a ser um profissional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como tinha pouco dinheiro, tive que me virar e pedir ajuda pra custear os estudos e ter conseguido isso, ter levantado uma tremenda grana emprestada me deu a certeza de que as pessoas botavam fé no meu talento e me apoiavam plenamente na minha escolha e na minha decisão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exceto por uma pessoa: minha esposa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em vez de ficar feliz, em vez de me apoiar e sorrir dizendo que tinha certeza de que isso me faria um profissional mais preparado, uma pessoa melhor, ela teve uma ligeira crise de ciúmes provocada pelo fato de que eu teria de viajar pra São Paulo todos os sábados durante três anos pra ver realizado meus estudos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela sentiu medo de que eu conhecesse pessoas maiores que ela em vez de orgulho pelo meu crescimento. E por mais que eu tivesse o apoio do resto do mundo, a desaprovação dela me desolava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando contei isso pra &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2010/05/minha-vida.html"&gt;Gisele&lt;/a&gt;, que também era desenhista, tinha sido minha namorada e agora era uma grande amiga, ela ficou tão chocada quanto eu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me garantiu apoio total, me declarou orgulho e confessou inveja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu fiquei tão grato que tomei-a nos braços e beijei sua boca como se aquele fosse meu último refúgio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois sorri, virei as costas e voltei pra casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-7071483739961494941?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/7071483739961494941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=7071483739961494941' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7071483739961494941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7071483739961494941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/10/refugio.html' title='Refúgio'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1032399725399932409</id><published>2009-10-19T05:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T05:05:24.917-07:00</updated><title type='text'>O dia em que a Jane me fez pagar um mico</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dizer pra uma mulher que você não quer compromisso, que aquilo é só um caso e que não há disponibilidade pra um namoro é o mesmo que dizer exatamente o contrário disso!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parece que elas apreciam o desafio de tentar mudar a cabeça do homem. Parece que elas se sentem motivadas a testar seu poder de sedução. Daí sim, fazem questão de tentar te amarrar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era véspera do dia das mães e eu tinha conhecido uma guria linda que estudava na mesma escola onde eu tinha estudado. Ela havia me encomendado um retrato com grafite e acabamos fazendo amizade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa tarde, fui com minha mãe até a escola assistir uma peça de teatro que seria encenada pela classe da minha irmã. No fim da apresentação haveria uma homenagem a todas as mães de alunos e seriam distribuídos botões de rosas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Interessado que eu estava em conseguir daquela guria bem mais que sua amizade, convidei-a pra me acompanhar e nos sentamos na primeira fila. Enquanto assistíamos à peça, trocávamos palavras ao pé do ouvido, carícias discretas e acabamos nos dando as mãos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela era maravilhosa e eu estava completamente entregue. Em transe. Quase em êxtase, quando minha irmã apareceu e me tirou do torpor apaixonado pra dizer, em tom de bronca, que a Jane estava na coxia, aos prantos porque tinha comprado um buquê pra me dar no fim da apresentação e acabara de me ver agarrado à garota ao meu lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei chateado mas (pelo amor de Deus!) eu já tinha explicado que meu negócio com ela era só um caso, que não havia qualquer tipo de compromisso envolvido ali! O que é que a Jane esperava?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tentei dar o fora do teatro antes que aquilo desse merda mas meu novo caso, tendo escutado minha irmã falar decidiu prostrar-se, segurando-me, só pra ver como a coisa toda ia terminar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando as mulheres resolvem medir força umas com as outras, são sempre os homens quem pagam o pato. E o mico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não deu outra! No fim da peça, os alunos saíram entregando rosas pras suas mães e a Jane surgiu - impávida - com um buquê gigantesco nos braços. Ela desfilou por toda a plateia e foi em direção à sua mãe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu cogitei respirar aliviado, a guria deu meia volta e veio até onde eu estava, roubou-me um beijo daquele jeito abrupto que só ela sabia fazer e, sob os olhares do teatro lotado, deixou o buquê em minhas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1032399725399932409?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1032399725399932409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1032399725399932409' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1032399725399932409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1032399725399932409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/10/o-dia-emque-jane-me-fez-pagar-um-mico.html' title='O dia em que a Jane me fez pagar um mico'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-124017907750471588</id><published>2009-10-13T12:33:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T05:01:21.937-07:00</updated><title type='text'>Talita</title><content type='html'>&lt;div&gt;Se tinha uma coisa que eu detestava era desenhar retratos. Mas naquela época eu não conseguia emprego por causa da proximidade do serviço militar e desenhar retratos era a única forma que eu tinha de tirar alguns trocados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma guria da escola onde eu tinha estudado mostrou pras amigas o retrato a grafite que eu lhe tinha vendido e rapidamente várias outras começaram a me procurar pelo serviço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Talita era alguém por quem eu desenharia qualquer coisa de graça. Quando ela me procurou eu não conseguia prestar atenção em qualquer palavra que dissesse. Respondia "Um-hum" e ficava babando azul, hipnotizado por aquele rosto maravilhoso! Os olhos grandes de um verde transparente, a boca fina, rosa e húmida, os dentes claros, perfeitos. A pele branca lisa, fresca exalando o perfume do Óleo de Amêndoas Paixão! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficamos amigos imediatamente. No fim da aula eu ia buscá-la e nos sentávamos no canteiro ou na calçada da escola, conversávamos sobre ocultismo, filosofia, sonhos misteriosos, casos antigos, sua família. Eu pegava em suas mãozinhas gorduchas, sentia o perfume de seus cabelos loiros e ondulados, ouvia sua risada irônica, aceitava seus sarros. Ela era incrível e mesmo seu andar desajeitado de gordinha, aquele molejo de pinguim me deixava fascinado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu a queria mas ela era tão especial que, quando acontecesse deveria ser especial também. Deveria ser num momento em que fosse inevitável, nada poderia ser forçado, premeditado, nada poderia ser menos que mágico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, quando a convidei pra me acompanhar na peça de teatro que a classe de minha irmã apresentaria em homenagem às mães, eu não imaginei que seria naquele dia. Quando a Jane veio e provocou toda aquela cena com o buquê eu achei que não seria nunca mais!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo assim, fiz questão de levá-la até sua casa e acompanhá-la até a porta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E foi então, sem pensar, sem planejar, só porque o ego dela estava ferido pela investida da outra garota, que eu provei seu beijo. Sob um céu estrelado de primavera, uma lua cheia e prateada, o perfume inebriante do corpo dela... Naquela noite, com uma brisa fria e doce soprando na minha nuca, foi que senti o sabor de língua macia, suave e despudorada da Talita na minha boca pela primeira vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-124017907750471588?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/124017907750471588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=124017907750471588' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/124017907750471588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/124017907750471588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/10/talita.html' title='Talita'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-995816373683882653</id><published>2009-09-21T07:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T08:09:35.093-07:00</updated><title type='text'>muLheres</title><content type='html'>&lt;div&gt;Arrependimento é igual sentir saudades de quem já morreu. Você sabe que é inútil, que é sem cura, mas o espírito simplesmente não tem força pra esquecer e deixar aquele sentimento de lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois que ter perdido a &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/leticia.html"&gt;Letícia&lt;/a&gt;, nada, nunca mais foi o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu nunca levei meus casos e namoradas muito a sério. Tinha um relacionamento aberto e bem resolvido com a minha noiva e, embora me apaixonasse amiúde, meu amor era dela. Eu poderia ter a mulher que conseguisse seduzir mas no fim, minha lealdade era da &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2008/12/eu-matei-minha-alma-gmea.html"&gt;Lúcia&lt;/a&gt;. E era sempre pros braços dela que eu voltava quando minhas paixonites se consumiam e apagavam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Letícia, porém, abriu a caixa de Pandora e pela primeira vez na vida eu cogitei abandonar meu noivado, meus planos de casamento e oferecer meu coração pra outra mulher.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem tudo quer (ou: quem não sabe o que quer) tudo perde e quando a Letícia se foi eu me confrontei com a solidão extrema de ter descoberto que meu amor pela Lúcia tinha ido embora também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dois anos depois, quando eu &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2008/12/d-no-rima-com-amor.html"&gt;cancelei o casamento&lt;/a&gt; há três meses da cerimônia, minha paixão pela Léa foi só a justificativa pra algo que eu já queria e sabia que aconteceria. Só não tinha (ainda) reunido coragem pra fazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois da Letícia, todos os meus casos foram mornos ou doentios, ou mornos e doentios. Então, quando a &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/10-de-dezembro-de-2003.html"&gt;Léa&lt;/a&gt; trouxe algum colorido, trouxe novidade, trouxe paixão suficiente pra ofuscar a luz (fraca e já agonizante) da Lúcia, foi fácil me entregar de novo. Me doar inteiro. Sentir amor outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Lúcia me deu à luz. Letícia me matou. A Léa foi o desfibrilador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Colocar os fatos lado a lado desse modo ajuda a criar a ilusão confortável de ordem nas coisas. Faz imaginar uma estrutura de roteiro de cinema na vida que, na real, é caótica e nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz pensar no percurso que seguimos na vida e das transformações (às vezes indeléveis) pelas quais passamos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz entender que, nada melhor do que a mulher pra te transformar num homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-995816373683882653?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/995816373683882653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=995816373683882653' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/995816373683882653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/995816373683882653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/mulheres.html' title='muLheres'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2527677729785344946</id><published>2009-09-18T06:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-18T06:21:31.466-07:00</updated><title type='text'>Tudo pela arte</title><content type='html'>&lt;div&gt;A palavra que melhor descreve o que eu estava sentido é "pânico"!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ali estava eu, um moleque de 19 anos, morrendo de frio, nu, deitado numa cama alheia e sendo cavalgado por uma mulher beirando os 40, enquanto o marido parado na porta, simplesmente olhava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu estava expondo umas gravuras num evento de artes promovido pela prefeitura da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A abertura seria um coquetel com figurões, políticos e os artistas expositores, então eu chamei alguns amigos e fomos nos embebedar de graça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá pelas tantas me apareceu um homem puxando papo. Ele pediu que eu fosse ver seus trabalhos. Fui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eram pinturas abstratas em acrílica e eu nunca tive dom pra entender e apreciar aquele tipo de abstração. Dei minhas opiniões, ele gostou, descobrimos afinidades artísticas e filosóficas, fizemos amizade e, antes do fim da noite já tínhamos combinado criar juntos uma série de pinturas semi-abstratas de temática erótica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na hora de colocar as idéias em prática e começar a produzir as pinturas nos deparamos com o problema da falta de uma modelo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se a cabeça do cara não estivesse cheia de segundas intenções, talvez ele tivesse aceitado minha sugestão de contratar umas prostitutas. Como a cabeça do cara estava cheia de segundas intenções, ele sugeriu que a modelo fosse sua esposa e por mim, tudo bem. Meu interesse era a arte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi pela arte que, na primeira sessão, depois de ter esboçado algumas coisas e começado a primeira tela, eu topei posar pra um quadro sobre sexo oral que meu colega tinha planejado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi pela arte e só pela arte, que eu suportei ficar inerte por mais de uma hora tendo contato íntimo com uma desconhecida casada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi tão somente pela arte que eu aceitei posar em meia dúzia de outras posições pra meia dúzia de outros esboços em grafite.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É claro que, depois disso tudo, arte era a última coisa que me passava pela cabeça. A essas alturas eu já tinha sacado que era a vítima pueril de um casal fetichista. Já tinha sentido e passado por cima de todo e qualquer pudor. Já tinha superado todo o pânico e transcendido o que eu achava normal, moral, sensual e aceitável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Terminado o espetáculo pornográfico encenado pra platéia de um homem só, fui embora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os quadros inacabados ficaram lá. Meu conjunto de tintas ficou lá. Os esboços ficaram lá. Minha inocência também. Nunca mais voltei pra buscar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2527677729785344946?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2527677729785344946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2527677729785344946' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2527677729785344946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2527677729785344946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/tudo-pela-arte.html' title='Tudo pela arte'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5284431572184055149</id><published>2009-09-17T06:41:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T06:58:07.334-07:00</updated><title type='text'>A mulher quando quer, ninguém segura.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Ela ligou e eu atendi. Era a Jane, colega de classe da minha irmã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Coisa de umas semanas antes eu tinha ouvido falar dela pela primeira vez. A guria tinha me visto zanzando pela escola num dia qualquer em que eu não tinha nada melhor pra fazer e tinha ido lá falar oi pra uns amigos. Disseram que ela me viu e ficou interessada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já passava das oito da noite e, como minha irmã não estava em casa começamos a conversar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jane parecia ser bastante interessante, era inteligente, falava bem, tinha bom humor e um sotaque paulistano forte. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre achei muito sexy meninas com sotaque paulistano, aquele jeitinho de entortar o "n", o "r" tremido... marcamos um encontro aquela noite mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando nos encontramos vi que a guria não era tão sexy quanto parecia ao telefone mas, como ainda assim era bastante inteligente, falava bem, tinha bom humor e um sotaque paulistano forte, gostei dela e acabamos ficando amigos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela começou a fazer os trabalhos de escola com minha irmã, frequentava minha casa, fez amizade com meus pais, nos convidava a passar fins de semana em sua casa à beira da represa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A guria me passava cantadas desconcertantes, inflava meu ego, mandava caixas de trufas de presente, escrevia bilhetes picantes nos meus cadernos de rascunho e, um dia, mandou entregarem um buquê gigantesco de lírios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A maior surpresa, porém, ainda estava por vir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa tarde, quando eu ia pro curso de francês, encontrei com Jane e uma multidão de seus colegas de classe. Fui abraçá-la como sempre fazia e, de repente, a guria enlaçou meu pescoço com os braços e roubou-me um belo dum beijo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A multidão começou a aplaudir e como o constrangimento já estava pago e o beijo, no fim das contas, foi muito bom, agarrei-a e retribuí.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas semanas que seguiram, tivemos um caso recheado de trufas, buquês, ótimos beijos, finais de semana na rede à beira da represa e bate-papos divertidíssimos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O dia em que acabou foi tão constrangedor quanto o dia em que começou. Mas isso é história pra outro post.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5284431572184055149?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5284431572184055149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5284431572184055149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5284431572184055149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5284431572184055149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/mulher-quando-quer-ninguem-segura.html' title='A mulher quando quer, ninguém segura.'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-230725211369461068</id><published>2009-09-16T05:46:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T05:51:04.951-07:00</updated><title type='text'>Escorpião</title><content type='html'>&lt;div&gt;Ela era de escorpião. Terceiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;decanato&lt;/span&gt; de escorpião. Se chamava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Josie&lt;/span&gt;. Mas até então eu não sabia disso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sabia que ela era lânguida feito um lince, tinha longos cabelos negros, pernas compridas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;quadris&lt;/span&gt; esguios, boca grande, lábios finos, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;hipnotizante&lt;/span&gt; ar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;i&gt;blasé&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;, postura de modelo e olhos de sono que não saíam de cima de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei pensando que ela tivesse me achado esquisito, que se abismara com minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;feiúra&lt;/span&gt;, que estivesse tirando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sarro&lt;/span&gt;. Nada disso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela me queria e como eu não fora capaz de perceber por conta própria, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Josie&lt;/span&gt; fez com que uma amiga viesse me dizer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era a festa de aniversário de um dos meus irmãos mais velhos. Uma festa regada a álcool, drogas e rock'n &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;roll&lt;/span&gt;. Estávamos todos loucos, bêbados, surdos pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Led&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Zeppelin&lt;/span&gt; que arrebentava guitarras e baterias no aparelho de som. Tinha chovido e nós mal percebemos. Tinha irrompido a maior tempestade que o estado de São Paulo sofrera em décadas e as ruas estavam cheias de lama, galhos e troncos de árvores derrubados pelo vento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tempestade tinha virado a cidade do avesso e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Josie&lt;/span&gt; tinha revirado sua língua na minha boca. Tinha desalinhado meu cabelo, amarrotado minha roupa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tempestade tinha encharcado as ruas e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Josie&lt;/span&gt; tinha me deixado empapado de suor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tempestade tinha lambido as copas das árvores, os telhados das casas e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Josie&lt;/span&gt; tinha lambido minha pele e deixado marcas roxas no meu pescoço. Vergões nas minhas costas e saliva nos meus ouvidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte, a cidade se recuperava do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;prejuízo&lt;/span&gt; causado pelo tornado e eu tentava me recuperar do furacão que tinha me acometido aquela menina de escorpião.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-230725211369461068?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/230725211369461068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=230725211369461068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/230725211369461068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/230725211369461068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/escorpiao.html' title='Escorpião'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3860807209344293773</id><published>2009-09-07T17:31:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T17:37:06.055-07:00</updated><title type='text'>Letícia</title><content type='html'>&lt;div&gt;Tinha tudo pra ser perfeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu era jovem, romântico, apaixonado. Todas as tardes arranjava um tempo e ia buscá-la na academia. Às vezes eu a levava até em casa buscando caminhos alternativos pra que ninguém nos visse e pra que levasse mais tempo até chegarmos. Às vezes ela inventava alguma mentira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;pros&lt;/span&gt; pais e íamos pra uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;pracinha&lt;/span&gt; linda que havia ali perto, cheia de árvores, chão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;paralelepípedos&lt;/span&gt; e canteiros com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;lírios&lt;/span&gt; amarelos. Nos sentávamos no banco - eu de frente pra ela - e enlaçava meus dedos nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cachinhos&lt;/span&gt; dos seus cabelos loiros, rindo sem conseguir escutar nenhuma palavra do que ela dizia, tão hipnotizado eu estava pelas sardas em seu rosto. Pelos seus olhinhos verdes que quase fechavam quando ela sorria com aqueles lábios finos. Um sorriso tão bobo, tão pueril, tão encantador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela era linda, fresca, pura. Jogava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;hand&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;ball&lt;/span&gt;, fazia dança-do-ventre, tinha a voz rouca, ficava meio dura quando eu a beijava, meio sem jeito. Ela gostava de tirar meus anéis e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;vesti&lt;/span&gt;-los em seus dedos só pra ver o quanto ficavam largos. Não sabia nada de nada e eu tinha de ensiná-la os nomes das constelações, corrigir as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;concordâncias&lt;/span&gt;, discorrer sobre quem era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Modigliani&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu a escutava reclamar da vida e de problemas tolos e achava graça porque sabia que, de tudo, aqueles eram os menores problemas que ela teria na vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós andávamos de mãos dadas, mas só quando não tinha ninguém por perto. E quando eu ia em sua casa visitar sua irmã (que era minha amiga), trocávamos olhares cúmplices e disfarçados. Sentávamos bem longe um do outro e quando eu pedia um copo d'água ela se oferecia imediatamente pra buscar. Eu a acompanhava até a porta da geladeira pra que - longe das testemunhas - nos beijássemos um pouco. Depois conversávamos alto pra parecer que nada tinha acontecido. Ríamos e voltávamos pra sala.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela escondia furtivamente fotos e cartas de amor nos bolsos da minha mochila e quando eu chegava em casa lia os papéis e os guardava entre as roupas da gaveta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tinha acabado de receber a dispensa do serviço militar, era cinco anos mais velho que ela, ganhava pouco como auxiliar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;borracheiro&lt;/span&gt; mas gastei um terço do meu salário numa camisa e outro terço num par de brincos de imitação de topázio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes que eu pudesse lhe entregar o presente, sua irmã mais velha - minha amiga - cheia de cólera e ciúmes por descobrir que estávamos namorando me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;dedurou&lt;/span&gt;. Contou pra minha amada que ela também tinha um caso comigo e que, além disso, eu tinha uma noiva em Minas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os brincos nunca saíram da minha gaveta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tinha feito um desenho em que nós dois nos abraçávamos na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;pracinha&lt;/span&gt; cheia de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;liríos&lt;/span&gt;. Ela nunca viu o desenho. Nunca mais atendeu meus telefonemas e mandou que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;recepcionista&lt;/span&gt; da academia não me deixasse entrar. Nunca mais olhou no meu rosto. Mudava de calçada se me visse na rua, fazia de conta que não me conhecia. Devolveu meus bilhetes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu sentia mágoa. Menos por tê-la perdido e mais por tê-la perdido sem ter tido a chance de sequer tentar me explicar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, todas as tardes eu me escondia no banheiro da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;borracharia&lt;/span&gt; pra chorar enquanto escutava a torneira da pia pingando o nome dela: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Letícia&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Letícia&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Letícia&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Letícia&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Letícia&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3860807209344293773?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3860807209344293773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3860807209344293773' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3860807209344293773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3860807209344293773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/leticia.html' title='Letícia'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2834580167685171937</id><published>2009-09-04T08:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T05:42:17.280-07:00</updated><title type='text'>Memórias</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dizem (embora eu não acredite) que nos últimos suspiros, pouco antes de entregar os pontos pra morte a gente relembra das coisas mais relevantes de nossa vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu era criança minha irmã mais nova tinha uma amiga que tinha uma irmã mais nova. Nós nos apaixonamos, eu e a irmã mais nova da amiga de minha irmã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha família morava num sítio lindo e todos os finais de semana essas duas irmãs iam passear por lá. Um dia, nadando no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;córrego&lt;/span&gt;, a menina deu um mergulho. Eu a acompanhei, segurei em seus braços e beijei seus lábios. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tinha uma amiga de escola por quem eu era apaixonado na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;adolescência&lt;/span&gt;. Ela tinha namorado (mais velho, mais alto e mais forte que eu). Todos os dias ela vinha até minha sala durante o intervalo e ficávamos conversando. No fim do intervalo ela ia embora e só voltava no dia seguinte. Todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia ela deixou de aparecer e só voltou depois de um mês. Durante aquele mês de ausência eu senti tanto a falta dela, senti tanto medo que ela nunca mais voltasse que, no dia em que ela voltou, depois de acabado o intervalo eu segurei-a, olhei em seus olhos e disse: "Eu te amo!" Foi a primeira vez que eu disse aquilo pra alguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu estudava à noite e estava sentado na calçada da escola, esperando que meu pai viesse me buscar pois minha bicicleta estava no conserto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha aula tinha acabado mais cedo naquele dia e minha namorada tinha ido embora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2008/12/eu-matei-minha-alma-gmea.html"&gt;Lúcia&lt;/a&gt; tinha aula normal mas, me vendo ali, resolveu fazer companhia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Éramos inseparáveis. Ela era minha melhor amiga e eu estava prestes a me mudar de Minas pro estado de São Paulo. A perspectiva da separação vinha nos deixando arrasados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquela noite eu olhei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pros&lt;/span&gt; olhos de Lúcia, agarrei em seu pescoço e beijei-a na boca como se nunca mais fôssemos nos ver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tinha uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;guria&lt;/span&gt; por quem eu sentia tesão. Depois de umas semanas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;xaveco&lt;/span&gt;, uma noite rolou o beijo. Eu esperava pelo beijo, só não esperava que fosse um beijo tão bom.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A boca da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;guria&lt;/span&gt; era simplesmente a boca mais macia, suave, quente, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;húmida&lt;/span&gt; e safada que eu já tinha beijado até então. Por alguns segundos o tempo parou, eu entrei em êxtase, fui até o paraíso e voltei. Nunca tinha me ocorrido que um reles beijo pudesse gerar sensações tão fortes e alucinantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu estava trabalhando numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;borracharia&lt;/span&gt; e namorava uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/leticia.html"&gt;guria&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; bem mais nova que eu. Ela era irmã da menina do parágrafo logo acima e tinha sido um pequeno milagre que me aconteceu. Ela era doce, linda, meiga, amorosa, pueril, sensível e tinha o beijo parecido com o da irmã mais velha. Era perfeita! Realmente um presente dos céus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma tarde, saindo do trabalho, as mãos cheias de calos, graxa e pó de borracha, o rosto salgado de suor, encontrei com ela que estava a caminho de sua aula de dança do ventre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conversamos um pouco e eu disse que queria beijá-la mas estava tão sujo que nem tinha coragem. Antes que eu terminasse de falar ela me puxou pela camiseta e deu-me um beijo demorado, molhado e cheio de paixão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de ter beijado pela primeira vez a boca da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/10-de-dezembro-de-2003.html"&gt;Léa&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; e de ter me certificado de que ela estava perfeitamente consolada, resolvi ir embora. Quando eu estava pra atravessar o portão,lembrei que tinha deixado minha blusa em cima do sofá e voltei pra buscar. Ao chegar na porta, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Léa&lt;/span&gt; estava lá me esperando já com a blusa na mão. Antes de me devolver, ela cheirou a blusa e sorriu. Aquilo me apaixonou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na segunda vez que encontrei a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Renata&lt;/span&gt; tínhamos marcado de ir no cinema. Eu ainda estava inseguro sobre qual seria o momento certo de beijá-la de novo e temia que ela pudesse não querer. No meio da sessão, deixei que minha mão caísse sobre a dela e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;guria&lt;/span&gt; se pôs a acarinhar minha palma com seu polegar. Foi quando eu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;suspeitei&lt;/span&gt; pela primeira vez que aquilo daria bem mais que um mero &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;affair&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2834580167685171937?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2834580167685171937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2834580167685171937' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2834580167685171937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2834580167685171937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/memorias.html' title='Memórias'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-4128388127502501420</id><published>2009-09-03T07:31:00.000-07:00</published><updated>2009-09-03T14:17:38.721-07:00</updated><title type='text'>Óleo de Amêndoas Paixão</title><content type='html'>&lt;div&gt;Das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;gurias&lt;/span&gt; que passaram pela minha vida, nenhuma foi tão responsável pela construção do meu gosto para mulheres quanto a Angélica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela era sobrinha de uma amiga da juventude de minha mãe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo final de ano, quando viajávamos pra cidade em que minha mãe crescera, eu me encontrava com Angélica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu mal sabia escrever e já tinha um tesão por ela. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;guria&lt;/span&gt; era uma coisinha desengonçada, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;raquítica&lt;/span&gt;, cabeluda e de voz estridente. Mas eu a adorava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais de 8 anos depois eu tinha 14 e minha família se mudou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;praquela&lt;/span&gt; cidade e, depois de muito tempo, reencontrei inesperadamente minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;paixonite&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;platônica&lt;/span&gt; de infância.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Angélica estava agora com 16 anos. Suas coxas tinham engrossado, os peitos crescido, sua boca tinha tornado-se um pecado carnudo e vermelho, sua voz  suave. O cabelo continuava a mesma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos tornamos amigos imediatamente. Ela ia sempre em casa, conversávamos sobre sexo, eu lia meus textos e poemas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;adolescentóides&lt;/span&gt; e ela me falava sobre coisas da vida que eu (submerso em meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;mundinho&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;nerd&lt;/span&gt;) desconhecia como, por exemplo, o fascinante conceito de "ficar".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Poder beijar e usufruir do corpo de uma pessoa sem maiores compromissos era uma ideia que nunca tinha me ocorrido e que soou linda e mágica. Quase divina! E agora que eu tinha aprendido, tudo o que eu queria era "ficar" com Angélica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela sabia disso. Me seduzia, brincava a respeito, provocava, achava tudo bem quando eu ameaçava roubar-lhe um beijo enquanto dormisse. Mas eu só ameaçava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso não mudou no decorrer dos 18 meses em que moramos na mesma cidade. Angélica foi tornando-se meu modelo de mulher ideal. Eu gostava das roupas que ela vestia, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;jeans&lt;/span&gt; justos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;blusinhas&lt;/span&gt; leves e rendadas, batas românticas, aquela imensa cabeleira negra, ondulada e incontrolável, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;batons&lt;/span&gt; super vermelhos, os olhos grandes, o perfume...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois eu me mudei. Cresci. Deixei de ser tão moleque e tão tímido. Numas férias, fui sozinho pra cidade e a primeira pessoa que visitei foi ela: minha musa morena. Minha própria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Sônia&lt;/span&gt; Braga.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conversamos por horas a fio sobre milhões de assuntos e quando vez por outra nos tocávamos, brotava uma faísca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;elétrica&lt;/span&gt; que espalhava um desejo absurdo por nossos corpos, arrepiando a pele e deixando a boca cheia de saliva, as pupilas dilatadas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a avó de Angélica inocentemente me convidou a pernoitar por ali eu não hesitei em aceitar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois do banho, Angélica veio assistir televisão usando um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;camisetão&lt;/span&gt; comprido, desses de flanela e pôs-se a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;besuntar&lt;/span&gt; as coxas e os braços com Óleo de Amêndoas Paixão enquanto ria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;displicentemente&lt;/span&gt; de alguma cena da novela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os velhos foram dormir cedo como dormiam (pra nossa sorte) todos os velhos e a madrugada foi só nossa. E foi cheia do perfume inebriante daquele óleo, de respirações ofegantes e línguas molhadas ao pé do ouvido, de arranhões na pele, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;chupões&lt;/span&gt; nos pescoços, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;virilhas&lt;/span&gt;, seios, peito, costas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;lingeries&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;semi&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;transparentes&lt;/span&gt; pelo chão, fios de cabelos presos em suor, marcas de dentes nos ombros e felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A felicidade que só a saciedade de uma fome de anos pode &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;proporcionar&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;                                                                     ....................&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois disso fui embora. Eu e Angélica nunca mais nos falamos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só sei que ela se casou, tem pelo menos um filho e durante anos, muitas das minhas namoradas tiveram de usar Óleo de Amêndoas Paixão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-4128388127502501420?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/4128388127502501420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=4128388127502501420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4128388127502501420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4128388127502501420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/oleo-de-amendoas-paixao.html' title='Óleo de Amêndoas Paixão'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-4753907477342445593</id><published>2009-09-02T19:23:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T19:28:28.489-07:00</updated><title type='text'>Diálogo 05</title><content type='html'>_Por quê que você é assim?&lt;div&gt;_Assim como?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Assim, canalha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_???&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Por quê é que você fica comigo se você tem uma noiva?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Bom... Em parte porque você consente. E também porque eu gosto muito de você e gosto muito da minha noiva. Porque ela tem um pouco de tudo o que eu espero numa mulher ideal e você tem mais um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Quer dizer que eu e ela juntas somos a sua "mulher ideal"?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Não. Mas chegam beeeem perto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-4753907477342445593?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/4753907477342445593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=4753907477342445593' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4753907477342445593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/4753907477342445593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/dialogo-05.html' title='Diálogo 05'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1576847333308628055</id><published>2009-09-01T09:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-01T09:16:20.361-07:00</updated><title type='text'>Lustrando os Cornos</title><content type='html'>&lt;div&gt;Em se tratando de relacionamentos amorosos quase nada é certo e absoluto. Tudo é variável!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exceto isso: "um dia você será corno".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode parecer triste, pode soar fatalismo mas é fato. Pelo menos uma vez na vida você se verá lustrando os chifres.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tive muitas namoradas e é possível que pelo menos metade delas tenha ornado minha cabeça de alguma forma. Nunca vi nada. Nunca soube de nada. Pra falar a verdade, nunca tive sequer desconfianças.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exceto uma vez. Exceto com uma garota. Exceto no meu casamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta ocasião eu tive minhas suspeitas. Fiz minhas investigações. Descobri os fatos. E pela primeira vez na vida me vi - comprovadamente - corneado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É incrível a sensação de impotência que se tem. Sentir-se ultrajado, enojado, traído, roubado, humilhado, conspurcado, reduzido, envergonhado, abandonado, ferido e milhões de outros adjetivos nada agradáveis que eu poderia perder horas escrevendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você se sente tudo de ruim. O lixo do mundo. A escória dos homens.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E depois você sente raiva. Pensa em comprar um 38. Substitui a ideia do 38 pela ideia de um punhal pra tornar tudo mais lento e doloroso pra quem quer que seja a vítima da sua fúria (o cônjuge traidor, o amante ou os dois).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois você pensa em perdoar. Depois você pensa em sexo. Pensa no corpo que era seu sendo desfrutado por outro macho e isso te dá nojo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensa nas nuances, nos pequenos detalhes, nas piadas internas, em tudo de corriqueiro e lindo que foi sendo construído ao longo dos anos, sendo jogado fora em favor de uma noite de frivolidades sexuais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então você abandona a ideia de perdoar e volta a ter raiva. Mas agora uma raiva diferente. Controlada. Calculista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você arquiteta uma vingança. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E mesmo que você nunca execute a vingança, você a arquiteta nos menores detalhes. Seu desejo é retribuir toda a humilhação sentida. Tentar fazer com que a pessoa perceba quão grave foi o crime. Fazer com que a pessoa lamente ter cometido esse erro. Fazer com que a pessoa sofra pra que você se sinta menos injustiçado. Menos roubado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É claro que não funciona.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A única coisa que funciona, a única coisa que resolve realmente é o tempo. Diferente do prazer a dor não deixa sabor residual. Tão logo a dor se vá, vai com ela a lembrança da dor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois disso, você pode até não perdoar, mas também já não liga tanto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E com relação ao corno, a melhor parte é que só o primeiro dói realmente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois da primeira vez, você já não sofre tanto se for traído uma segunda. Ou melhor dizendo: se DESCOBRIR que foi traído uma segunda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque o corno só existe se você sabe dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1576847333308628055?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1576847333308628055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1576847333308628055' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1576847333308628055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1576847333308628055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/09/lustrando-os-cornos.html' title='Lustrando os Cornos'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1793263642210096570</id><published>2009-08-28T12:40:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T12:44:54.111-07:00</updated><title type='text'>Marina is on fire!</title><content type='html'>&lt;div&gt;Minha amiga Marina (nome fictício) casou-se cedo. Isso levando em conta que, na minha opinião, a idade certa pra casar é nunca!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O problema é que - apesar de meus conselhos em contrário - Marina casou-se com o primeiro homem de sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A maioria das mulheres já está razoavelmente equivocada quando casa-se com o "homem de sua vida"... quando casa-se com o "&lt;b&gt;primeiro&lt;/b&gt; homem de sua vida" o desastre é certo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aconteceu exatamente o que eu tinha previsto: pouco antes das bodas de açúcar Marina começou a querer botar mais pimenta em sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É patente que (nos tempos atuais de igualdade entre os sexos, quando as mulheres trabalham fora, têm seus carros, vão sozinhas pras baladas, fazem faculdade e estão expostas ao assédio de pessoas interessantes e bonitas pipocando por todos os lados) fica difícil não sentir - no mínimo - curiosidade de conhecer outros corpos, outras realidades, outras maneiras e estilos de se fazer sexo, de se beijar, de se amar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dependendo do quão intensamente essa curiosidade se manifeste, o mais provável é que ela deixe rapidinho de ser só uma curiosidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando uma guria como a Marina, dona de si, trabalhadora e inteligente, se submete ao absurdo de conhecer sexualmente um único homem e assume com este homem o compromisso da fidelidade, é óbvio que em algum momento ela vai desejar não mais cumprir com esse compromisso! É lógico que ela vai querer saber o que é outro homem (ou mulher) dentro dela!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É certo que isso vá acontecer! Exato como dois e dois são quatro!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois a Marina, em chamas, conheceu um moço interessante que a fez sentir o gostinho perigoso e excitante da pimenta queimando-lhe a língua. E adorou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguém pode culpá-la? I don't think so!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1793263642210096570?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1793263642210096570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1793263642210096570' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1793263642210096570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1793263642210096570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/marina-is-on-fire.html' title='Marina is on fire!'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-907816295805473688</id><published>2009-08-27T14:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T14:25:40.664-07:00</updated><title type='text'>Não entendo quem não se apaixone</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;Pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis a coisa mais incrível e fascinante, mais complexa e linda do mundo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu adoro as pessoas. Por isso não consigo entender, não consigo aceitar quem aja de forma casual, superficial... não consigo entender quem não se apaixona.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu me apaixono o tempo todo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada mulher inteligente, exótica, moderna que conheço, PAM! O coração dá um tranco! As artérias se expandem, a boca saliva, o cabelo se eriça e a adrenalina se derrama na veia!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quase nunca dou vazão a essa paixão. Deixo a pessoa ir embora, guardo na lembrança, sorrio e toco a vida. Mas à vezes não! Às vezes me faço ser visto, conhecido e (com sorte) consumido pela pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a coisa chega nesse estágio eu sinto a paixão - vivo a paixão com a intensidade do fogo de uma caldeira. Nada dura pra sempre e se o fogo uma hora acaba, que queime muito enquanto estiver aceso. Que consuma tudo. Que nada reste!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso não entendo quem se dê só um pouco, quem não se empolgue, não se entregue, não se jogue. Quem não sinta o medo de que ela não atenda a ligação, quem não sofra a dúvida se ela gostará do vinho. Quem não tenha receio de brochar na primeira transa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não entendo quem - estando apaixonado - não acorde já tendo de conter o ímpeto de pegar o telefone, tome o café pensando se ela gostaria de provar aquele sabor, tire o extrato do banco calculando se o saldo paga a conta do bom restaurante, do bom motel, do bom teatro, daquela jóia que você viu na vitrine e achou que combinaria com o pescocinho lânguido dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não entendo quem não queira guardar intacta a jaqueta que foi emprestada e ficou impregnada pelo perfume. Quem não fique ansioso pela resposta ao sms, quem não abra o messenger de 10 em 10 minutos pra ver se ela já está on-line.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não entendo e me recuso a aceitar quem não perca o apetite, o sono, o vôo marcado com uma semana de antecedência por causa de alguém que você conheceu há três ou quatro dias atrás e que te fez sentir-se vivo de novo. Fez sentir-se criança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um moleque ansioso que acorda cedo no dia 25 de Dezembro e olha embaixo da cama pra procurar o embrulho do presente de natal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não. Eu não entendo e me irrito com quem não vê o milagre que é ter permissão de inserir-se na boca e no sexo de um terceiro. Quem não percebe que é mágico encontrar alguém que dispare automaticamente suas sinapses. Quem não note o inusitado de alguém estimular seu cérebro a se embebedar de feniletilamina. Quem não sinta o quão sagrado é ansiar dividir sua vida com alguém que - até agora a pouco - nem existia pra você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu me apaixono. Muito, fácil, amiúde. Toda vez é a mesma coisa. E eu não me canso nunca!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-907816295805473688?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/907816295805473688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=907816295805473688' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/907816295805473688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/907816295805473688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/nao-entendo-quem-nao-se-apaixone.html' title='Não entendo quem não se apaixone'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-189391413402351401</id><published>2009-08-27T10:04:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T10:09:24.690-07:00</updated><title type='text'>Descompromisso</title><content type='html'>&lt;div&gt;Eu sempre busquei uma relação pra vida toda. Uma guria que pudesse me preencher a ponto de eu não precisar de mais ninguém. Mesmo quando eu me metia com garotas que não tinham nada a ver comigo, aquelas que você olha e pensa: "Tou fazendo o quê aqui?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo com essas garotas eu buscava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria um namoro sério, queria o compromisso, apostar que seria eterno. Eu queria constituir um patrimônio emocional, começar a montar minha família. Queria uma esposa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também não sei porque um moleque como eu, entre 18 e 25 anos buscava uma coisa absurda dessas! Mas eu buscava. Buscava tanto que acabei morando três anos e meio com uma guria, logo depois de cancelar - com outra garota - um casamento a três meses de acontecer!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está aí a máxima que não me deixa mentir: "Quem procura acha!" e depois disso satisfiz minha sanha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na relação seguinte eu não queria nada. Estava na onda da farra, da solteirice recém conquistada, do descompromisso, na onda da putaria!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pela primeira vez na vida eu não tinha expectativas, não tinha cobranças... só a doce e leve paixão. Sem torcida pra relação durar a vida toda, sem ansiedade pra dizer ou ouvir "eu te amo", sem brincar de escolher o nome do filho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só havia a leveza de jantares animados, noitadas de sexo e prosecco, sessões de cinema nas quartas, beijos molhados de quinze minutos, compras em shoppings nos domingos, DVDs aos sábados, shows de rock regados à álcool e drogas, presentes sem data marcada...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aprendi a ser leve. Aprendi tão bem que estou nessa onda há dois anos. Com a mesma pessoa! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-189391413402351401?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/189391413402351401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=189391413402351401' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/189391413402351401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/189391413402351401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/descompromisso.html' title='Descompromisso'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-457508416470582750</id><published>2009-08-21T10:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T10:46:00.508-07:00</updated><title type='text'>Diálogo 04*</title><content type='html'>&lt;div&gt;Ela: "E tu? Separou por que?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele: "Não sei. Ficou Chato."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela: "De repente?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele: "Não. Aos poucos. Acho que é sempre assim: acontece aos poucos e...  a gente percebe de repente."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(*) Diálogo extraído do curta-metragem "O sanduíche" do (meu herói) Jorge Furtado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-457508416470582750?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/457508416470582750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=457508416470582750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/457508416470582750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/457508416470582750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/dialogo-04.html' title='Diálogo 04*'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3715066993071087805</id><published>2009-08-19T06:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T06:37:42.904-07:00</updated><title type='text'>Jiló</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;uando eu postei o texto &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/lasanha.html"&gt;"Lasanha"&lt;/a&gt; na semana passada, eu disse que às vezes estar dentro do modelo tradicional de relacionamentos, em que você promete fidelidade (embora quase nunca cumpra) e busca passar anos com aquela mesma pessoa (esperando que dure a vida inteira, mas nunca dura), compara-se com amar lasanha e só comer isso pelo resto da vida!&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu amigo Lucas, sempre muito perspicaz fez um comentário, eu diria, assaz oportuno: &lt;i&gt;"Enquanto se tratarem de lasagnas, canelones, feijoadas, moranguinhos e até mesmo sanduiches de presunto, pode ser que até daria certo, mas e quanto aos jilós, jacas, tofus e cupuaçus? Acho que o amigo do primeiro exemplo deveria se sentir um jiló namorando uma macarronada e não estava se sentindo bem nesse rodízio."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu ia escrever um post dizendo o que acho, mas nem precisei. Uma guria muito mais inteligente, competente e com nome de coisa viciante já fez isso. E de forma magistral!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim sendo, abstenho-me a somente publicar o link pro texto e blog dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Divirtam-se: &lt;a href="http://www.bebendo.com.br/2009/04/muita-areia-pro-meu-caminhao.html"&gt;"Muita areia pro meu caminhão."&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3715066993071087805?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3715066993071087805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3715066993071087805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3715066993071087805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3715066993071087805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/jilo.html' title='Jiló'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1238120165517446407</id><published>2009-08-18T06:09:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T06:14:55.778-07:00</updated><title type='text'>Fazendinha</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;uando eu morava no sítio uma das coisas de que mais gostava era brincar de fazendinha!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu escolhia um canto qualquer do quintal e ali erigia a miniatura de um latifúndio: construía a casa sede em papelão, montava o curral com varetas, cavava um poço, fazia um mata-burros, estendia as cercas usando galhos e barbantes de náilon ou algodão, pavimentava os acessos aos pastos... cheio de prazer e meticulosidade eu planejava o funcionamento de tudo, transpunha as possíveis dificuldades que o terreno escolhido pro empreendimento me propunha e perdia ali tardes e mais tardes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levava uma semana ou mais até que tudo estivesse perfeitamente consolidado e pronto pra funcionar. Neste momento eu abandonava tudo, escolhia outro canto do quintal e começava a erguer outra fazendinha, mais complexa, maior e mais sofisticada que a primeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A graça era construir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de pronta, a fazendinha de brinquedo não oferecia qualquer desafio. Não tinha mais encantos, não tinha mais problemas a resolver. Tudo funcionava perfeitamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu cresci e comecei a namorar a coisa continuou mais ou menos do mesmo jeito. Mas em vez de fazendinhas eu construía relações: escolhia uma menina, me fazia ser conhecido por ela, trabalhava pra criar empatia, conquistava sua amizade, depois seu desejo e por fim seu coração. Uma vez que a moça estava entregue, conquistada e apaixonada, perdia subitamente o encanto. Era hora de partir pra próxima!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o tempo, em vez de conquistas eu fui colecionando desafetos. Percebi que havia alguma coisa errada no modo com eu fazia as coisas. As construções eram erigidas mas ruíam quando eu começava a erguer outros alicerces.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi então que eu percebi que o processo de conquista não acaba quando a pessoa se apaixona por você. O processo não acaba nunca!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conquistar o coração de uma pessoa envolve cuidado e manutenção constantes. Cada dia é o momento de erguer um pavimento ou consertar uma rachadura, refazer a pintura que desbotou, tratar as possíveis infiltrações... zelar pra que aquilo não se desfaça como os prédios do juiz Lalau. Lembram-se dele?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma relação começa todo dia. A cada dia que se beija, que se diz bom dia, toma-se o café juntos, discute-se as despesas do mês, compra-se a cortina nova, viaja-se pra ver os pais, reserva-se um chalé em Campos do Jordão, penteia-se os cabelos, aluga-se um DVD, empresta-se um dinheiro, conta-se um segredo, escreve-se um bilhete no guardanapo, esconde-se um presente no fundo do guarda-roupas, escolhe-se um brinco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma relação começa todo dia quando você acorda irritado com o zunido cricri do despertador, abre os olhos com dificuldade e vê o rosto dela afundado no travesseiro fofo, com os cabelos pretos cobrindo metade do rosto e ela te sorri, com os olhos inchados e diz: "Eu amo você."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1238120165517446407?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1238120165517446407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1238120165517446407' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1238120165517446407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1238120165517446407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/fazendinha.html' title='Fazendinha'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2684438851916043797</id><published>2009-08-17T05:31:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T11:18:53.321-07:00</updated><title type='text'>O próximo é sempre o melhor</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;u tive uma amiga chamada Taty que era uma mulher como poucas que conheci.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era forte, inteligente, dona de si. Tinha confiança, determinação, vaidade, um ofício que amava, sua própria casa, gostava de festas, perfumes, flores. Gostava de dançar, de comprar roupas novas e de dar presentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tinha namorado e nem queria. Preferia não atrelar-se a ninguém. Preferia seus eventuais affairs, os homens que lhe faziam companhia, que lhe faziam amor e depois voltavam pra suas casas, pra suas vidas e - às vezes - pra suas esposas previsíveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela não fazia tipo. Era autêntica. Amava-se acima de tudo e amava seu estilo de vida. Era uma guria a quem nunca se via triste ou amuada, o sorriso era sua constante. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando falava de seus amantes ela usava uma frase que, na época eu achava só engraçada mas depois vi que tinha peso, filosofia. Tinha razão de ser a aplicava-se a tudo na vida, não só a amantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu era noivo da &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2008/12/eu-matei-minha-alma-gmea.html"&gt;Lúcia&lt;/a&gt;, achava que a mulher que eu tinha escolhido pra companheira era a mais perfeita que poderia encontrar. Achava que ninguém mais no mundo poderia me entender e me completar tão bem quanto aquela pequena e doce ariana. Até conhecer a &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/10-de-dezembro-de-2003.html"&gt;Léa&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passei anos crendo que a Léa era um presente. Um milagre que me foi concedido pra descobrir meu lugar no mundo e me ajudar a crescer, me ajudar a sair da adolescência. Até que tudo acabou e eu fiquei sem chão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então conheci a Renata que me mostrou que a minha força era maior do que eu pensava. Que o mundo não era rude e pesado como eu via e que o amor não pede nada em troca. Ele só dá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De lá pra cá eu mudei de cidade, de emprego, de ofício, de filosofia de vida, mudei minhas roupas, minhas gírias, voltei a ser jovem. Mudei de vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mudei pra uma vida bem melhor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Taty sempre dizia isso e eu nunca tinha notado. A Taty não tinha medo do novo enquanto eu tentava sempre manter tudo estável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Taty falava dos amantes e dizia: "O próximo é sempre o melhor" e eu achava que ela falava só dos amantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2684438851916043797?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2684438851916043797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2684438851916043797' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2684438851916043797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2684438851916043797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/o-proximo-e-sempre-o-melhor.html' title='O próximo é sempre o melhor'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-7562705767468614328</id><published>2009-08-15T10:32:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T09:01:30.413-07:00</updated><title type='text'>10 de Dezembro de 2003</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;em uns momentos na vida em que nos sentimos solitários, vazios, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;vilipendiados&lt;/span&gt;, pobres e abandonados. Momentos em que tudo o que queremos é uma companhia boa, mansa e carinhosa. Uma palavra de amor que nos faça sentir que temos um lugar no mundo. Um abraço que nos faça perceber que somos amados. Um beijo que nos faça sentir que ainda somos desejados (e desejáveis).&lt;br /&gt;Eu tive centenas de momentos como esse, e quase sempre amanhecia o dia ainda sozinho. Então, quando a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;guria&lt;/span&gt; me olhou com aqueles olhos vermelhos e cheios de água, a boca levemente retorcida tentando segurar o primeiro soluço de um choro que, se viesse a faria desabar, as sobrancelhas arqueadas, as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;mãozinhas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;gorduchas&lt;/span&gt; postas sobre as coxas apertando-se num limiar de desespero. Quando ela me olhou implorando um abraço eu abracei sim. Mas também segurei em sua nuca com força e beijei-lhe a boca. Beijei pra mostrar que tudo podia melhorar. Que ninguém é o lixo que às vezes pensa ser. Que se por uma lado uma pessoa te abandona, por outro existe alguém que te acolhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava saindo do bar e indo pra casa numa quarta-feira à noite quando o celular tocou e era a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Léa&lt;/span&gt; namorada do Ricardo, um de meus amigos mais frequentes. Desde a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;adolescência&lt;/span&gt; as pessoas à minha volta usavam-me de conselheiro e aquilo já tinha se tornado quase rotina na minha vida. Mesmo sendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;cético&lt;/span&gt;, eu comecei a interpretar aquilo como um tipo de "missão divida" e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;atuava&lt;/span&gt; de forma tão séria quanto se fosse uma profissão. No telefone, a menina chorava porque meu amigo havia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;recém&lt;/span&gt; terminado o namoro com ela. Não pensei duas vezes: desviei meu caminho e fui até sua casa.&lt;br /&gt;Quando eu cheguei ela já estava mais calma. Os olhinhos um pouco inchados, as bochechas rubras, mas sorriu quando me abriu a porta.&lt;br /&gt;Não me ofereceu água nem nada pra comer. Só indicou um lugar no sofá e eu sentei. No outro sofá dormia sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/05/efemero.html"&gt;filhinha&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; de dois anos e meio, coberta por uma manta cor-de-rosa e uma chupeta imensa na boca.&lt;br /&gt;Começamos a conversar e ela me contou como foi a discussão com o Ricardo, de como ele parecia resoluto na decisão de abandoná-la e de como ela se sentira a mulher mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;incapaz&lt;/span&gt; de ser amada do mundo.&lt;br /&gt;Sua mágoa era grande porque o pai de sua filha havia lhe abandonado há pouco menos de um ano, trocando-a por outra. O Ricardo tinha sido sua primeira relação depois do fim de seu breve casamento e, apenas 3 meses depois, ele também lhe deixara pra trás.&lt;br /&gt;Eu falei sobre o que eu cria ser o mecanismo da vida. Sobre a força que ela tinha de ter pra cuidar de si e da filha. Mas naquele momento ela não tinha força alguma dentro de si.&lt;br /&gt;Meu coração se desfez vendo-a tão vulnerável, tão doce e tão seca de propósito.&lt;br /&gt;As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;bochechinhas&lt;/span&gt; rosadas. Os ombros caídos. Sua alma, tão pequena e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;despreparada&lt;/span&gt; pedindo socorro. Ela era tão nova pra já estar vivendo aquilo tudo... sozinha numa casa com uma criança de dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tirou uns fios dourados de cabelo que grudaram no rosto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;húmido&lt;/span&gt;, eu segurei sua mão, abracei sua nuca e suguei de sua boca todo o choro. Tentei tirar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;dali&lt;/span&gt; de dentro aquela dor que era demais. Tentei preencher aquele vazio com o que quer que houvesse dentro de mim. E o que tinha dentro de mim também era &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;fraqueza&lt;/span&gt;. Também era carência. E eu me apaixonei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-7562705767468614328?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/7562705767468614328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=7562705767468614328' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7562705767468614328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7562705767468614328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/10-de-dezembro-de-2003.html' title='10 de Dezembro de 2003'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2459519093788646528</id><published>2009-08-13T12:53:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T13:10:57.289-07:00</updated><title type='text'>Gerações</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;os anos 80 os jovens gostavam de maconha. O sexo era casual mas só rolava lá pelos 18, 19 anos. Alguns eram politizados, outros não. As festas chamavam-se "baile" e a música da vez era o punk rock. Principalmente o nacional. As meninas usavam calça jeans de cós alto e os cabelos eram repicados ou com permanente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No anos 80 a juventude era romântica, mas de um jeito pueril. Pensava-se em casamento, pensava-se em ter filhos mas não agora. Nem tão logo. Eram rebeldes, com ou sem causa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os jovens dos anos 80 inventaram o "ficar". Mas namoravam muito, embora cada namoro durasse muito, muito pouco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os meninos eram rudes. Mas não grossos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Juventude dos anos 80 fez faculdade de jornalismo, filosofia, sociologia e direito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje eles jogam poker, falam de putas e fumam maconha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos anos 90 os jovens gostavam de cocaína. Pra quem não tinha dinheiro servia até as versões menos nobres como a pasta de cocaína (o crack só viria um bocado depois). Rolava sexo casual mas as pessoas queriam que houvesse algo mais além de sexo. Queriam que houvesse amor, envolvimento, química... Os jovens dos anos 90 começavam a acostumar-se à camisinha e ainda tinham medo da AIDS (novidade trazida pelos anos 80).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os jovens dos anos 90 gostavam de dançar passinhos combinados. A música vigente era a Dance Music. Hoje conhecida pela alcunha depreciativa de "poperô".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar disso, a juventude dos anos 90 escutava muito Legião Urbana (banda oriunda dos 80 que acabou fazendo mais sucesso nos 90) e sonhava em casar, morar junto e ser como Eduardo e Mônica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Graças a isso os namoros duravam mais e foi inventada a "Aliança de Compromisso". Um objeto que antecipava a Aliança de Noivado que, por sua vez antecipava a Aliança de Casamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A juventude dos anos 90 fez faculdade de programação de dados, turismo, administração e publicidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje eles têm filhos antes dos 30.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos anos 00 os jovens gostam de ecstay. O som que se escuta é uma evolução pesada e ruidosa do Dance dos anos 90 e tem várias alcunhas complexas e específicas, variando conforme a temática, o peso e o público a que o som se destina. Alguns ainda gostam de Legião Urbana mas nem sabem disso: eles escutam músicas melosas de jovens dos anos 90 que escutavam as músicas melosas da Legião Urbana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para os jovens dos anos 00 "ficar" voltou a ser bacana e o que antes envolvia uns beijos e amassos, hoje envolve sexo (novamente corriqueiro, naturalmente com camisinha, sem estranhamento) e muitas vezes com pessoas do mesmo sexo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não se pensa em casamento. Não se pensa em ter filhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os amigos se fazem e se desfazem na velocidade de um clique de mouse. As bandas e músicas favoritas se fazem e desfazem na velocidade de um download em banda larga.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A moda se faz e desfaz. "Carpe Diem" é a filosofia de vida em voga.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A juventude dos anos 00 está começando a faculdade de artes-plásticas, desenho industrial, comunicação e moda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2459519093788646528?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2459519093788646528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2459519093788646528' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2459519093788646528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2459519093788646528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/geracoes.html' title='Gerações'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5169819464946303534</id><published>2009-08-12T21:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T21:11:32.110-07:00</updated><title type='text'>O Babaca</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;s pessoas nunca terminam pela razão certa. Normalmente a razão certa é aquilo que te faz começar a querer terminar. E outra razão qualquer te faz dar o pontapé definitivo. Aliás, o pontapé, muitas vezes, nem é definitivo já que a maioria dos casais termina e volta umas três vezes antes de terminar pela última.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tinha terminado pela razão mais idiota do mundo: ela tinha feito uma tatuagem e eu odiava mulheres com tatuagem. Aquilo me soava como uma pixação no corpo. Uma mácula. Parecia coisa de puta, ou de presidiário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A razão verdadeira: eu já namorava há dois anos, havíamos morado juntos a maior parte desse tempo e eu queria minha vida de volta pra mim. Queria minha individualidade de novo. Queria ter tempo de voltar a desenhar. Queria sair de balada com meus amigos headbangers, tomar absinto e levar a mina mais baranga pra casa achando que era a mais linda de todas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu queria dormir bêbado na rua, perder 500 contos num puteiro, sair da farra às oito da manhã e ir direto pro trabalho. Queria relembrar como é beijar pela primeira vez uma boca. Queria sentir a perna tremer e o medo de broxar na primeira foda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu queria relembrar como é difícil bolar argumento pra fazer o approach numa guria que você nunca viu antes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria chamar os amigos pra tomar cerveja, comer pizza e assistir a trilogia de Senhor dos Anéis em casa até o dia nascer...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em suma, eu queria fazer o que todo homem faz quando não é casado, quando não tem filhos, quando é jovem, quando é besta, quando ainda ganha pouco e tem tempo livre pra fazer nada construtivo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ninguém poderia dizer que eu estava errado. Eu era uma criança, tinha 23 anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas no interior o casamento, as relações duradouras são sim, considerados coisas importantes, coisas essenciais na vida de um homem, mesmo que o homem em questão seja ainda um moleque.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu encontrei quem me dissesse que eu era um babaca por ter terminado. Encontrei quem me dissesse que eu estava errado, e acabei voltando atrás. Só que, fazendo isso, descobri que ter voltado atrás foi a maior babaquice que eu poderia ter feito na vida!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5169819464946303534?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5169819464946303534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5169819464946303534' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5169819464946303534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5169819464946303534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/o-babaca.html' title='O Babaca'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1076599031057308491</id><published>2009-08-11T11:13:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T11:15:52.892-07:00</updated><title type='text'>Diálogo 03</title><content type='html'>Depois de uma noite de sexo meio-embriagado, um banho juntos, um misto-quente, um café preto e um Gatorade:&lt;div&gt;Ele: "Você vai me dar seu telefone?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela: "Você vai querer meu telefone?"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1076599031057308491?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1076599031057308491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1076599031057308491' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1076599031057308491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1076599031057308491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/dialogo-03.html' title='Diálogo 03'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2185189528844497499</id><published>2009-08-11T06:13:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T07:00:35.394-07:00</updated><title type='text'>Lasanha</title><content type='html'>&lt;div&gt;Minha colega tinha um relacionamento aberto com o namorado. Ela estava bem, satisfeita e feliz com essa forma de lidar com as coisas. Aparentemente, ele não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um amigo conheceu uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;guria&lt;/span&gt; e começaram a ter um caso. Eles não estavam atrelados, só curtindo bons momentos juntos. Até que começaram a namorar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não sei porque mas as pessoas insistem em apostar num modelo de relacionamento que torna cada uma das partes, propriedade da outra. Como se um casal tivesse de se bastar, como se - sendo um casal - eles tivessem de se fechar para o mundo. Isso não funciona!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conversando com minha namorada há uns bons meses atrás, falávamos sobre sentir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atração&lt;/span&gt; por outras pessoas. Falávamos da fidelidade como prega a igreja e de como é impossível não olhar pra ninguém na rua. Não sentir tesão por alguém que está passando...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu digo mais. Muito mais. É impossível não apaixonar-se por outras pessoas. Todos os dias conhecemos gente das mais diversas estirpes, filosofias, histórias de vida diferentes. Pontos de vista novos, manias estranhas... Tudo isso é simplesmente encantador. Essa gama de pessoas tão diferentes entre si e todas as possibilidades que cada pessoa oferece, tudo isso é muito valioso pra simplesmente deixar passar. Pra fingir que não é nada, que aquele alguém interessante que você acabou de conhecer não tem valor porque você já tem um namorado ou namorada!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O que me magoa é descobrir que eu não sou suficiente pra você!" Eu já ouvi essa frase ser proferida. E fiquei estarrecido. Imediatamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você não É mesmo!! Não é e não TEM de ser! Eu sou muito mais complexo que isso! Tenho muito mais desejos que isso! Tenho mais fome! Mais ambição. Tenho muito mais paixão! NINGUÉM TEM DE SER SUFICIENTE PRA NINGUÉM! Aliás... não tem como ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As coisas seriam muito mais simples e mais fáceis se esse conceito &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cristão&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;bobinho&lt;/span&gt; caísse por terra. Ninguém é dono de ninguém. E ninguém sozinho consegue satisfazer todas as necessidades &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;afetivas&lt;/span&gt; de ninguém!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensa bem! Você conseguiria viver a vida inteira se alimentando só de lasanha? Por mais que você adore lasanha e goste desse prato mais do que gosta de qualquer outro! Por mais que você deseje poder comer lasanha por toda a sua vida... você conseguiria passar a vida toda só à base de lasanha?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A analogia é tosca, eu sei. Mas é simples o suficiente pra que todo mundo entenda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2185189528844497499?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2185189528844497499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2185189528844497499' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2185189528844497499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2185189528844497499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/lasanha.html' title='Lasanha'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-13056274323615201</id><published>2009-05-29T20:41:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T23:12:21.821-07:00</updated><title type='text'>Efémero</title><content type='html'>&lt;div&gt;Quando eu era criança, bem criança e vivia num sítio, passava as tardes brincando sozinho, nadando no córrego, explorando as grutas e apagando as queimadas que os fazendeiros faziam nos sítios vizinhos, uma vez uma borboleta encanou de me seguir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra onde quer que eu fosse ela vinha atrás, pousava no meu ombro, voava ao redor da minha cabeça e eu me apaixonei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À medida em que o dia passava fui sendo tomado por um pavor terrível por saber que borboleta não serve como animal de estimação e que, quando a noite chegasse ela iria fazer o que quer que seja que as borboletas façam quando anoitece e certamente me abandonaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amor tem dessas coisas. Às vezes a gente está careca de saber que aquilo não tem como dar certo, que vai acabar e vai acabar mal. A gente sabe que mais cedo ou mais tarde vai perder aquela companhia porque, afinal de contas, aquilo não é nosso, não é pra ser nosso e que vai ser abandonado, vai ficar na merda, sozinho e sem consolo. A gente sabe que vai sobrar só a saudade e finge que mais importante do que ter, é ter a lembrança de ter tido. De ter vivido aqueles momentos efémeros e ser grato pela bênção de ter podido vivenciar isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A gente sabe. Mas mesmo assim toca adiante. Se envolve, se deixa levar, ama, se dôa. Mesmo assim a gente investe. Aposta na causa perdida, sonha e romantiza que pode haver uma solução, um milagre qualquer que vá evitar a perda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu me apaixonei por aquela &lt;a href="http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/08/10-de-dezembro-de-2003.html"&gt;garota&lt;/a&gt; que tinha uma filha eu sabia que a filha não era minha, que nunca ia ser mesmo que eu tivesse assumido pra mim a responsabilidade de ajudar a cuidar dela. Eu sabia que cedo ou tarde, por mais que eu a amasse e ela a mim, aquilo não tinha futuro. Mesmo que eu torcesse pra que o verdadeiro pai dela sumisse ou morresse ela ia continuar sendo filha dele e não minha. Mesmo que todo mundo fosse extremamente&amp;nbsp;relapso com relação a ela, minha atenção e cuidado, meu zelo não faria ela me ver como um pai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, enquanto eu organizava meus livros descobri entre as páginas uma foto que ela certamente escondeu pra que um dia eu encontrasse. É uma foto daquelas com roupinhas dos anos 20 que os fotógrafos vão vender nos jardins de infância. No verso, com canetinha azul, estava escrito naquela letrinha tosca e pueril: "Perini, eu te amo. Ass: julia"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-13056274323615201?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/13056274323615201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=13056274323615201' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/13056274323615201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/13056274323615201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/05/efemero.html' title='Efémero'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-178547966921608876</id><published>2009-04-29T20:58:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T06:59:07.081-07:00</updated><title type='text'>Diálogo 02</title><content type='html'>_Que saco! Por que será que todo cara interessante que eu conheço já tem namorada?&lt;div&gt;_Se você garantir que vai ficar comigo eu termino com a minha namorada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Você vai terminar com a sua namorada por minha causa? Não quero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Termino numa boa! Você é bem mais interessante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Ah é? E quando você achar alguém mais interessante que eu vai me trocar também?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_É bem provável. E o quê que tem? Qual é o problema? As pessoas insistem em querer acreditar que as coisas duram pra sempre. Nada dura pra sempre. Se a gente chegar no final e tiver colecionado boas lembranças já terá valido a pena. Só de termos nos conhecido e nos relacionado já terá valido a pena. Por que é que isso teria que durar demais? Pra que, no fim, os dois se sintam entediados? Prefiro que não. Prefiro que acabe cedo. Ou porque eu te troquei por outra, ou porque você me trocou. O que importa? Vai acabar mais cedo ou mais tarde. Então, que acabe bem. Que acabe no auge.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Tudobem. Pode terminar com a sua namorada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-178547966921608876?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/178547966921608876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=178547966921608876' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/178547966921608876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/178547966921608876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/04/dialogo-02.html' title='Diálogo 02'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5198158602883788255</id><published>2009-04-18T23:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T23:54:38.655-07:00</updated><title type='text'>Escolhas *</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 10px; font-weight: normal; white-space: pre; "&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/54bpONA8z0A&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/54bpONA8z0A&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;ELA:&lt;/span&gt; Estou indo.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELE:&lt;/span&gt; Sinto muito.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELA:&lt;/span&gt; Isso é irrelevante. Sente muito pelo quê?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELE:&lt;/span&gt; Por tudo.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELA&lt;/span&gt;: Por que você não me disse antes?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELE:&lt;/span&gt; Covardia. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELA:&lt;/span&gt; Como?... Como consegue?... Como você faz isto com alguém?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Ele tenta pensar numa desculpa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELA&lt;/span&gt;: Não é bom o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELE:&lt;/span&gt; Eu me apaixonei por ela, Alice.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELA:&lt;/span&gt; Oh, é como se você não tivesse escolha? Há um momento... Há sempre um momento, em que passa pela cabeça "eu devo fazer isso?", "não posso ceder", ou "eu posso resistir" E eu não sei quando esse momento veio pra você, mas você fez a sua escolha. Estou ido.&lt;br /&gt;Ele bloqueia a porta.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELE:&lt;/span&gt; Não é seguro lá fora.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELA:&lt;/span&gt; Ah, e é seguro aqui?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELE:&lt;/span&gt; O que você vai fazer com suas coisas?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELA:&lt;/span&gt; Eu não preciso dessas "coisas."&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELE:&lt;/span&gt; Pra onde você vai?&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;ELA:&lt;/span&gt; Sumir.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;*Tradução adaptada de um trecho da peça de teatro na qual baseia-se o filme Closer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5198158602883788255?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5198158602883788255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5198158602883788255' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5198158602883788255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5198158602883788255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/04/escolhas.html' title='Escolhas *'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5007551255728753582</id><published>2009-04-17T18:09:00.000-07:00</published><updated>2009-04-17T18:19:18.515-07:00</updated><title type='text'>Todo fim é um começo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ntão, um dia, eu saio do banho já de pijama, com os cabelos ainda pingando e vejo um papel cor-de-rosa dobrado, escrito na frente e no verso, deixado no meu lado da cama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela estava na cozinha preparando a mamadeira da filha dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentei e li só porque nós tínhamos desde o começo, o costume de deixar bilhetes de amor um pro outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não era um bilhete de amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela reclamava que eu vinha sendo muito rude com sua filha, dizia que sua cabeça andava confusa e descontente com tudo, que todo o tempo que eu levava trabalhando e estudando estava fazendo com que ela se sentisse vilipendiada e mais uma porção de etceteras. Concluía pedindo que eu tivesse a bondade de ir embora. Da casa que eu tinha ajudado a escolher e reformar. De sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não lembro o que eu falei quando ela veio pro quarto e viu que eu já tinha lido o bilhete. Não lembro o que ela respondeu. Lembro de ter jogado a aliança nela, de ter desejado que aquilo não estivesse acontecendo, de ter dado um soco na parede, explicado que o soco tinha sido na parede pra não ser em seu rosto, vestido uma calça jeans e uma camisa azul que ela odiava e de ter ido à pé até o centro, entrado num bar e tomado, sozinho, algumas cervejas enquanto pensava no que faria da minha vida dali pra frente, já que os últimos dois anos tinham sido gastos em prol daquela casa, daquela família e do bem estar daquela mulher.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com meu futuro recém-replanejado, voltei pra casa e dormi no chão da sala com o gato. No dia seguinte voltei pra casa da minha mãe. Fiquei por lá 5 meses. O tempo necessário até conseguir outra casa pra alugar, comprar a mobília e me instalar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando lembro disso sinto vergonha por ter sido tão emocional, vergonha por ter aceitado ela e a filha de volta depois de alguns meses, mas também sinto que foi nessa ocasião, enquanto eu tomava cerveja, que eu aprendi que na vida as coisas estão sempre recomeçando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5007551255728753582?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5007551255728753582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5007551255728753582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5007551255728753582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5007551255728753582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/04/todo-fim-e-um-comeco.html' title='Todo fim é um começo'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3672137520734017047</id><published>2009-04-15T17:39:00.000-07:00</published><updated>2009-04-15T17:41:29.131-07:00</updated><title type='text'>Unha Encravada</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;umilhação. Vergonha. Medo. Incerteza. Indecisão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por algum motivo que eu ainda desconheço, não posso ver alguma coisa dando certo, fluindo bem, sem qualquer entrevero que vou lá, meto minha mão esquerda e provoco o caos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois fico pelos cantos amuado que nem um adolescente idiota, sem saber o que fazer, sentindo essa ridícula auto-piedade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Confrontar minha fraqueza é terrível. Perceber que eu sou só humano é algo que sempre me destruiu por dentro. Eu e meus sonhos de grandeza, minha megalomania, minha certeza de conhecimento absoluto dos mecanismos do mundo, do minha imensa e infalível inteligência emocional, não aguentamos esses baques. Essas confrontações de realidade nua e crua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou orgulhoso, não gosto de me expor de verdade. Não meu lado feio, necrosado, dúbio e vil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquilo que eu sou quando ninguém está vendo é tão negro, tão feio, tão podre que não deveria ser mostrado. É exclusividade minha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É que nem aquela unha que encrava, inflama, cria pus, fica preta e causa ânsia de vômito nas pessoas, se você tirar o sapato em público.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes essa unha dói tanto, mas tanto que eu preciso tirar os sapatos pra dar uma aliviada. Mas depois que eu tiro e as pessoas vomitam a sujeira acaba sendo bem maior.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3672137520734017047?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3672137520734017047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3672137520734017047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3672137520734017047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3672137520734017047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/04/unha-encravada.html' title='Unha Encravada'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-6064943167137781205</id><published>2009-04-10T20:57:00.001-07:00</published><updated>2009-04-10T21:00:24.980-07:00</updated><title type='text'>Punheta</title><content type='html'>&lt;div&gt;"Sinceramente eu ando preferindo punheta."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;oi só quando eu disse isso que me toquei que tinha acabado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu estava com uns amigos numa mesa de boteco falando sobre mulheres, sobre nossas mulheres e sobre nossos relacionamentos com elas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu vinha arrastando aquela situação por muito tempo. A gente simplesmente se apega àquela condição. Se apega à relação mais até do que se apega à pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pessoa você quer ver longe. Fica rezando pra que ela demore a voltar da visita na casa da irmã, fica torcendo pra ter trabalho que te faça ficar até depois do expediente e, se não tem, vai pra um boteco com os amigos pra dar tempo de ela dormir e você chegar sem precisar ver ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas por algum motivo o coração se aperta quando você pensa em deixar tudo. Em simplesmente arranjar outra casa pra alugar, pegar tuas coisas, o gato que ela te deu e se mandar. Você se acostuma a cozinhar pra alguém, a reclamar dos gastos, pedir opinião sobre qual sapato usar naquele evento, contar a última merda que um cliente te pediu pra fazer, dar um beijinho no rosto antes de sair pro trabalho... e daí você vai tocando. Vai punhetando aquela relação que já não te traz mais nada e não tem nenhuma chance de trazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo que nada mais te dê tesão, mesmo que não haja mais novidade e você sinta que só está engordando no sofá e esperando o tempo passar o mais depressa possível pra chegar enfim o dia glorioso da sua morte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto mais tempo passa, mais difícil fica a convivência e mais difícil fica se livrar da convivência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas quando eu disse aquela frase eu vi que daquele mato não sairia mais coelho. Que a coisa mais interessante que poderia acontecer na minha vida era uma úlcera nervosa. E isso certamente traria mais gastos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Juntei minhas coisas e vim pra São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-6064943167137781205?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/6064943167137781205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=6064943167137781205' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6064943167137781205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6064943167137781205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/04/punheta.html' title='Punheta'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2455951495180528654</id><published>2009-04-06T17:35:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T17:47:44.151-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voyeur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no ônibus'/><title type='text'>Le Voyeur</title><content type='html'>Ela recostou a cabeça no vidro da janela do ônibus e ficou olhando a paisagem passar. Os lábios movendo-se um pouquinho, disfarçando a música que ia sendo cantarolada.&lt;div&gt;A mão pequenininha ajeitou o fone de ouvido. Uma mãozinha ossuda, as pontas dos dedos arredondadas e rosadas. Dedos compridos. Um anelzinho dourado bem fino no dedo médio esquerdo e só.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cabelo curtinho e repicado de um louro meio alaranjado, exótico. Rosto fino, nariz protuberante, olhos grandes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A boca era pequena, lábios estreitos, batom claro. Óculos escuros imensos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pescoço comprido. Bolsa de algodão cru. Um casaco preto e uma saia bordô, pregueada que ia até os joelhos. Brancos. Joelhos bem brancos com umas veias azuladas aparecendo. Bota de couro. Cano longo. Bem longo. Sem salto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela olhou na minha direção e eu disfarcei. Corri trocar a música do meu MP3.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2455951495180528654?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2455951495180528654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2455951495180528654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2455951495180528654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2455951495180528654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/04/le-voyeur.html' title='Le Voyeur'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-8061679828325934117</id><published>2009-04-06T17:27:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T17:34:43.433-07:00</updated><title type='text'>Diálogo</title><content type='html'>&lt;div&gt;Duas pessoas num barzinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;_Quando eu te conheci te achei muito interessante. Senti tesão imediatamente.&lt;div&gt;_Mentira!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Verdade. Voltei pra casa pensando no quanto eu queria te comer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_"Queria"? Não quer mais?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;_Depende. Seu lençol tá limpo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-8061679828325934117?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/8061679828325934117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=8061679828325934117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/8061679828325934117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/8061679828325934117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/04/dialogo.html' title='Diálogo'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3674991951770376962</id><published>2009-04-01T13:58:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T14:00:31.351-07:00</updated><title type='text'>Corações partidos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;lgumas mágoas jamais cicatrizam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eram quase crianças. Ela nunca tinha namorado de verdade com ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles andavam pela rua de mãos dadas e conversavam banalidades quando ela começou a sentir aquele calor lhe dominar o coração. A alegria infinita de ter alguém bacana a seu lado, de ter uma mão apertando seus dedos, de ter uma boca beijando seus lábios entre uma frase e outra, de poder rir juntos, de poder viver pequenos momentos lindos como aquele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A felicidade era tão grande que ela sentiu vontade de dizer algo. Tinha medo, mas a vontade era maior que tudo e, justamente pra não deixar o medo sobrepujar a vontade ela disse rapidinho: "Eu amo você!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele ficou silencioso de repente. Ficou sério. Ela se arrependeu imediatamente e a alegria deu lugar ao pânico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele encostou os dedos nos lábios dela: "Não diga isso."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela tinha ficado grávida aos 15 anos. Besteira de adolescentes. Acabaram casando-se.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim que ele terminou a escola, conseguiu um emprego num cargo público em outra cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela ficou ali mesmo porque era o melhor lugar pra criar o bebê. Porém, mesmo que ele aparecesse todo final de semana, a saudade que ela sentia não se dissipava. Pelo contrário. Parecia crescer mais e mais a cada sábado e domingo que não eram suficientes pra sanar a carência que sentia pelo pai de sua filha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia ela resolveu fazer uma surpresa. Comprou um corpete de renda preto com detalhes bordados, uma cinta-liga e meia calça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À noite depois do banho, perfumou-se, passou cremes, vestiu a meia, a cinta-liga, o corpete e foi seduzir seu amor que lia uma revista qualquer na cama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele olhou pra ela, abriu um sorriso e disse: "Que é isso, vai desfilar Carnaval?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles estavam casados há alguns anos. Já tinham enfrentado e superado várias crises. A mais recente porém, estava difícil de superar. Numa noite, enquanto ele assistia TV no sofá da sala ela sentia seu corpo vazio de propósito, de carinho, de razão de ser. Tomou coragem, tentou esquecer todas as mágoas e aninhou-se no corpo dele, dando-lhe um beijinho no pescoço e no lóbulo da orelha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele olhou pra ela e não disse nada, mas antes tivesse dito. Seu olhar tinha um asco que fê-la sentir-se o ser humano mais repugnante da face da terra. Algumas mágoas jamais cicatrizam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3674991951770376962?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3674991951770376962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3674991951770376962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3674991951770376962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3674991951770376962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/04/coracoes-partidos.html' title='Corações partidos'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-5936214428711176561</id><published>2009-03-26T07:06:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T07:11:03.136-07:00</updated><title type='text'>"Haja hoje pra tanto ontem."</title><content type='html'>&lt;div&gt;Ao contrário do que eu pensava, existem pessoas felizes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conheci um cara que é baiano, trabalhou como modelo e mora com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atores&lt;/span&gt;. Pessoas felizes que não perdem muito tempo se perguntando qual a razão a da vida do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;universo&lt;/span&gt; e tudo o mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gente que sai nas festas, conhece garotas lindas e não se sentem constrangidos pela possibilidade de não serem tão atraentes quanto gostariam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles acabam levando essas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;gurias&lt;/span&gt; lindas pra cama. Elas dão. Na primeira noite e durante a noite inteira. E depois nem pedem pra que você ligue no dia seguinte. Não pedem pra namorar. Não pensam em casamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elas só queriam dar. Deram. Vestiram suas roupas e saíram deixando-os somente com as boas lembranças da noite anterior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eles não ligam se aquilo foi só por uma noite. Eles não desejam conhecer mais a fundo as garotas e saber se elas gostam do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Neruda&lt;/span&gt; ou se emocionaram-se com Brilho Eterno de Uma Mente sem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Lembranças&lt;/span&gt;. Eles não querem saber e elas não querem contar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;gurias&lt;/span&gt; eram mais que carne, se tinham ou não conteúdo isso ficou perdido no meio da noite. Dissipou-se entre gritos e suspiros de gozo e foi levado pra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;lavanderia&lt;/span&gt; junto com os lençóis. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Escôou&lt;/span&gt; com a água e quem se importa?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Importante é que tinham belos peitos, eram cheirosas, tinham cabelos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sedosos&lt;/span&gt;, bocas macias, e gostam de dar o que eles gostam de ter.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu amigo me conta as histórias das noitadas (não conta os detalhes, só as circunstâncias) e enquanto ouço, vou pensando "porque que eu não nasci tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;descomplicado&lt;/span&gt; assim?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fico lembrando da minha adolescência cheia de neuras e frustrações, cheia de momentos em que eu quis algo e não busquei e penso: "A troco de quê eu sentia tanto &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;medo&lt;/span&gt;?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só sei que sinto inveja (branca) dessas pessoas felizes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De pensar que, há 6 anos atrás eu casei só porque tinha medo de não conseguir mais ninguém e terminar a vida sozinho...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que bobagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-5936214428711176561?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/5936214428711176561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=5936214428711176561' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5936214428711176561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/5936214428711176561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/03/haja-hoje-pra-tanto-ontem.html' title='&quot;Haja hoje pra tanto ontem.&quot;'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-3329272779687956504</id><published>2009-03-02T05:44:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T05:56:19.274-08:00</updated><title type='text'>Desculpa Esfarrapada</title><content type='html'>"Que desculpinha mais manjada! Você não era capaz de sequer pensar em nada mais original que isso, pra me dizer?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uando ela disse essa frase, tinha uma expressão terrível de nojo na cara. Terrível porque era nojo de verdade, não dor-de-cotovelo fingindo ser nojo.&lt;br /&gt;Ela tinha razão. Eu tinha usado a mesma desculpa que 99% dos canalhas usam quando vão terminar com uma menina: "Não é você, sou eu" ou "Descobri que não te mereço."E ela sentiu nojo. Nojo por eu estar subestimando sua inteligência, seu amor. Nojo porque, mesmo depois de toda a cumplicidade da relação que tivemos eu vinha lhe apresentar um justificativa rasa e mentirosa. Ela estava se sentindo ultrajada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como? Como fazer de outra forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explicar pra menina, sem deixar que ela perca a auto-estima que, mesmo que continue sendo bonita, o tesão que você tinha por ela simplesmente acabou. Como revelar que, cada uma daquelas idiossincrasias que ela tem e que antes te divertiam, agora te cansam e te irritam. Como não deixar que ela se sinta ofendida depois de contar que agora você sente alívio quando ela não está por perto. Como não matá-la por dentro ao explicar que a relação acabou porque acabou o amor. Que todo o cuidado que ela lhe dedica está te sufocando e te fazendo sentir-se menos dono de si mesmo. Como explicar sem soar egoísta que você tem se trancado pra trabalhar no quarto porque não tolera mais cruzar com ela no corredor? Como fazer isso sem destruir completamente o coração dela? Sem deixar que ela se sinta um lixo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor acaba, essas coisas acontecem o tempo todo. A relação mais longa e estável não necessariamente é a melhor. Mas na hora em que acaba a guria sempre exige que você diga algo... que você dê algum tipo de explicação. É quando lança-se mão da cara de pau e usa-se desculpas bobas porque, se fosse realmente falar a verdade como ela pediu, o estrago poderia ser bem maior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-3329272779687956504?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/3329272779687956504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=3329272779687956504' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3329272779687956504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/3329272779687956504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/03/desculpa-esfarrapada.html' title='Desculpa Esfarrapada'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-6528766128294556339</id><published>2009-02-17T20:28:00.000-08:00</published><updated>2009-03-10T14:13:57.392-07:00</updated><title type='text'>Pão de Queijo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ma vez eu conheci uma guria na casa de uns amigos. Superinteligente, gatinha, bom papo, meio neurótica (como é sempre bom), verborrágica, sexualmente bem resolvida (ou quase, como toda mulher).&lt;br /&gt;Bateu um tesão imediato. Trocamos umas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela falou que gostava de boa comida, conhecia bons vinhos, umas baladas alternativas, disse que lia Kerouac mas que gostava mesmo de Gabriel Garcia Marques. Entendia pouco de cinema, quase nada de quadrinhos, tinha uns amigos artistas, frequentava o metié gay e tinha viajado recentemente pra Chapada Diamantina.&lt;br /&gt;Ela tinha os cabelos encaracolados, os dedos da mão meio tortos, os esmaltes comidos e um anelzinho prateado, bem fininho, no dedo médio. Tinha umas sardas no nariz, um jeitão de moleque e se achava mais descolada do que realmente era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu contei que adorava cinema, que tinha pilhas de gibis, que há muito tempo não lia nenhum livro e que sentia falta disso.&lt;br /&gt;Falei que era mineiro, que adorava comer e que, modéstia a parte era exímio na cozinha. Contei que tinha conquistado minha ex-mulher pelo estômago e que ela tinha sido viciada em pão de queijo. Que me pedia pra fazer pão de queijo todo dia, e que eu tinha quase enjoado de tanto fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me pediu a receita do pão de queijo e eu fiquei de, hora dessas, levar a receita em sua casa.&lt;br /&gt;Depois fiquei pensando: que merda! Levar a receita de uma droga de pão de queijo e bater na porta da guria dizendo "Vim aqui trazer a receita que você pediu" enquanto o que eu queria mesmo era dizer "Oi. Tou aqui com essa receita na mão mas na verdade vim só pra te comer!"&lt;br /&gt;Nunca apareci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-6528766128294556339?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/6528766128294556339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=6528766128294556339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6528766128294556339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/6528766128294556339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/02/pao-de-queijo.html' title='Pão de Queijo'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2610527365290629611</id><published>2009-02-09T05:35:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T12:06:41.595-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='primeira vez'/><title type='text'>Eu sabia!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SZA4tA_uSjI/AAAAAAAAACg/mI0p2zU-W_I/s1600-h/ilustra+-+Eu+sabia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300799107427617330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 172px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SZA4tA_uSjI/AAAAAAAAACg/mI0p2zU-W_I/s320/ilustra+-+Eu+sabia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ra quase oito e meia da noite, eu ia subindo pra minha casa. Isso, na época em que ainda morava com meus pais. A casa ficava longe do centro e mais longe ainda da casa dela. Eu podia ter pego um taxi ou carona com algum amigo, mas preferi ir sozinho porque, caso desse vontade de chorar não ia precisar me justificar pra ninguém. Minha família tinha ido visitar uns parentes naquele final de semana então teria todo o tempo do mundo pra lamentar a vida, sentir dó de mim e amaldiçoar o amor que poderia ter sido e não foi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escuto alguém gritar o meu nome. Do outro lado da avenida estava a Daiane, sorridente, com aqueles bracinhos erguidos, acenando. Tudo o que eu queria era ficar sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela me abraçou e beijou como se eu não tivesse terminado nosso namoro da forma mais cretina do mundo e perguntou por que eu estava tão triste. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Contei por alto. Não tinha como explicar que eu tinha acabado de ser bandonado pela garota que foi o motivo de eu ter terminado com a Daiane.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo o que eu queria era ficar sozinho. Mas convidei a menina pra me acompanhar até em casa e preparei uma macarronada pra nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixei ela me contar sobre o novo namorado, sobre os porres de vinho, sobre os problemas que vinha tendo com a família.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixei ela falar de nós.&lt;br /&gt;De manhã, enquanto eu me enrolava numa toalha pra ir tomar banho a Daiane se sentou na cama e sorriu pra mim:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Eu sabia!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meneei a cabeça:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Sabia o quê?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Sabia que a minha primeira vez ia ser com você!"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2610527365290629611?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2610527365290629611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2610527365290629611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2610527365290629611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2610527365290629611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/02/eu-sabia.html' title='Eu sabia!'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SZA4tA_uSjI/AAAAAAAAACg/mI0p2zU-W_I/s72-c/ilustra+-+Eu+sabia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2323495809817468441</id><published>2009-01-19T12:43:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T13:04:37.927-08:00</updated><title type='text'>Covarde</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ós homens somos uns boçais.&lt;br /&gt;Nunca sabemos exatamente o que queremos (se é que queremos alguma coisa). Quando isso envolve tomar uma decisão, então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria casar. Tinha 19 anos e queria casar. Tinha minha namorada que também era minha melhor amiga e sabia tudo sobre mim. Alguém de quem eu não escondia nada. Perfeito! Vamos nos casar!!&lt;br /&gt;Quando porém, a guria começou a agitar as coisas, ver igreja, marcar o tal "curso de noivos", preparar lista de casamento, ver convites, enxoval, comprar móveis, contar pras pessoas...&lt;br /&gt;Não dá pra descrever o pânico que me inundou. A vontade que tive de que o mundo parasse pra eu saltar ou o desejo que sentia de ser uma árvore, de me trancar no quarto, de me agarrar ao colo da minha mãe e não deixar ninguém me tirar de lá.&lt;br /&gt;Eu pulei fora. Mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei indo morar com outra garota que já tinha enxoval, móveis, casa, gato, TV com videocassete, uma filha de 3 anos e pronto! Era bem mais fácil! Não era nada meu, eu não tinha nenhuma obrigação de ficar. Quando desse no saco eu pegaria minha mochila, meteria alí minhas coisas e tchau! Só o som da porta batendo atrás de mim. Bem mais fácil! Eu poderia até ajudar a criar uma criança e, se desse errado, não era mesmo responsabilidade minha. Aliás, a criança recebia pensão, então (foda-se!) eu podia ficar só com a parte boa: ensinar ela a cantar "bichos escrotos", mostrar a nova animação do Miyazaki, desenhar uma caricatura dela numa folha de caderno ou então fotografar ela dormindo com a chupeta na boca. Lindo! Poderia pular fora a qualquer momento sem dramas!&lt;br /&gt;E eu pulei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem. Passou-se o tempo e conheci uma guria. Estamos falando em casamento, falando em morar juntos, em ter uma vida a dois nos moldes tradicionais. Ela é uma ótima guria. Bonita, de boa família, bom emprego, bastante inteligência, boa de cama, instinto materno... tudo que interessa a um homem de bem, honesto e  trabalhador como eu. Hah! Que piada.&lt;br /&gt;Estou em pânico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2323495809817468441?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2323495809817468441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2323495809817468441' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2323495809817468441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2323495809817468441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2009/01/covarde.html' title='Covarde'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2627676129272936896</id><published>2008-12-18T04:43:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T04:56:16.915-08:00</updated><title type='text'>Eu Matei Minha Alma Gêmea</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SUpGZo69kwI/AAAAAAAAABw/cZxO2BZoKNg/s1600-h/eu+matei+minha+alma+gemea.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281110919340724994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SUpGZo69kwI/AAAAAAAAABw/cZxO2BZoKNg/s320/eu+matei+minha+alma+gemea.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;emana que vem estou saindo de viagem. Depois de seis anos de ausência estou indo visitar a cidade onde eu nasci e vivi 16 longos anos da minha vida. Estou ansioso mas sobretudo estou apreensivo. Muita coisa mudou nesses 6 anos e muita coisa ficou pra trás, pela metade, mal-contada, na minha história de 16 anos nessa cidade. E, é claro, nesta última semana comecei a pensar muito nessas histórias. Eu tinha uma amiga que conheci no primeiro ano do colegial. Ela era amiga de uma garota deslumbrante chamada Andressa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Andressa tinha os cabelos compridos e lisos, os olhos verdes, grandes, uma boca gigantesca carnuda, vermelha e suculenta que parecia dançar a cada sílaba dita. Eu era louco pela Andressa. Mas ela nunca me dava qualquer brecha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então me aproximei de sua outra amiga. Lúcia não era nem de longe deslumbrante como a Andressa mas era bem mais acessível e poderia servir como um canal bastante eficiente pra que eu me aproximasse da outra. É claro que deu super certo a minha tática só que no percurso acabei vendo que tanto quanto era linda, Andressa era desinteressante. Em compensação sua amiga foi se tornando cada vez mais a MINHA amiga e em pouco tempo éramos unha e carne. Mesmo!&lt;br /&gt;Nós dois não nos desgrudávamos nem depois da aula. Saíamos juntos, estudávamos juntos, fazíamos juntos os trabalhos escolares, as macarronadas de domingo, as sessões de filme de sábado e ainda passávamos as tardes sentados na rede batendo papo sobre mil coisas. Normalmente eu falava e ela ouvia, mas não era a regra.&lt;br /&gt;Então, foi muito triste quando eu consegui meu primeiro emprego e precisei começar a estudar à noite. Passamos a ter menos tempo pra nós e isso fez com que nosso tempo juntos tivesse ainda mais valor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não demorou muito pra que ela começasse a trabalhar e fosse estudar no noturno também, mas então eu já tinha começado a namorar e precisava dedicar algum tempo à minha namorada. Porém, a namorada já tinha sido devidamente avisada que a Lúcia era mais importante pra mim. Quando meu namoro acabou eu logo comecei outro mas entre eu e a Lúcia alguma coisa começava a mudar. Na festa de confraternização de fim de ano da empresa onde eu trabalhava, não levei a namorada. Levei a Lúcia.&lt;br /&gt;Certa noite na escola, dia de prova, eu terminei a minha e fui liberado, então sentei lá fora e fiquei esperando minha namorada. A Lúcia tinha aula normal na classe dela mas me vendo ali, resolveu fazer companhia. Eu estava com fome e ela tinha comprado umas bolachas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conversamos, comi as bolachas e eu estava meio triste porque o ano estava acabando e eu já sabia que em breve estaria me mudando pra outra cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parecia então a coisa certa dizer pra Lúcia que ela era a coisa mais importante da minha vida. Que ela era a minha alma gêmea incontestável. Que eu não existia sem ela e que, mesmo que estivesse indo embora, levaria uma parte dela comigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parecia certo beijar a boca dela depois de dizer isso tudo e foi o que eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faltando cinco meses pra me mudar pra outra cidade, pra outro estado, comecei a namorar a Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um ano depois de eu ter me mudado, noivamos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O casamento foi marcado pra Março de 2004.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em Dezembro de 2003 eu cancelei o casamento porque tinha me apaixonado por outra guria na cidade em que eu morava.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2627676129272936896?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2627676129272936896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2627676129272936896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2627676129272936896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2627676129272936896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2008/12/eu-matei-minha-alma-gmea.html' title='Eu Matei Minha Alma Gêmea'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SUpGZo69kwI/AAAAAAAAABw/cZxO2BZoKNg/s72-c/eu+matei+minha+alma+gemea.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-7047881231807714077</id><published>2008-12-08T08:44:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T08:56:27.789-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dó casamento show rock amor'/><title type='text'>Dó não rima com amor</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ra preciso muito pouco pra eu ficar apaixonado.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então apareceu essa menina. Uma roqueira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Loirinha, simpática, sorridente, bastante sociável, moderna, sexualmente bem resolvida, recém separada e com uma filha de três anos. Achei o máximo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tivemos uma transa fantástica, daquelas de filme mela-cueca de Hollywood e eu  a pedi em namoro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ela não estava muito afim de me namorar porque - afinal de contas - tinha acabado de se separar e ainda estava meio que apaixonada pelo ex-marido que a havia substituído por outra garota, em outra cidade. Além disso eu estava noivo e ela não queria arcar com o peso de acabar me dando um pé na bunda depois de ter sido a responsável pelo cancelamento do meu casamento que estava marcado pra dalí há três meses. Não que eu tenha percebido isso naquela época. Eu achava que a guria estava tão apaixonada por mim quanto eu estava por ela e acreditava piamente que ela se recusava a me namorar porque tinha medo de se envolver de novo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu achava que aquele "Eu te amo" proferido por ela durante o orgasmo significava mesmo "eu te amo" e não percebi que era só o rugido de satisfação de uma mulher que estava se sentindo mal-amada, entediada e vilipendiada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu fui um canalha em me aproveitar da fragilidade psicológica dela pra conseguir a namorada nos moldes que eu almejava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Coitada: terminar um casamento com filho e já se ver amarrada a um pisciano grudento não devia mesmo ser a melhor das perspectivas pra uma garota como ela. Mas eu nunca tinha vivido com uma mulher antes (só com garotinhas sem passado, sem trauma e sem graça) e não tinha a menor noção do que tudo aquilo significava de fato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Assim, eu tanto insisti que ela aluiu. Cancelei meu casamento sem nenhum pesar e assumi um namoro com ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A guria até tentou se livrar de mim. Me deu uns perdidos, foi no show de rock de uma banda que eu odiava e declarou com todas as letras que queria ir "solta" pra poder "curtir o som". Tomou um banho demorado, passou maquiagem pesada, calçou umas botas de vinil, encheu os dedos de anéis e saiu, toda cheirosa tentando deixar claro pra mim que eu não era prioridade, que eu não era amado - embora bem quisto.  Ela tentou me afastar. Jogou charme pro ex-marido quando ele veio no domingo visitar a filha, aceitou o presente que ele trouxe e ficou horas batendo papo com a ex-cunhada pelo celular.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ela tentou deixar claro que eu não era o homem de sua vida, mas as mulheres não são simples. Quando eu estava quase entendendo o recado, pegando minha mala e saindo antes que a minha dignidade fosse demasiadamente manchada ela bloqueou a porta com o corpo, deixou que os olhos se marejassem e pediu que eu não saísse. Ela me beijou com a boca úmida de lágrimas e murmurou que não suportaria ser deixada de novo. Pediu desculpas pelos desmantelos, disse que não era de propósito, que ela estava reaprendendo a se relacionar e que eu era imprescindível nesse processo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu senti mais dó dela que de mim e acabei ficando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Foi um erro, é claro. Ninguém é digno de dó.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-7047881231807714077?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/7047881231807714077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=7047881231807714077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7047881231807714077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/7047881231807714077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2008/12/d-no-rima-com-amor.html' title='Dó não rima com amor'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-2705564146373864550</id><published>2008-11-22T16:25:00.000-08:00</published><updated>2009-03-12T22:25:32.605-07:00</updated><title type='text'>Cabelo Vermelho e Meia Arrastão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SSijgFJBsdI/AAAAAAAAABI/biG2yaRMrz0/s1600-h/cabelo+evrmelho+e+meia+arrastao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271643135368344018" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SSijgFJBsdI/AAAAAAAAABI/biG2yaRMrz0/s320/cabelo+evrmelho+e+meia+arrastao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;alto de suas convicções e certezas você como macho, sexo forte, dominate da espécie, crê que conhece bem a garota que escolheu pra partilhar consigo o resto de sua vida.Você conhece cada saia, blusinha, cacharrel e calcinha que ela tem no lado dela do guarda-roupas, sabe quais são as bandas de rock que ela curte, qual é seu prato favorito, o medo que ela tem de lagartixa, sabe o período do mês em que ela fica menstruada e principalmente: conhece cada uma de suas fantasias sexuais e quais são as posições que a fazem gozar mais rápida e intesamente.Você sabe quais os sonhos que ela tem pro futuro, qual é o nome que ela quer dar pro filho que vocês terão um dia, sabe o nome do hidratante que deixa a pele dela cheirosa e dorme tranquilo sabendo que aquela pele vai estar sempre colada á sua, de noite na cama. Se apega ao perfume que ela tem nos cabelos e se conforma com o fato que, daqui pra frente, aqueles mesmos cabelos, com aquela mesma cor e aquele mesmo perfume vão estar sempre alí, fazendo cócegas no seu rosto quando você se deitar.&lt;br /&gt;Mas então, por qualquer motivo que seja, vocês dois acabam se separadando. Cada um vai pra um canto. Você não vai sentir falta de nada disso porque - afinal de contas você é o macho dessa história e foi você quem resolveu terminar tudo. Mesmo que não tenha sido de fato você, essa é a história que será contada aos seus amigos.&lt;br /&gt;Até que um dia vocês se encontram por acaso naquele bar que ela nunca queria ir quando vocês estavam juntos. Ela está com um cara que é mais alto, tem o cabelo comprido, um tipinho estranho de andar e você fica ali, olhando tudo e achando que o cara se parece com você. Mas não parece. Ela se aproxima educada, sorridente, vocês se cumprimentam. Primeiro você estende só a mão, mas então decide dar um beijinho no rosto e fica aquela coisa meio constrangedora, um de mão estendida pro nada, outro de face estendida pra ninguém, até que entre sorrisos amarelos vocês se acertam e rola o beijinho no rosto. Você sente o cheiro do cabelo dela e não é mais o mesmo. Não é que não pareça ser mais o mesmo. É realmente um outro perfume. Ela mudou de shampoo. Na verdade o penteado mudou, o corte de cabelo mudou e - em casos extremos - até a cor do cabelo mudou. Nessas alturas do campeonato você já não está entendendo mais nada. O que será que passou pela cabeça dela fazer essa coisa horrorosa com os cabelos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rolam algumas perguntas sem interesse real (Como é que vai? Teminou a faculdade? E aquela sua tia que tinha varizes? Sua mãe, como está?) vocês trocam rapidamente olhares mornos e então cada um volta pra sua mesa. Afinal, sua namorada atual já está alí, te olhando com cara de contrariada.&lt;br /&gt;No dia seguinte você resolve dar uma olhada no Orkut dela só pra ver como andam as coisas e descobre que não conhece ninguém da sua lista de amigos, exceto uns quatro ou cinco amigos em comum. Na maioria gente que você tem na sua lista mas nem tem muito contato, nada.Você vai lendo os dados do profile e vê que ela está ouvindo bandas que você nem imaginava que ela pudesse gostar, lendo livros que não condizem com o intelecto dela, falando palavras que não são de seu vocabulário. E você se pergunta: meu deus, quem é essa garota? Como ela pôde mudar tanto em tão pouco tempo? Será que ela sempre foi assim? Sempre. Ela sempre foi assim, você é que não tinha percebido.Tão empenhando em fazer dela a sua companhia, você tentou projetar na garota os seus próprios gostos, tentou fazer ela assistir Heroes enquanto a pegada dela era mais Dexter, tentou empurrar Dire Straits enquanto ela na verdade curtia mais Offspring. Ela te deu uns toques quando mencionou por alto que gostaria de uma pegada mais forte na cama e menos aquele lance romântico. Quando ela comprou aquela meia arrastão que você achou ridícula. Quado ela falou que estava pensando em pintar o cabelo de vermelho e você a ironizou. Ela te deu o toque aquela noite em que comprou insenso de morango e você dormiu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela tem uma capacidade de se adaptar que você desconhece. Por isso é que ela topou abrir mão de quem gostaria de ser por você. Enquanto a garota acreditava que você pudesse ser o homem da vida dela, se moldou à sua forma pra que você não tivesse medo, nem se sentisse oprimido. Mas quando você decidiu terminar tudo e botá-la pra fora, achando que ela se desfaria em lágrimas por anos a fio, a menina viu alí a chance de ser ela de verdade. Só pra variar. Foi então que ela saiu à noite, de meia arrastão, um perfume novo e os cabelos vermelhos, na companhia de amigas que você nem sabia que existiam (ela deduziu que você não gostaria que ela andasse com companhias daquele tipo, por isso nunca te falou delas) e conheceu aquele cabeludo que gostou dela de cara - justamente por causa do cabelo vermelho e da meia arrastão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-2705564146373864550?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/2705564146373864550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=2705564146373864550' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2705564146373864550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/2705564146373864550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2008/11/cabelo-vermelho-e-meia-arrasto.html' title='Cabelo Vermelho e Meia Arrastão'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SSijgFJBsdI/AAAAAAAAABI/biG2yaRMrz0/s72-c/cabelo+evrmelho+e+meia+arrastao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3662518363009410129.post-1116206218107981067</id><published>2008-11-15T03:57:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T05:45:52.084-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beijo ruiva frustração adolescência geek'/><title type='text'>Eu nunca beijei uma ruiva</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SR7SfI92l7I/AAAAAAAAABA/IzfSxZAE7WE/s1600-h/ilustra+ruivas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268880046494750642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SR7SfI92l7I/AAAAAAAAABA/IzfSxZAE7WE/s320/ilustra+ruivas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;u&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt; nunca beijei uma ruiva. Sou fascinado por elas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Mas as ruivas naturais, genuínas. Elas têm um ar meio tímido, uma timidez dissimulada talvez. Um jeito de olhar de lado como quem tem tanto a dizer mas não diz. Esconde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Eu gosto das ruivas. As sardinhas no rosto, os olhos grandes, o sorriso rasgado. Todas as ruivas que eu conheci tinham olhos grandes, sardas e um sorriso rasgado com lábios finos e gengivas à mostra. Adoro as ruivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Quando eu tinha 16 anos e estudava o primeiro ano do colegial tinha uma amiga que era ruiva. A típica ruiva. Se chamava Nathália, tinha o cabelo encaracolado e volumoso, sardas que se estendiam até o colo, lábios finos e sempre húmidos, um par de olhos castanhos imensos, peitos fartos e um total desinteresse sexual por mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Eu não era exatamente um cara atraente. Era bastante alto e magro, usava óculos de armação grossa na época em que a moda eram armações finas e discretas, tinha aparelho nos dentes, um topete bem anos cinquenta e algumas remanescências das espinhas que me atormentaram a vida uns dois anos antes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Talvez eu não fosse um cara atraente, mas o desprezo com que a Nathália me tratava era entristecedor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Minha auto-estima porém, sempre foi das melhores e por mais que ela se esquivasse a cada investida sexual que lhe dava, eu não desistia e buscava sempre novos meios, novas cantadas, novas abordagens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;É claro que não funcionou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;A última tentativa foi numa festa promovida pela turma da minha classe. Todas as sextas-feiras à noite nós cabulávamos aula, escolhíamos a casa de algum dos colegas e íamos pra lá equipados com garrafas de vodka, aparelhos de som, CDs de rock e reagge, algumas dúzias de laranjas e um frango.&lt;br /&gt;As laranjas iam nas vodkas, os CDs no aparelho de som, os meninos nas meninas e o frango ia prum caldo grosso e bem temperado que o Bob sempre fazia pra arrebatar a bebedeira. Diziam que o caldo era muito bom. Eu nunca tomei. Não gosto de frango e depois de ter levado mais um fora da Nathália o que eu queria mesmo era ficar bêbado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Tanto quanto eu era louco pra levá-la pra cama, ela era louca por um rapazinho meio playboy que também estudava conosco. Nathália se embebedou o suficiente pra superar a timidez das ruivas e criar coragem para tomar a iniciativa de arrebatar o playboy pra si. É claro que ela conseguiu. As ruivas sempre conseguem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Playboy de sorte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3662518363009410129-1116206218107981067?l=escoladecanalhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/feeds/1116206218107981067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3662518363009410129&amp;postID=1116206218107981067' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1116206218107981067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3662518363009410129/posts/default/1116206218107981067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladecanalhas.blogspot.com/2008/11/eu-nunca-beijei-uma-ruiva.html' title='Eu nunca beijei uma ruiva'/><author><name>Adonay Esteves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14523586272917645967</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-agKJDTLAMHU/TpvZrXPmbpI/AAAAAAAAAF0/6mTcjKvtfsc/s220/amarelo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8qDT1_C3Yf8/SR7SfI92l7I/AAAAAAAAABA/IzfSxZAE7WE/s72-c/ilustra+ruivas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
